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Sexta-Feira, 05 de Março de 2021

SIMULADOR REDUZ CUSTOS E AUMENTA SEGURANÇA NO TRÂNSITO

Desde 20 de julho de 2015, tornou-se obrigatória a utilização do simulador de direção veicular nos Centros de Formação de Condutores (CFCs) de todo o Brasil. A decisão levantou algumas discussões acerca dos possíveis custos que a novidade traria para as autoescolas. Porém, o que realmente ocorre é a redução de custos, além do aumento da segurança no trânsito.
Terça-Feira, 13 de Outubro de 2015 - 14:38

Recentemente, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão do Ministério das Cidades, tornou obrigatória a utilização do simulador de direção veicular nos Centros de Formação de Condutores (CFCs). O pedido partiu dos Detrans de todo o país e foi oficializado pela Resolução nº 543, publicada em 20 de julho de 2015.

Um dos benefícios da tecnologia é a redução de custos no processo de capacitação dos condutores, sem qualquer custo fixo adicional, pois os equipamentos são alocados nos centros de formação em regime de comodato.

Com experiências positivas nos estados do Rio Grande do Sul, Acre, Paraíba e Alagoas, a utilização dos simuladores deve trazer maior segurança no trânsito e melhor formação de motoristas em todo o país. Estudos comprovam que o uso do equipamento pode reduzir as taxas de acidentes envolvendo novos condutores, além de promover maior índice de aprovação nas provas práticas para obtenção da CNH, o que indica a eficiência do método.

Apesar de nova no Brasil, a tecnologia é amplamente utilizada no resto do mundo. Austrália, Bélgica, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Holanda, Estados Unidos e Espanha são exemplos de países que já obtiveram redução de acidentes com novos motoristas treinados nos simuladores.

Na Holanda, por exemplo, o índice de risco de acidentes dos condutores que passaram pelo simulador corresponde a apenas 1/3 do risco de motoristas treinados apenas em vias públicas. Na Califórnia, a utilização do equipamento reduziu em quase 10% o número de colisões de trânsito. Outro estudo americano demonstrou redução de 75% nos erros críticos dos condutores em formação.

Esses resultados são obtidos, principalmente, porque os simuladores permitem preparar os motoristas em situações críticas ou imprevisíveis que não poderiam ser praticadas nas ruas, como direção em rodovias, com neblina ou chuva, por exemplo. Dessa forma, a nova regulamentação brasileira deverá melhorar a segurança do trânsito no país em um prazo relativamente curto.

A ProSimulador é uma das empresas já credenciadas para oferecer a solução de acordo com todos os padrões de qualidade exigidos para uma formação adequada dos motoristas brasileiros e está à disposição dos jornalistas para maiores informações sobre o tema.

Saiba mais sobre os simuladores nesta lista de Mitos e Verdades sobre o tema:

O simulador veicular vai tornar o processo mais caro

Mito. Os custos para os alunos dos CFCs não devem aumentar, pois não haverá elevação da carga horária, mas substituição de parte das aulas práticas em vias públicas por aulas no simulador. Além disso, não há necessidade de investimento inicial por parte do CFC, pois há no mercado opções em que ele só paga pela aula ministrada.

Estudos realizados no Estado do Rio Grande do Sul (que adotou a obrigatoriedade há um ano) comprovam que houve redução no custo médio para obtenção da CNH, por conta da diminuição do número de aulas práticas realizadas pelos alunos e pelo aumento no índice de aprovação no exame prático.

O uso do simulador veicular aumenta a segurança no trânsito

Verdade. Os simuladores são eficientes para reduzir esse risco, pois treinam os condutores em situações adversas como cenários de rodovias, chuva e neblina, entre outros, que segundo a Polícia Rodoviária Federal são as maiores causas de acidentes.

Além disso, a modernização do método de ensino e aumento de fiscalização no processo de formação dos condutores são passos importantes para redução do número de acidentes. O simulador faz parte desse processo como um facilitador que permite melhor fixação do conteúdo aprendido no curso teórico, pois os alunos são impactados com alertas a todas as infrações e erros cometidos durante o trajeto e recebem relatórios de erros de conduta e infrações ao final das aulas no simulador.

Outras vantagens do simulador no processo de aprendizado são a padronização, melhor formação técnica e maior segurança do processo, com sistema de validação biométrica do instrutor e do aluno, garantindo que o futuro motorista terá uma formação completa.

As aulas no simulador colocam o aluno em situações que não acontecem nas aulas práticas tradicionais

Verdade. O equipamento tem como principal objetivo treinar o aluno para que ele possa reagir de forma correta e segura, além de fixar o conteúdo teórico aprendido, simulando cenários próximos à realidade e que treinam o cérebro de forma mais efetiva, como em situações adversas e de risco, as quais ele não poderia ser submetido nas aulas práticas em vias públicas em razão da segurança.

 Não há dados que comprovem a eficácia dessa tecnologia

Mito. Os resultados obtidos no estado do Rio Grande do Sul, onde o uso dos simuladores é obrigatório há um ano e já foram aplicadas mais de 1 milhão de aulas, comprovam a redução do número de reprovação no exame de prática de direção veicular, indicando que os candidatos chegam mais preparados e seguros à fase final de seu processo de habilitação. Os mesmos resultados foram percebidos no Acre, que também adotou o uso do equipamento há um ano.

Com o tempo e resultados comprovados e percebidos pela sociedade, a ferramenta será mais um motivo de orgulho como medida de segurança tomada pelo país

Verdade. O cinto de segurança e a cadeirinha para o transporte de crianças também sofreram rejeição na época da sua implantação. No caso dos simuladores, a alta tecnologia envolvida, o conteúdo pedagógico elaborado e aplicado nesses equipamentos e os estudos nacionais e internacionais comprovando sua eficácia em estados que utilizam o equipamento há mais de um ano e meio deverão elevar a aceitação da tecnologia junto ao público.

Essa regra só existe no Brasil

Mito. A experiência e estudos realizados em países como Austrália, Bélgica, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Holanda, Estados Unidos e Espanha apontam o mesmo resultado: o aprendizado por meio da condução simulada é a solução para o velho dilema de como formar novos motoristas sem oferecer grandes riscos de acidentes ao trânsito do país, uma vez que o cenário para a condução e a exposição ao risco podem ser simuladas de maneira controlada, repetitiva, mensurada e sem riscos.

O treinamento simulado educa o motorista, acelera o processo de aprendizagem e aumenta o nível do discernimento dos riscos da condução, ajudando os condutores novatos a adquirirem habilidades de direção mais seguras antes de conduzir na vida real. Os estudos aprofundados realizados pela Universidade de Iowa, que há anos pesquisa a formação por meio de simuladores de direção - e que é referência mundial no tema, parabenizou o Brasil pela iniciativa de transformar a utilização obrigatória do simulador na formação de novos motoristas.

Não houve discussão sobre o assunto

Mito. Desde 2009 o tema é debatido em Câmaras Temáticas e diversas Audiências Públicas foram realizadas na Câmara Federal. O Denatran também visitou os Detrans de todo país, além de Sindicatos de Autoescolas locais, para que as particularidades regionais fossem contempladas, além dos debates no Fórum Consultivo. No âmbito acadêmico, a UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina - realizou debates ampliados e promoveu discussões envolvendo a FENEAUTO, Sindicatos Regionais e Autoescolas.

Fonte - Cristiano Caporici

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