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Quinta-Feira, 28 de Janeiro de 2021

ARBITRAGEM DIZ QUE AINDA NÃO É HORA DE GREVE, MAS ANUNCIA NOVOS PROTESTOS

Os árbitros continuarão exercendo as atividades em campo enquanto discutem melhorias.
Sexta-Feira, 14 de Agosto de 2015 - 09:58

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) anunciou que fará novos protestos nos jogos do Brasileirão em protesto ao veto da presidente Dilma Rousseff de item da MP 671 que repassaria 0,5% do Direito de Arena para a categoria.

A entidade entrou em "estado de paralisação" na noite de quinta-feira. Mas isso não significa que eles paralisarão as atividades. O termo "estado de paralisação" serve basicamente como um amparo jurídico para que a categoria continue protestando por um tempo determinado (no caso 30 dias).

Os árbitros continuarão exercendo as atividades em campo enquanto discutem melhorias.   

"Os árbitros trabalharão normalmente. Estado de greve é uma espécie de aviso prévio em que é avisado o empregador das reivindicações da categoria, sem que haja retaliações neste período. Seria uma medida inicial projetando uma medida mais drástica", declarou ao UOL Esporte Marco Antonio Martins, presidente da Anaf.

A Anaf informa que a categoria só entrará em greve se a reivindicação não tiver sucesso no Congresso. Os deputados discutirão a inclusão na lei 13.155 do item vetado por Dilma.

"Acreditamos que os congressistas conseguirão reverter a decisão da presidenta. Demos importante passo, mas ainda estamos em negociação. Precisamos esgotar todos os recursos antes de fazer greve", acrescentou Martins.

Na rodada desta semana do Campeonato Brasileiro, os juízes e bandeirinhas utilizaram uma tarja preta na manga da camisa, em sinal de luto. Além disso, fizeram um minuto de silêncio antes do início da partida e ergueram uma placa de substituição de jogadores com o número 05.

Ela se referia ao valor de 0,5% que seria o montante do valor pago aos clubes pela TV Globo pelos direitos de transmissão. Este valor estava previsto em artigo da MP do Futebol, que se transformou em lei, que foi vetado pela presidente Dilma Rousseff.

Fonte - uol

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