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Quinta-Feira, 25 de Fevereiro de 2021

VICISSITUDES DA CONSTRU플O DO AMOR

Mas preciso bem alm desta disposi豫o do hospedeiro em rela豫o ao vulo para no reagir seu sistema imunolgico contra o corpo estranho que adere a capa do tero. necessrio algo que envolva uma energia residual em uma frequncia branda capaz de interpretar o ser que se hospeda.
Domingo, 04 de Outubro de 2015 - 16:08

O amor é fonte de múltiplas percepções e muitos autores tentaram transcrever seu significado ao longo de vastas obras. Porém afirmo que o princípio do amor surge do ponto inicial da fecundação, no momento em que a genitora dá o aceite para que o embrião seja fixado no útero materno.

Mas é preciso bem além desta disposição do hospedeiro em relação ao óvulo para não reagir seu sistema imunológico contra o corpo estranho que adere a capa do útero. É necessário algo que envolva uma energia residual em uma frequência branda capaz de interpretar o ser que se hospeda.

Essa energia sai do cérebro humano como uma fonte de excitação chegando até o local onde o embrião está fixado. E ao circulá-lo se comunica com ele e devolve para a mãe o tipo de nutrientes de que seu embrião está necessitando absorver naquele momento.

Mas parte desta frequência que encapsula o embrião é migrada para seu interior a fim de que uma comunicação excitatória possa ser estabelecida entre hospedeiro e criatura gerada.

O laço que se forma é de cunho interno e a visão do hospedeiro é fazer com que a criatura que se desenvolve seja a sua perfeita cópia biológica.

Então com o desenvolvimento fetal esse laço entre mãe e filho se fortalece através das impressões que são migradas de fora na percepção do audível, das sensações térmicas, dos alimentos que essa mãe ingere e do tato provenientes das pressões externas próximo da região umbilical em que muitos pais exercitam o diálogo com seus bebês.

Assim o amor fecunda. E quando a concepção estabelece o laço com o mundo real em que o bebê é lançado para fora do ventre materno, a luz que incomoda o recém-nascido o faz ansiar pelo retorno do aconchegando e envolvido mundo embrionário. Onde o precoce desejo da criança é a comparação que ela faz entre o momento passado e o momento presente da expansão de um útero que não tem fronteiras definidas quanto ao espaço uterino.

O enlaçar da mãe é o constituinte do segundo momento de amor, onde a criança reconhece sua genitora pelas características morfológicas associadas ao útero materno.

Enquanto em terceiro momento, a vontade de repetir os movimentos mastigatórios do dedo e da ingestão do líquido amniótico da mãe, faz o bebê aceitar o peito como reforço de seu caráter predatório desenvolvido dentro do útero materno.

Estes três primeiros momentos são fases fundamentais para a criação do que de fato é a construção do amor.

O quarto constructo ou vicissitude do amor é o ensinamento. A construção da subjetividade da criança que entrou no mundo como um objeto de desejo e agora necessita de todo o acompanhamento para que sua construção como humano possa estabelecer um vínculo decisivo com outros que também foram lançados neste mundo por processos e etapas semelhantes.

O quinto constructo é dar sentido a transferência do ensinamento em porções cada vez mais densas de prazer em repassar o que se sabe para as gerações que estão vindas.

Por isto o amor tem um sentido dual, porque ele pode ser utilizando numa fase prévia para aprisionar um indivíduo, como também ser lançado numa fase posterior de significância que permita dotar o indivíduo de plena liberdade.

Na fase que o indivíduo é aprisionado, a mãe detentora das necessidades do filho o condiciona ao seu apego, a sua ternura, ao seu equilíbrio, à correspondência as suas necessidades diárias, e nutre com este uma correspondência constante para passar a sua experiência uma quantidade enorme de atributos que deve o bebê absorverem para se tornar independe nas fases seguintes.

Então a mãe elabora a dicotomia em transmitir para o seu filho, controladores de apetite, das funções fisiológicas, como o dormir, o urinar, o excretar... de sentimentos condicionantes que levam o bebê a exercer uma tênue irritação como correspondência precária do alicerce de sua vontade. Onde o embrião do ódio também surge neste ato de amor.

Com o desenvolvimento da criança e seu condicionamento em relação a sua mãe, a criança passa a exigir cada vez mais atenção e estímulos por parte dela. Ambos viciados no laço materno manipulam-se pelo controle da vontade no relacionamento, onde a vantagem cognitiva da mãe que possui um intelecto desenvolvido é capaz de gerenciar os conflitos e ir adicionando cada vez mais sobre seu filho porções de significação do amor em grau cada vez mais elevado.

