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Quarta-Feira, 03 de Março de 2021

FELICIANO PROMETE MANTER PARADA GAY SE ELEITO PREFEITO

Apesar de usar discurso mais moderado em relação aos homossexuais, deputado e pastor diz que não abre mão de "sua opinião como cidadão"
Terça-Feira, 01 de Setembro de 2015 - 11:51

Conhecido por sua posição polêmica em relação à comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC) garantiu que, se eleito prefeito de São Paulo, não irá cancelar a Parada Gay na capital, mas frisou que continuará a expressar sua “opinião como cidadão”.

Feliciano anunciou hoje que é pré-candidato ao cargo pelo partido e, em entrevista ao Portal da Band, mostrou uma fala mais moderada do que costuma exibir na Câmara dos Deputados. Em junho, por exemplo, ele parou votação sobre a reforma política para protestar contra a Parada Gay, a Marcha da Maconha e a Marcha das Vadias.

“Todos os eventos previstos no calendário da cidade de São Paulo, serão respeitados”, disse o deputado sobre um hipotético mandato.

Sobre sua posição alinhada à chamada “banca evangélica” do parlamento, o deputado admitiu que teria de mudar o tom caso fosse eleito pelos paulistanos para a administrar a cidade. “Como prefeito, eu compreendo que tenho como obrigação estar aberto a todos os segmentos da sociedade”, afirmou.

O político ainda criticou a gestão de Fernando Haddad (PT). Para ele, o prefeito “atua ao sabor da conjuntura e implementa projetos que poderão inviabilizar a cidade daqui a cinquenta anos”.

Por que o senhor decidiu se candidatar à Prefeitura? Quais os principais problemas que vê na cidade?

A decisão não é individual, mas sim partidária. O PSC trouxe uma nova mensagem política na eleição de 2014, com o Pastor Everaldo. Esse pensamento ecoou em todo o Brasil e agora é o momento para a maior cidade da América Latina ter a oportunidade de conhecê-lo e discutí-lo.

O maior problema é de eficiência administrativa. Não se pode, com mais de R$ 50 bilhões de orçamento, negligenciar serviços essenciais da nossa população como a saúde e educação.

A mobilidade urbana é uma questão que não pode ser decidida exclusivamente em gabinetes, como ocorre hoje. É preciso ouvir todos os atores envolvidos, construir uma convergência de ideias que traga soluções inovadoras. Em breve, estaremos detalhando  o nosso pensamento sobre a cidade.

Como o senhor vê a atual administração da capital paulista?

A atual administração não traz  projetos estruturantes. Atua ao sabor da conjuntura e implementa projetos que poderão inviabilizar a cidade daqui a cinquenta anos. Faz mais política do que governa. Priorizou o improviso em detrimento do planejamento sério de longo prazo.

O PSC é um partido pequeno, com pouco tempo na TV. Vocês buscarão uma coligação para ampliar o alcance?

Primeiro uma correção: somos uma agremiação média no tamanho, mas grandiosa nas ideias. Temos convicção de que atrairemos muitos aliados que fortalecerão a nossa coligação.

Sua candidatura não dividiria votos do segmento evangélico com Celso Russomanno (PRB-SP)?

É importante destacar que serei candidato de todos os paulistanos. É um equívoco julgar que o cidadão evangélico vota automaticamente num político evangélico. Esse eleitor tem um nível de discernimento suficiente para julgar as propostas e escolher o que é melhor para São Paulo.

O senhor foi eleito com forte apoio evangélico, segmento que representa como deputado. Isso o atrapalharia para dialogar com outros setores da sociedade na prefeitura?

A natureza da Câmara dos Deputados é ser a casa do povo, é expressar a diversidade do povo brasileiro, portanto, o meu papel no parlamento está de acordo com as premissas dessa casa do povo. Como prefeito, eu compreendo que tenho como obrigação estar aberto a todos os segmentos da sociedade.

Em junho, o senhor protestou na Câmara contra a parada gay. Como prefeito, cogitaria cancelar o evento ou fazer alguma alteração?

Todos os eventos previstos no calendário da cidade de São Paulo, serão respeitados. Não vou abrir mão de expressar a minha opinião como cidadão, porém, como prefeito, devo agir estritamente dentro da lei e da Constituição.

Fonte - band

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