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Sabado, 06 de Março de 2021

CÂMARA DE VEREADORES DE PORTO VELHO VIROU A CASA DA MÃE JOANA

A ineficiência dos parlamentares acabou refletindo diretamente na população. Mal começou a terça-feira (18), os funcionários da empresa Rio Madeira paralisaram as atividades por estarem três meses sem receber os salários.
Terça-Feira, 18 de Agosto de 2015 - 11:37

Por Felipe Corona*

Assim como a cidade, a principal Casa de Leis de Porto Velho virou sim um exemplo de desorganização e uma arena da defesa dos interesses próprios. Chame como preferir: casa da Mãe Joana, pardieiro, cortiço, enfim, não faltam adjetivos para classificar a Câmara de Vereadores.

Nos últimos dias, vimos muitos bate-bocas entre os nobres parlamentares. Uns querendo a cassação dos outros por motivos ridículos. Parecendo brigas de crianças de 4 anos de idade no Jardim da Infância:

Com a briga envolvendo a licitação emergencial do transporte público, o cão de guarda do prefeito Mauro “Lento” Nazif, Jair Montes, foi com toda a dedicação e vontade para tirar o vereador Everaldo Fogaça do caminho e parar de atrapalhar a situação. Jair denunciou Fogaça à mesa diretora da Câmara para pedir a cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar. Para se defender Fogaça também denunciou Montes por trabalhar diretamente para manter as atuais empresas do sistema de transporte. Aproveitou para dizer que tem uma gravação onde Montes o teria ameaçado.

Nesse rolo, também acabaram entrando Eduardo Rodrigues e Márcio do Sitetuperon, que é representante da categoria. Tudo muito estranho, já que o trabalho dos dois nem aparece. São bastante discretos, digamos assim, na atuação como vereadores. Segundo o requerimento, os dois teriam tentado agredir um procurador do Município. Que coisa não?

A ineficiência dos parlamentares acabou refletindo diretamente na população. Mal começou a terça-feira (18), os funcionários da empresa Rio Madeira paralisaram as atividades por estarem três meses sem receber os salários. O caos ficou instalado por toda a Porto Velho com táxis e mototáxis lotados pelo excesso de uso e falta de ônibus. A Rio Madeira teria decretado falência no apagar das luzes da tal concorrência que foi vencida pela empresa Ocimar Transportes, com “sede” em Taboão da Serra (SP). A palavra “sede” foi colocada entre aspas, pois foi descoberto pelo blogueiro Carlos Caldeira que a tal Ocimar já não funciona no endereço informado na licitação há meses.

Por incrível que pareça, até o momento, apenas Márcio do Sitetuperon apareceu para dar uma “força” para a categoria. Afinal, foi eleito por ela, e caso se escondesse, estaria decretado o fim da sua carreira política sem sal.

Sem contar outros belos exemplos de luta para conseguir benefícios próprios para carreira política, sem realmente pensar na população de Porto Velho. Me digam senhores e senhoras Edwilson Negreiros, Ana Maria Negreiros, Edmilson Lemos, Macário Barros, Ellis Regina, Júnior Siqueira, Eduardo Rodrigues, Cabo Anjos, Márcio do Sitetuperon, Delso Moreira, Alan Queiroz, Cláudio da Padaria, José Wildes, Júnior Siqueira, Chico Lata e Fátima Ferreira, o que vocês fizeram pela população de Porto Velho? Tem algum projeto realmente importante que vai salvar a população? Não vale vir com mudança do nome de ruas nem requerimentos para tapar buracos de ruas.

Quem realmente apareceu foi Sid Orleans com o polêmico projeto da carne moída, que queria proibir a venda dos produtos sem identificação e procedência. Claro, que esse projeto ridículo foi abortado antes. Também há o “grande” presidente, Jurandir Bengala (PT). A especialidade dele é gastar bem o dinheiro público. Este que vos escreve mesmo denunciou os gastos de 21 mil reais em jornais em apenas 7 meses, o trem da alegria para um congresso em Joinville (SC), que custou mais de 50 mil reais, o bufê de 150 mil reais por um ano de “serviços”, entre tantos outros desmandos. Em época de crise, a Câmara de Vereadores da Capital dá um péssimo exemplo.

Também houve uma audiência pública realizada próximo a São Carlos que custou mais de 7 mil reais em diárias para oito vereadores e 21 funcionários da Casa. Resolveu alguma coisa? Claro que não. O motivo era as questões envolvendo as famílias atingidas pela cheia de 2014 e tudo ficou na mesma: ainda há muitas pessoas morando em barracas de lona e nada vai mudar a curto prazo. Esses parlamentares são muito eficientes. Só que não.

O próprio Everaldo Fogaça não é unanimidade nem na categoria onde ele atua muito: na comunicação e com os jornalistas. No mês de abril, a colega Laila Moraes, que atuava na assessoria de comunicação da Câmara foi exonerada do cargo. Detalhe: era apenas ela e a chefe do setor que cuidavam da divulgação dos 21 vereadores. Com a “saída” dela, ficou apenas uma jornalista para fazer toda a cobertura. Everaldo encheu a boca para falar que pagava 500 reais para um profissional fazer o acompanhamento das ações dele. Opa, o piso (salário mínimo) da categoria está em 1.470 reais nobre vereador! Quando se viu no meio de uma saraivada de críticas no grupo União dos Jornalistas no WhatsApp, Fogaça recuou e disse que iria ajudar Laila Moraes. Ajudou tanto que colocou um cinegrafista em seu lugar e a outra colega que restou como chefe e repórter do setor, terá que recorrer a Steven Spielberg ou George Lucas para dar conta de tanto trabalho envolvendo as “vossas excelências”. Quem sabe mais dois clones não dão certo?

E a julgar pelas novidades que surgem pelas ruas de Porto Velho, o cenário é desolador. O ideal seria fazer uma renovação total da Câmara, mas os nomes não são suficientes para tal. Quem sabe dar uma olhada na atuação de Carlos Caldeira, Raimundinho Bikesom, Heline Braga, Ivonete Gomes, Cristiane Lopes, Edielson Souza e William Homem do Tempo não animem os eleitores a mudar?

Precisamos urgente de um alento para nossa cidade. Mauro Nazif só se preocupa em “mostrar” as 100 obras feitas por Porto Velho, que eu sinceramente, ainda não vi em quase 3 anos de mandato. O que eu vi foi a desorganização no trânsito com a mudança de sentido das ruas Jaci-Paraná e Sucupira, onde não tiveram a coragem de fazer faixas e propagandas na TV e rádio para orientar os motoristas. Mas o “trabalho” por aí sim tem que aparecer e os vereadores nem questionam.

Graças a Deus, as eleições acontecem ano que vem. A agonia vai crescer para mostrar a “atuação parlamentar” e os vereadores vão correr da sala da cozinha para tentar manter os gordos salários de 8 mil reais. Só uma dica: é hora de organizar a Casa da Mãe Joana e começar a trabalhar mais em benefício da população e não para defender uma Prefeitura que não tem defesa. A sociedade agradece.

*Felipe Corona é jornalista profissional, formado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pós-graduado pela Faculdade de Rondônia (FARO).

Fonte - Felipe Corona

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