É a mãe, portanto o primeiro contato de amor que um indivíduo se condiciona a gestar dentro de si. Com seu desenvolvimento, a criança passa a perceber limites as fontes de excitação provenientes dos estímulos encaminhados pelo ambiente, nesta fase os pais, parentes e amigos já conseguem compreender os fatores de ansiedade em que o bebê é capaz de reproduzir frente as suas limitações motoras no desenvolvimento de tarefas.

Então o amor do Pai e do agrupamento familiar se incorpora através da aproximação em que objetiva desencadear sensações de consentimento, prazer, desprendimento de energia da criança, que visa a uma manifestação sadia de suas percepções de forma a engrossar a cadeia de suprimentos de subjetividade que a criança está construindo em seu cotidiano.

Então o amor na forma de laço vai gerando vínculos mais intensos, onde as preferências sinalizam o direcionamento que mais agrada a criança frente ao mundo que a hospeda.

Mas uma vez nesta fase o apego se acentua, porque quem prefere a algo deseja estar próximo daquilo que se quer apreender por parte do objeto que fornece o seu conteúdo de desejo.

Quando a criança já fabricou um embrião de personalidade então é a hora dela migrar os aspectos do biológico para a ebulição de suas métricas de prazer que irão desencadear o amor.

Assim a criança migrará do seu apetite a vontade de querer doar o que apreendeu para as pessoas próximas de si, como a replicação de um gesto de amor que ela aprendeu quando a nutriram.

Da fome ela aprenderá a necessidade de alimentar as pessoas que ela ama e desejará que o amor nunca se perca e seja satisfeito cada vez mais em graus e níveis que a necessidade exigir.

Então a criança irá desejar que aquele sentimento que a aproximou de muitas pessoas e que lhe trouxe muitos benefícios seja migrado na forma de uma ganância em conquistar cada vez mais um número mais elevado de pessoas.

Com o aprendizado contínuo da mãe em conter seu sofrimento, ela espelhará em sua mãe para também conter o sofrimento das pessoas que estão ao seu redor.

Da sede tirará a vontade de nutrir o seu semelhante e desejará que todos apascentem sua mente da angústia que a falta deste nutrir irá acondicionar os indivíduos.

Da cobiça pelo pertencimento de um objeto alheio aprenderá que também é amor deixar que o outro manipule ao seu tempo e modo a coisa que é objeto de desejo da criança.

O desejar ter tudo que chame a atenção da criança a sua volta irá criar uma correspondência pela ambição em conseguir um maior número de pessoas que pratiquem o amor em um laço de correspondência social e integrado.

Então quererá a criança que as pessoas que ela conquistou com seu sorriso e inocência seja fieis ao seu propósito de coexistir na forma de um agrupamento feliz e concreto.

Então a construção de uma dedicação comum entre os seres para a preservação dos laços toma conta de toda a espécie de forma a inovar cada vez mais o elo pelo seguimento da espécie como uma forma de renovar uma habilidade do existir.

A atenção passa a se desdobrar de indivíduo para indivíduo e as pessoas passam a permutar desejos, apreensões, necessidades, insights e principalmente memória.

A consequência é o florescer de um cuidado pelo indivíduo na concepção de que todos são importantes para a coletividade e que de fato cada um tem sua parcela de contribuição para a gestão humana da terra.

Então as pessoas passam a fazer diligências na observação de umas com as outras, para diminuírem os conflitos existentes, e aproximar a todos que estão indo por caminhos consagrados historicamente contido na memória dos indivíduos que levarão ao sofrimento e desterro de suas vidas.

Surge então uma noção de zelo social, onde princípios integram o modo de agir entre todos os seres que vivem em agrupamento.

Então a mesma dedicação no início da formação do bebê surge como uma oportunidade para o humanizado e também desenvolver com os seres que estão a sua volta para transformá-los em unidades harmônicas no mesmo sentido de progressão material e espiritual.

Assim o indivíduo está preparado para enamorar-se com o mundo e também em relação a outros seres, porque já é capaz de compreender a própria historia e o objetivo maior que a noção de partilha irá conduzir este indivíduo para ser o clone da vontade de seus pais e de si memo.

A realização do enamorar-se da pelo encontro da parte conquistada, que não encontra dentro de si, mas que está preservada em outro indivíduo que hospeda o complemento daquilo que o indivíduo anseia em ser.

