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Sexta-Feira, 26 de Fevereiro de 2021

DIA NACIONAL DA DOAÇÃO DO CORDÃO UMBILICAL: COMO E QUANDO DOAR?

Conheça as aplicações terapêuticas deste material genético e a importância da sua coleta e armazenamento
Quarta-Feira, 07 de Outubro de 2015 - 17:28

No dia 08 de outubro celebramos o Dia Nacional da Doação do Cordão Umbilical. A data foi instituída com o objetivo de estimular a doação de cordões, a fim de aumentar o número de bolsas disponíveis para o transplante de medula óssea  no país.

O cordão umbilical, que une o feto à placenta da mãe, é responsável pela nutrição e oxigenação do bebê durante a gestação. Após o parto, ele não é mais necessário para o desenvolvimento da criança, mas a sua preservação pode salvar vidas. O sangue, que permanece na placenta e na veia umbilical e que normalmente é descartado, pode ajudar no tratamento de doenças graves.

A utilização do sangue do cordão apresenta resultados clínicos relevantes, principalmente no tratamento de doenças hematológicos como a Leucemia e a Mielodisplasia. Segundo o médico hematologista da Criogênesis, Dr. Nelson Tatsui, o sangue do cordão umbilical, assim como a medula óssea, é rico em células-tronco, que podem originar diversos tipos de tecidos.  “As células-tronco são células “mães”, capazes de criar os componentes principais do sangue humano e do sistema imunológico do corpo. A partir dessas células, formam-se glóbulos vermelhos, que levam o oxigênio aos tecidos, glóbulos brancos, que combatem infecções, e plaquetas, que atuam na coagulação”, afirma.

O material coletado também pode ser utilizado para o tratamento de mais de 80  tipos de doenças, como Talassemia e Linfomas. “Outras doenças como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids, são objetos de estudos e, em um futuro próximo, poderemos ter descobertas importantes para a prevenção e tratamento de  inúmeras doenças”, explica o médico.

COMO FUNCIONA A COLETA

O momento do nascimento é a única oportunidade para a coleta das células-tronco do cordão umbilical e este procedimento deve ser incluído nos preparativos que antecedem a chegada do bebê.  De acordo com o Dr. Tatsui o procedimento é rápido, leva em torno de cinco minutos, é indolor e não apresenta nenhum risco para a mãe ou para o bebê. “A drenagem do sangue do cordão umbilical é realizada por meio de uma punção com agulha na veia umbilical e seu acondicionamento se dá em uma bolsa contendo anticoagulante e nutrientes”, informa o médico.

Já o tempo de transporte entre a coleta e o processamento deve ser de no máximo de 48 horas. “Depois, as células-tronco são separadas em um laboratório e podem ser armazenadas por muitos anos em tanques refrigerados com nitrogênio, a uma temperatura próxima de -190°C”, explica o Dr. Tatsui. “Há relatos de unidades congeladas há aproximadamente 23 anos, que demonstram viabilidade celular adequada”, complementa.

O sucesso da técnica é comprovado em vários procedimentos há pelo menos 30 anos. Desde 1988, já foram realizados mais de 15 mil transplantes de sangue de cordão umbilical, tratando mais de 80 doenças. No Brasil, assim como em todo o mundo, centros de pesquisa desenvolvem constantemente estudos de ponta sobre células-tronco, o que tem colocado o país no caminho certo para a obtenção de bons resultados clínicos.

COMO FUNCIONA O ARMAZENAMENTO NO BRASIL

Atualmente existem dois sistemas de armazenamento de sangue de cordão umbilical no país: o público e o privado. No caso da contratação do serviço por meio do sistema privado, o armazenamento é pago, ficando assim, o material genético disponível para uso exclusivo do próprio bebê ou da família.

No caso de doação para o sistema público, a unidade fica armazenada em um dos bancos públicos da rede BrasilCord à espera de um paciente compatível. Nesse caso, a família não poderá reivindicar o sangue de cordão doado.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 12 anos de experiência com células-tronco, é membro institucional da AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue). A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.

www.criogenesis.com.br

Fonte - assessoria

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