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Quarta-Feira, 03 de Março de 2021

CARTA DE AUSTERIDADE ENDEREÇADA AOS GOVERNOS CENTRAIS

A grande massa da população de fato nunca sentiu vínculo e necessidade da metrópole como forma de suprimento de suas necessidades.
Sexta-Feira, 18 de Setembro de 2015 - 10:57

Caríssimos Representantes chefes de Estado torno público através deste compromisso pessoal de disseminação de conhecimento repassar para elaboração de políticas globais frente aos fatores de determinação dos povos estudos prévios do padrão psicológico de agrupamentos para a ampliação da noção de integração global.

Em face do interesse estratégico que a nação Brasileira representa para todo o globo principalmente em razão de vastas áreas agricultáveis o que se traduz na percepção interna da vocação nata dos agrupamentos que aqui se instalaram pelo prolongado processo de ocupação torno pública a linha de raciocínio abaixo como uma provocação para a construção de um pensamento mais fraterno e humano na relação de partilha do desenvolvimento entre os povos.

O passado da construção da constituição psíquica do povo brasileiro, graças ao avanço marítimo dos povos europeus, em destaque franceses, holandeses, espanhóis e portugueses, serviu para a fabricação de uma complexa estrutura migratória cuja tecnologia disponível em meados do Século XV levou a presença do europeu em solo americano a um quadro de isolamento civilizatório.

A incorporação gradativa e contributiva do povo africano, indígena e asiático que muito contribuiu para o processo de colonização foi uma marca de vergonha no aprisionamento de seu labor em nosso precário sistema produtivo.

A comunicação falha entre colônia e metrópoles desencadeou uma série de martírios e uma escalada adaptação do modo de pensamento mercante por parte dos colonos como também de toda a estrutura escravagista.

A economia nos 300 anos de colonização destas paragens no cone sul seguiu uma lógica de capitalismo em que o dinheiro não tinha grande representatividade e utilidade, a grande massa se viu mais preocupada na sua manutenção alimentícia de suas existências que não era necessariamente condiciona a percepção de recursos financeiros.

As principais formas de comércio eram derivadas de sistemas de subsistência e ou recursos eram migrados de uma família para outra através de práticas de escambo.

A grande massa da população de fato nunca sentiu vínculo e necessidade da metrópole como forma de suprimento de suas necessidades. Somente um grupo pequeno de “empreendedores” por aqui denominados Senhores de Engenho sentiam atratividade pelo dinheiro europeu e os produtos que a metrópole poderiam proporcionar vindos através deste princípio civilizatório.

Então o que quero focar é que a determinação do povo Brasileiro para seguir seu destino pelo caminho do comunismo foi derivado deste isolamento civilizatório que levou a percepção de um sistema de partilha como alternativa para enfrentar as dificuldades e promover um progresso sustentável uma vez que a dependência logística da metrópole era algo impensável devido as grandes distâncias marítimas cujas longas viagens dificultavam o contínuo relacionamento mercante.

Com a queda do Império Brasileiro e a proclamação da república séculos mais tarde, esta herança genética herdada dos desbravadores encontrou na ruptura uma forma de recobrar na memória sua tendência autodeterminante de se ligar as estruturas patriarcas cujas marcas ainda estavam muito fortes porém latentes.

A efervescência europeia, principalmente das escolas Parisienses e Alemães, muito contribuíram para despertar o interesse das ex-colônias pelo aspecto cognitivo que lhes remetia ao passado do modelo de quase autossuficiência.

O resultado da ascensão filosófica de Karl Marx, repercutiu em solo americano que estava mais isolado dos grandes centros como uma retomada do espírito de autossuficiência tirada do modelo antigo de colonização.

O padrão vibracional da mente do brasileiro encontrou a linha sucessória de motivos em tais ensinamentos que levavam os populares a estabelecer conexão do seu passado da precariedade do vínculo da estrutura econômica com a necessidade do papel moeda para efeito de subsistência.

Vínculo este que ficou fortalecido e evidente nas décadas de 1950 e 1960 pela manutenção social de governos populistas.

Mas que o surgimento de repressão a estrutura de comércio adotado pelos países mais centrais mais influenciados pelo pensamentos de Keynes e Kant não agradava e via com bons olhos a determinação de povos que se dirigissem para a formação desta estrutura econômica. O que levou governos como o dos Estados Unidos da América a práticas de sabotagem generalizada em muitas democracia em que o teor do discurso estava claro o vínculo não transferencial monetário da instrumentação necessária para a sobrevivência humana.

O efeito imediato da interferência dos governos centrais nas estruturas democráticas como a do povo brasileiro (efeito verificado em 1964) foi uma militarização para a proteção da estrutura mercante.

Observado em termos cognitivos, ocorreu um recalcamento da intenção despertada do princípio colonial do povo brasileiro como uma frustração de mais de duas décadas em que tinha como objetivo tornar novamente latente o desejo de autossuficiência agora migrado para o consciente coletivo como uma projeção adormecida de uma necessidade de vinculação de laços de relacionamento não mercantes em sistema de moeda de troca na forma de papel moeda.

Porém o ensinamento que passa de uma geração para outra dá mostras que este inconsciente coletivo que aflora no brasileiro a todo instante, estabelece uma relação de conflito entre seguir um modelo capitalista e ao mesmo tempo em ter fundido dentro de si mesmo parâmetros de cujo comunista e socialista.

