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Quinta-Feira, 25 de Fevereiro de 2021

SEMINÁRIO DISCUTE NOVOS CONCEITOS PARA AVANÇAR NA EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL EM RONDÔNIA

A secretária fez autocrítica do Projeto Guaporé ao público de aproximadamente 300 diretores e coordenadores de área, condicionando à criatividade de cada uma o aumento do número de escolas (atualmente 19)
Segunda-Feira, 19 de Outubro de 2015 - 15:45

A secretária estadual de Educação, Fátima Gavioli, propôs nesta segunda-feira (19) a revisão de conceitos para fazer avançar a educação em tempo integral em Rondônia. O governo estadual abriu no Hotel Rondon Palace o 2º seminário para debater possibilidades e limites nessa área. Coordenadores das 19 escolas que integram o Projeto Guaporé de educação integral participaram do encontro.

Paralelamente às atividades musicais, lutas marciais, teatro, artes e cultura em geral, ela pretende um maior número de participantes em olimpíadas nacionais de leitura, letras, matemática e ciências.

A secretária fez autocrítica do Projeto Guaporé ao público de aproximadamente 300 diretores e coordenadores de área, condicionando à criatividade de cada uma o aumento do número de escolas (atualmente 19).

Fátima Gavioli elogiou a Escola de Ensino Médio Anísio Teixeira como exemplo de estabelecimento que “focou” em objetivos possíveis. “A educação integral precisa aflorar, esse é o nosso maior desafio, e ele deve ter práticas exitosas, diálogos com mestres e doutores”, disse a coordenadora de Educação em Tempo Integral da Seduc, professora Josélia Ferreira da Silva.

ESCOLA INTEGRAL POLITÉCNICA

 “Não se enganem, São Paulo também não está uma maravilha”, ponderou o professor doutor Antonio Carlos Maciel, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), primeiro palestrante.

Maciel falou a respeito do Projeto Burareiro e a Escola Integral Politécnica. Esse método adotado nos anos 1980 implica o aprendizado de diversas áreas, entre as quais, literatura, química e matemática.

O professor estudou seis meses na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde narrou a experiência educacional nesse projeto de assentamento dirigido do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, em Ariquemes.

Segundo Maciel, no projeto Burareiro sua equipe trabalhava 13 horas por dia e a experiência permitiu respeitar diferenças e decisões democráticas. “Conseguimos fazer educação de qualidade, porque soubemos trabalhar com colegas, ouvindo-os, captando aquilo de bom que cada um pode apresentar”. Para proporcionar o ensino politécnico, ele acredita que a escola deve oferecer cinco refeições ao dia.

Ao final, o 2º seminário deverá apontar para a Seduc previsões de programação para 2016 que extrapolem oficinas de arte e qualifiquem o perfil de cada escola.

Fonte - Secom - Governo de Rondônia

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