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Sexta-Feira, 05 de Março de 2021

SECRETÁRIO CONCLAMA POPULAÇÃO PARA SE CONSCIENTIZAR SOBRE DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS

As DANT são de etiologia multifatorial e compartilham vários fatores de riscos modificáveis como o tabagismo, a inatividade física, a alimentação inadequada, a obesidade e a dislipidemia e o álcool.
Quarta-Feira, 19 de Agosto de 2015 - 17:00

As doenças e os agravos não transmissíveis (DANT) são responsáveis por uma parcela grande e crescente da carga de doenças no Brasil. Atualmente, cerca de dois terços das doenças no País deve-se as doenças não transmissíveis (doenças do aparelho circulatório, neoplasias, diabetes e outras) e causas externas (acidente e violências).

As DANT são de etiologia multifatorial e compartilham vários fatores de riscos modificáveis como o tabagismo, a inatividade física, a alimentação inadequada, a obesidade e a dislipidemia e o álcool.

O compartilhamento de fatores de risco, somado à urgência de deter o crescimento das DANT, justificam a adoção de estratégias integradas e sustentáveis de prevenção e controle dessas doenças assentadas nos seus principais fatores de risco modificáveis — o tabagismo, a inatividade física, a alimentação inadequada e o álcool.

Em Porto Velho, um dos principais agravos é a obesidade. De acordo com o secretário Domingos Sávio, da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), grande parte é ocasionado pela vida que leva hoje a população, a maioria sedentária que não tem o costume da prática de atividades esportivas.

“O poder público sozinho não tem como evitar essas doenças. Por isso é preciso conscientizar a população que é ela a grande responsável pelo surgimento desses agravos. Se você não leva uma vida saudável, não tem como ter uma saúde boa. Se você é desregrado isso certamente vai trazer consequências sérias como o surgimento de doenças como a diabetes ou a obesidade”, explicou o secretário.

A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia. Ela acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto de energia.

Pesquisa

Pesquisa realizada pelas acadêmicas do curso de Educação Física da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Maísa Maia Soares e Raíssa Oliveira Silva, sobre “Excesso de Peso em Escolares Adolescentes da Rede Pública e Privada de Porto Velho”, com 4.126 alunos, com idades entre 14 e 17 anos mostra o quanto o problema é preocupante na capital rondoniense.

A pesquisa apontou que na rede pública estadual, o excesso de peso e a obesidade entre rapazes e meninas. Entre os rapazes as taxas são de 16,2% (excesso de peso) e 6,9% (obesidade). Entre as meninas os índices foram de 15,7% (excesso) e 6,5% (obesas). Mas a prevalência maior de excesso de peso se dá aos 17 anos (33,54% masculino e 35,15% feminino).

Já na rede privada, o estudo foi realizado em 2.528 alunos de 13 escolas particulares, na mesma faixa etária da rede pública. O resultado foi 26,6% de estudantes com excesso de peso, sendo de 20,6% diagnosticados com sobrepeso e 6,0% de obesos. Foram consideradas as variáveis com maior vulnerabilidade ao excesso de peso no sexo masculino.

Trânsito

Outro problema sério apontado pelo secretário da Semusa, diz respeito aos casos de acidentes de trânsito. Ele lembrou que Porto velho já foi considerada a capital brasileira de acidentes de trânsito, mas hoje essa realidade está mudando com a realização de campanhas educativas e da intensificação das blitz.

“A população precisa entender que não adianta a prefeitura asfaltar, sinalizar, iluminar as vias públicas, se o cidadão quando entra no seu carro ou pega a sua moto não segue as regras da lei do trânsito. Oitenta por cento dos acidentes de trânsito que ocorrem na cidade poderiam ser evitados se as normas fossem respeitadas”, frisou.

E além das sequelas que podem deixar. O secretário apontou ainda outros agravos como, o prejuízo econômico à família da vítima, que vai deixar de trabalhar e ficar “encostado” pelo INSS, o desembolso que terá que ser feito para o conserto do veículo, e até mesmo uma sequela bem maior que é ter que amputar algum membro como braços ou pernas.

“Mas isso tudo pode ser evitado se o cidadão se conscientizar que ele é o principal responsáveis por todos esses problemas. O pai que pega o filho e coloca na garupa da moto entre ele e a mãe, está desrespeitando as leis de trânsito. O mesmo faz aquela pessoa que fura o sinal, leva o filho no banco da frente sem o cinto de segurança. E o prior é que esse pai ou mãe está ensinado o seu filho a fazer o mesmo no futuro”, enfatizou.

Seminário e Fórum

Para tentar diminuir os índices dessas doenças, a prefeitura realizou durante dois dias (18 e 19) o “II Seminário Municipal das Doenças e Agravos Não Transmissíveis” e o “I Fórum de Monitoramento da Década Municipal de Segurança Viária de Porto Velho”. Nos dois eventos foram discutidos com autoridades no assunto das esferas federal, estadual e municipal o que deve ser feito para deduzir a prevalência dessas doenças.

O secretário afirmou que a vigilância em DANT reúne o conjunto de ações que possibilitam conhecer a distribuição, magnitude e tendência dessas doenças e agravos (cardiovasculares, cânceres, violências e causas externas), por meio de fontes secundárias de informações e no monitoramento contínuo dos fatores de risco, identificando seus condicionantes sociais, econômicos e ambientais, com o objetivo de subsidiar o planejamento, execução e avaliação da prevenção e controle das mesmas.

O monitoramento pressupõe o fluxo sistemático de dados secundários e primários. As principais fontes de dados são os sistemas de informação em mortalidade e internações hospitalares e os inquéritos de saúde periódicos e especiais. A partir desses dados, será possível estabelecer as estratégias.

“Nossa intenção é atingir a população. É ela que tem que se conscientizar que a maior responsabilidade está em suas mãos. A prefeitura está estruturando suas unidades de pronto atendimento, mas nossa intenção não é receber mais pacientes, mas, sim, o contrário”, disse.

Fonte - comunicação pmpv

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