A necessidade do brasileiro de ser amparado pelo Estado em vez dele mesmo encontrar as soluções do seu próprio desenvolvimento é uma destas muitas relações conflituosas que podem ser construídas ao longo deste percurso em que o homem vê a figura do Estado como um Ente presente em sua própria estrutura de tomada de decisão e não como um terceiro a corresponder com este a relação de seus desejos e anseios.

Por outro lado o brasileiro é desejoso que a existência estatal sirva ao desserviço do papel da metrópole na migração do benefício para o particular e ao mesmo tempo não encontra nunca amparado no compromisso do Estado que é visto como um dilapidador do seu próprio patrimônio, porque encontra encrustado que a autodeterminação do povo está calcado dentro de um modelo de isolamento do estado em relação a metrópole em seu próprio alicerce de manutenção autonômica.

Por outro lado é o povo desejoso do vínculo transferencial do relacionamento através de bases não monetárias, verificada na distribuição de renda onde existe uma grande massa que concentra instrumentação material e uma pequena minoria de 1% descolada propositadamente pela sociedade a acumular recursos monetários e a servir de forma inconsciente como mecanismo de punição, opressão e restrição da manutenção da vida.

O recalque coletivo desencadeia uma série de comparadores em que a grande massa sinaliza constantemente estar refém da minoria capitalizada. Mas ela faz esquecer de propósito que é ela própria a responsável por alimentar o sistema segregativo deste 1% que integraliza o capital da sociedade em termos acumulativos.

A ideologia comunista está presente na forma de patriarquismo estatal, onde o cidadão não quer pagar pelos serviços básicos e ter acesso ao usufruir dos bens considerados públicos.

A tendência comunista recalcado no espírito do brasileiro está condicionado a presença de um maciço assistencialismo na forma de bolsas para as mais variadas atividades e necessidades do indivíduo brasileiro.

Existe no processo de recalque um instrumento de controle monetário do ganho alheio, observado na resistência do indivíduo em reconhecer profissões como a psicologia, medicina, direito, construção civil, educadores, ... quando a uma natureza monetária que retribua a lei do esforço.

Muitas vezes o processo descrito acima é observado como processo de barganhas que visam deslocar o entendimento do profissional para uma redução progressiva do valor monetário pelo esforço despendido.

Este condicionamento é devido ao processo colonial em que as dificuldades eram resolvidas na maioria das vezes por trocas materiais e não monetárias, na forma de deslocamento e transferências de necessidades e partilha de bens.

Qualquer pesquisador se elaborar um pequeno experimento acadêmico em disponibilizar um serviço de jornais em praça pública com uma placa a indicar o valor do conteúdo do material ofertado, com um pote em que possibilita ao indivíduo administrar ele mesmo o pagamento e troco constatará a natureza da maioria dos brasileiros em tomar posse do produto sem a devida recompensa pelo serviço, razão esta fundamentada na percepção de que o indivíduo observa o descaminho não como um furto a propriedade alheia, mas como um retorno do recalcado no sentido de simbolizar que a partilha deve ser coletiva do bem em questão.

Muitas vezes este processo que é confundido como falta de caráter é na realidade uma disfunção da projeção que o indivíduo possui dentro de si que o condiciona a crer que o mundo deve ser compartilhado em bases de mesma dimensão comuns a todos os indivíduos.

Em um outro experimento se um empresário colocar disponível para o download algum projeto de software e indicar que o pagamento deva ser desenvolvido através do sistema de pagamentos do empreendimento, o espírito comunista do povo brasileiro irá ignorar o aviso de que o objeto é pago, para colocar no consciente a vantagem indevida como a percepção de uma subtração legítima que não irá afetar o consciente deste indivíduo.

Porque dentro de si não está realmente condicionado o elemento de “Esperteza” mas sim sua tendência natural de aproximar o seu vínculo de autossuficiência da era colonial.

O brasileiro não quer manipular o capital na forma de dinheiro. E sempre encontra brechas para ter acesso a serviços para não fazer do desembolso a regra básica da manutenção da sobrevivência entre os indivíduos deste país.

São infrutíferas todas as tratativas em que o comércio é exercido aqui sem sistemas rígidos de controle que gerem barganha pela entrega do serviço. Por que o brasileiro ignora sua tendência a pacificação comunista, mas ao agir prefere este último como um símbolo de resistência dentro de seu intelecto.

Se fossem colocadas como em algumas cidades europeias, americanas e japonesas sistemas de livre trânsito de tiquetagem de transporte em que o sujeito é responsável por ele mesmo manifestar o uso do sistema público de transporte, em poucos meses a rede de transporte iria completamente a falência.

Em razão do exposto faço saber que a “falta de caráter” muitas vezes visualizada na necessidade do brasileiro de levar vantagem em tudo, não é sinal de uma personalidade má, mas sim uma personalidade em eterno conflito entre diversas estruturas de comportamento econômico que aqui vigoraram na época colonial.

Não quer de fato o brasileiro viver em um regime capitalista, porque dentro de si está constituído uma partilha pelos valores materiais que a todos são compartilhados.

E o deslocamento de 1% de seu próprio povo para o extremo monetário é um preço muito caro que todos pagam para demonstrar a sua própria insatisfação projetiva de um sistema monetário que nunca agradou o inconsciente dos indivíduos que moram por estas paragens.

Fonte - Max Diniz Cruzeiro

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