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Quinta-Feira, 25 de Fevereiro de 2021

POLÍCIA FEDERAL INDICA DIRCEU POR QUATRO CRIMES

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque também foram indiciados
Quarta-Feira, 02 de Setembro de 2015 - 10:30

A Polícia Federal indiciou nesta terça-feira (1º) o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu por quatro crimes relacionados à suposta participação dele nas irregularidades investigadas pela operação Lava Jato, que apura um esquema bilionário de corrupção em estatais.

Dirceu, que está preso em Curitiba por suspeita de participação no esquema, foi indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, segundo a PF.

Ele foi preso no começo de agosto e é apontado por investigadores que atuam na Lava Jato como um dos líderes do esquema de corrupção. Segundo os procuradores da operação, Dirceu instituiu o esquema de corrupção na Petrobras na época em que comandou a Casa Civil durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dirceu, que foi um dos homens fortes do governo Lula, é acusado de receber propina de fornecedores da Petrobras, inclusive na época em que estava preso em Brasília pela condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, esquema de compra de apoio político no Congresso no primeiro mandato de Lula.

Veja a trajetória de José Dirceu

Além de Dirceu, outras 13 pessoas, entre elas o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, foram indiciadas pela PF no mesmo inquérito, referente à 17ª fase da Lava Jato, batizada de "pixuleco", em referência ao nome que seria usado pelos acusados para se referir à propina.

Operação Lava Jato

Deflagrada em março de 2014, a operação da Polícia Federal investiga um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteras e políticos do país. Estima-se que o volume de recursos desviados dos cofres da maior estatal do país, esteja na casa de bilhões de reais. No esquema, que dura pelo menos dez anos, grandes empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina para altos executivos da estatal e outros agentes públicos. O valor da propina variava de 1% a 5% do montante total de contratos bilionários superfaturados. Esse suborno era distribuído por meio de operadores financeiros do esquema.

Fonte - band

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