É como se os céus se abrissem, ou um indivíduo visse a encontrar uma mina de diamantes. Prenúncio que algo mais intenso e duradouro será a repetição de um ciclo.

Então ambos enamorados tornam amantes de si mesmo, e sobretudo do desejo que ancora o outro. Onde as respostas possíveis estão encarceradas naquele indivíduo que foi escolhido para representar um segmento seu que não está contido dentro de si, mas que está preservado na forma de outro que cuida e cativa.

É um elo que se torna querido entre os que se enamoram, e passam  por uma fase de rompimento mais efetivo com o agrupamento, porque ao amor também coexiste a fase em que as pessoas optam pelo isolamento temporário, para que a formação do elo que une o relacionamento possa ser fortalecido e intensificado de forma muito mais efetiva.

Então o período de construção da infância em que o garoto está presente, volta como uma infância em que o garoto adulto é novamente prestigiado pelo ser que denota afeição por sua parte.

O que o faz sentir pessoa ilustre e amada. E vem a se tornar o xodó do ser que ama, para manifestar total conivência com suas atitudes que irão levar a construção de um aprendizado conjunto e transformador.

Os laços se fortalecem nas pequeninas coisas que se constroem no dia a dia. E neste estágio já é possível identificar o outro como pessoa amada.

Então a consequência imediata desta aproximação e a junção dos corpos, em que a copulação é exercida pelos pares que se complementam. E a copulação do saber, a copulação do companheirismo, a copulação da conivência é exercida pelos pares que se completam em outros quesitos.

O acasalamento surge como retomado de um projeto embrionário dos pais, para constituir a busca e o encontro dos mecanismos de constituição de seu próprio organismo vivo.

Assim o homem transfere o amor para o ato sexual. Ao evoluir seu aprendizado de suas primeiras fases de vida para a maturidade de seu desejo.

Então os relacionamentos se tornam mais profundos entre os pares, o enamoramento calcado no amor toma conta dos critérios de sua afetação.

Os enamorados se aventuram em galgar maior espaço sobre a vida da pessoa amada e fazem representar por sinais, gestos, alegorias, dizeres e sentimentos toda a manifestação daquele algo que os afeta. Numa exposição onírica de tudo que compõe o ato de amar.

A relação amorosa acende a flâmula do amor. E os enamorados nunca se consomem porque veem por detrás do ato de amor a percepção de suas vivências passadas que foram implementadas nas fases de constituição de suas psiques onde as crianças eram imperadoras dentro de seus lares.

Então a atração surge através de um fogo que é retroalimentado pelos interesses originários da fase da criança-bebê. E entorpece a mente por ser revivido e recondicionado dentro da fase adulta.

Então com ardor o desejo é consumido. O indivíduo se estabelece como suprassumo da existência e quer cada vez mais transformar em realidade o ato de ser querido.

A chama acende a paixão, onde o fascínio pela pessoa amada é representação do que o outro pode oferecer para despertar o interesse de si mesmo dentro do passado do indivíduo. Este é o ponto exato onde o amor começa a perder a sua identidade e significância, pois na realidade o indivíduo deseja a si ao ser agradado e não incorporar a imagem do outro como verdadeiramente ele o é.

A veneração, o entusiasmo, a adoração, a devoção e o culto florescem com a paixão. Até que o equilíbrio da excitação devolve a pessoa ao seu ponto de partida, e o faz perceber que a intenção verdadeira que brota do outro indivíduo deve ser a noção de respeito pela correspondência mútua entre as partes.

Assim uma afabilidade e benquerença invade o indivíduo em querer estar próximo daquele ser que foi capaz de exercer sua conquista como ser humano.

O carinho, o afeto e a amizade surgem em consequência direta deste estado de transformação direta das coisas e servirá de alicerce para o respeito e a compreensão da capacidade de coexistir do próximo.

O bem querer, a estima e o afeto surgem como complementos compensatórios da falta da extensão total da completude da paixão, e condiciona o relacionamento a permanecer estável dentro de um eixo imaginário da permuta do existir.

A afeição, ternura e simpatia reafirmam os laços sociais denotando novas esferas para onde este amor deverá encaminhar o seu destino para satisfazer os seres que se amam.

O apresso, a fraternidade e a benevolência integram por último a preparação do humano para comandar os seus próprios desígnios e ajudar a resgatar nos outros que chegam todo o aprendizado necessário para que nossa espécie possa ser perpetuada.

Fonte - Max Diniz Cruzeiro

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