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Terça-Feira, 02 de Março de 2021

RESTAURANTE PRATO CHEIO LOTA NA VÉSPERA DO FERIADO E MANTÉM FLUXO DE 1,5 MIL REFEIÇÕES POR DIA

Escondidinho de frango, arroz, feijão, macarrão e salada de couve com laranja formaram o cardápio, ao custo de apenas R$ 1
Quinta-Feira, 01 de Outubro de 2015 - 16:50

Na véspera do feriado dos 101 anos de Porto Velho, o Restaurante Prato Cheio no Bairro Tancredo Neves (Zona Leste) lotou novamente nesta quinta-feira (1º). A catraca começou a funcionar às 11h25. Cinco minutos depois, já se formava a primeira fila rumo ao bufê.

Escondidinho de frango, arroz, feijão, macarrão e salada de couve com laranja formaram o cardápio, ao custo de apenas R$ 1.

Assistentes sociais e cuidadoras da Casa do Ancião São Vicente de Paulo levaram um grupo de idosos para conhecer o restaurante.

O fluxo maior de pessoas ocorre entre 12h e 14h30, informou um dos supervisores, Helder Paulo. Segundo ele, a fila cresce para o lado da Rua José Amador dos Reis. Na sexta, a venda de tíquetes demora aproximadamente uma hora; nos outros dias da semana, de uma a uma hora e meia.

Segundo a nutricionista da Seas, Cleusa Firmino, 1.393 calorias em cada refeição atendem ao Programa de Alimentação do Trabalhador, do governo federal.

Desde a inauguração, em 21 de agosto, o restaurante serve 1,5 mil refeições todo dia. As pessoas chegam à bilheteria partir de 6h40 e, às 8 horas de sexta-feira já esgotam os tíquetes.

A gestão do Restaurante Prato Cheio é de uma empresa particular contratada pelo estado, sob a supervisão da Seas e da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional, para servir 33 mil refeições mensais.

IDOSOS

Eles olharam algumas vezes para as paredes envidraçadas e se acomodaram, auxiliados por assistentes sociais e cuidadoras. Lado a lado na mesa, Luiz Paládio Matias, 62 anos, Lázaro Bacelar, 65 e Paládio Alexandre, 78, e João Batista, 76, e Valdemiro Rodrigues, 70, almoçaram bem.

Pouca conversa no ambiente movimentado. Valdemiro contou que nasceu na Serra da Meruoca (CE) e foi seringueiro no Acre. Mineiro de Conselheiro Lafayete, Paládio, disse ter chegado a Rondônia em 1983.

João Batista, com chapéu novo que ganhou da assistente social Dejanira Maria Silva, sorriu ao ouvi-la contar que na tarde de quarta-feira (30) eles assistiram “Hotel Transilvânia 2”, filme de comédia e fantasia exibido pelo Cine Veneza.  Dejanira fala da quietude de Bacelar: “É porque agora ele está concentrado na mesa, mas lá na Casa do Ancião ele conta algumas histórias de jacarés do Lago do Cuniã, onde nasceu e viveu muito tempo”.

QUEM FREQUENTA

Análise prévia da frequência diária indicou à Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (Seas) o perfil dos frequentadores: trabalhadores do comércio, operários da construção civil e famílias em geral. “Idosos e portadores de necessidades perfazem 20%”, informou o supervisor Helder Paulo.

Moradora no Jardim Santana, a dona de casa Sueli Moura Mendonça de Oliveira leva diariamente os filhos Stéfano Gabriel, 9, e Gabriela Letícia, 7.

Segundo ela, o restaurante facilitou-lhe principalmente “o lado financeiro”, porque a única renda familiar é obtida pelo marido, carpinteiro – menos de R$ 1 mil por mês.

Ao meio-dia, o pequeno estacionamento lateral e a fila interna revelam quem busca alimento de qualidade a custo baixíssimo. São trabalhadores vindos em bicicletas e motos, do Bairro Tancredo Neves e dos bairros vizinhos.

Fonte - Secom - Governo de Rondônia

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