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Quinta-Feira, 25 de Fevereiro de 2021

O QUE CADA UM DE NÓS PODE FAZER CONTRA A CRISE?

A primeira coisa que nos vem à cabeça nestas horas é arranjar um segundo emprego ou ir atrás de frilas, o que não está fácil
Terça-Feira, 06 de Outubro de 2015 - 08:58

Em vez de ficar só reclamando da vida e do governo, que tal ir à luta? Tenho pensado muito neste tema e buscado respostas. Já não aguento mais ouvir falar em crise e não fazer nada. As pessoas vivem se perguntando umas às outras: "qual é a saída?"

Também não sei, mas estou procurando. Se soubesse, já teria ficado rico ou ido embora daqui. Como não posso, fico pensando no que é possível fazer a cada dia para enfrentar as dificuldades cada vez maiores que se colocam no horizonte de todos nós.

Vou escrever pensando em voz alta para compartilhar com vocês alguns caminhos possíveis que me ocorreram nos últimos dias. O desafio de cada um de nós é o mesmo das empresas e dos governos: como diminuir despesas e, ao mesmo tempo, aumentar o faturamento ou a renda.

Se as despesas não param de subir, e a renda é a mesma, no caso da maioria dos ainda assalariados, em algum momento a corda vai romper. Antes que isso aconteça, é bom a gente pensar em algumas alternativas desde já.

A primeira coisa que nos vem à cabeça nestas horas é arranjar um segundo emprego ou ir atrás de frilas, o que não está fácil, para reforçar o orçamento doméstico. Antes de fazer isso, porém, que tal investir na própria empresa onde você trabalha, ajudar a descobrir os gargalos e as possíveis fontes de novos negócios?

Se cada um fizer isso sozinho, vai ter poucas chances de êxito, além de poder ser mal visto por chefes e colegas, por ir além das chinelas. Por isso, esta não pode ser uma luta solitária. É preciso engajar nela pessoas de diferentes áreas e funções, aproximá-las para um objetivo comum, recolher ideias variadas, tentar fazer alguma coisa capaz de nos tirar do piloto automático do imobilismo, que atinge principalmente as grandes empresas. Ninguém vai se salvar sozinho, estamos todos no mesmo barco.

Ao comentar estas minhas preocupações com um amigo, recebi dele a seguinte resposta: "O que eu posso dizer é o que eu aprendi no meu ofício: tem que ter ideias e colocar na roda; de cada 10 ideias que você tem, 11 dão errado; você continua tentando; e em algum momento algo dá certo, sem que ninguém consiga explicar por quê. À luta!"

Nestas horas, lembro-me do que aconteceu durante as várias crises dos anos 1980, quando eu trabalhava na Folha, então dirigida pelo "seu" Frias (Octavio Frias de Oliveira, que não gostava de ser chamado de doutor), de quem me tornei amigo. A Folha ainda não era o maior jornal do país, mas foi a partir daquele momento de dificuldades que acabou se tornando em pouco tempo o líder de mercado em circulação e faturamento.

Frias fez isso: foi testando ideias, mesmo as mais malucas, em intermináveis reuniões que ele convocava com representantes de todos os setores do jornal. Queria que todo mundo participasse do esforço "para tirar a empresa do vermelho", como ele costumava dizer. Soluções encontradas, tanto na área comercial como na editorial, deram tão certo que são adotadas até hoje, muitas crises depois.

Pensando todos juntos, fica mais fácil encontrar novas saídas, quando os caminhos parecem fechados para nós. No mínimo, melhora o clima no ambiente de trabalho, estimula a criatividade, faz com que todos se sintam igualmente responsáveis pelos rumos da empresa.

Não custa tentar. É muito melhor do que ficar blasfemando contra os políticos e os governos, quaisquer governos, até porque bater panelas e promover novas marchas não vai mudar nada nas nossas vidas. Governos são temporários, e o País, a nossa morada comum, é permanente. Vamos parar de esperar que as soluções venham de cima. Elas estão dentro de nós.

Fonte - r7

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