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Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2021

MODERNIZAÇÃO NÃO INTERESSA AOS SINDICATOS QUE ATUAM SEM TRANSPARÊNCIA

jornal O Globo publicado no último dia 23 de julho, que destacou a força e expressão do movimento sindical brasileiro que, no ano passado, já contava com 10.620 sindicatos ativos no território nacional.
Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2015 - 17:16

“Mundo dos sindicatos é um desafio à transparência”, foi título de editorial do jornal O Globo publicado no último dia 23 de julho, que destacou a força e expressão do movimento sindical brasileiro que, no ano passado, já contava com 10.620 sindicatos ativos no território nacional.

No entanto, o avanço notado nos sindicatos, que se estruturaram com o aumento da arrecadação, e ganharam maior visibilidade por meio de parcerias simbióticas com a imprensa, não foi acompanhado nos quesitos tecnologia e modernização.

Num tom ácido, o editorial sugere que o imobilismo sindical - no contexto das transformações do século XXI  e das novas tecnologias - pode ser explicado pelos “fortes interesses políticos e financeiros incrustados”, significando um verdadeiro anacronismo.

O texto diz ainda que “este universo de atraso está ancorado no primeiro período Vargas, iniciado em 1930”; e que o país venceu a superinflação, sobreviveu à ditadura militar, gerenciou a redemocratização “mas ainda não conseguiu modernizar os sindicatos deixados de heranças por Vargas”.

A resistência às mudanças pode representar a continuidade de um sistema representativo intransparente, já que as novas tecnologias agregam ferramentas que podem facilitar um maior acesso à informação. Somente no ano passado foram movimentados R$ 3,18 bilhões de imposto sindical no Brasil, e, infelizmente, a falta de transparência na prestação de contas ainda persiste.

“Como inexiste prestação de contas, a não ser categoria a categoria, e nem sempre ela acontece, os sindicatos são cenário de variadas distorções: clãs que se eternizam no poder, falcatruas variadas, avalizadas por assembleias fajutas, sem representatividade, convocadas apenas para apaniguados referendarem decisões da diretoria de amigos”, observa o editorial.

MODELOS

É claro que não se pode generalizar. E creio que essa não foi a intensão do autor do mencionado editorial de O Globo, em vista que o movimento sindical brasileiro também congrega sindicatos com uma gestão séria, com iniciativas que servem como modelo de transparência. E não é necessário ir longe para elencar.

Em Rondônia, sindicato inova com a transmissão ao vivo de suas assembleias gerais

Às 15h30 minutos desta quinta-feira (06/-8), quando será iniciada em Porto Velho a Assembleia Geral Extraordinária na sede do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Sócio Educadores (SINGEPERON), os mais de 3 mil filiados espalhados por todo o Estado poderão acompanhar o avento que terá transmissão em tempo real, através da internet.

A diretoria do SINGEPERON informa que essas transmissões online já ocorrem desde o ano passado, e que já totalizam seis assembleias gerais transmitidas ao vivo para os filiados de todo o Estado. “É uma forma de deixar todos os filiados cientes de tudo o que acontece nas assembleias, já que muitos não podem vir pessoalmente, por estarem lotados em unidades distantes da Capital”, disse o presidente da entidade Anderson Pereira.

Ainda em Rondônia, filiados têm acesso online às atividades financeiras do sindicato

Com a finalidade de tornar as ações sindicais mais transparentes, o SINDAFISCO (Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais de Rondônia) contratou uma empresa especializada em sistemas web para criar um site institucional com uma plataforma avançada que permite o acesso online às suas atividades financeiras.

O novo site já está no ar (www.sindafisco.org.br) e conta com uma área restrita aos filiados, onde eles têm acesso às demonstrações contábeis e financeiras, livro diário e outros documentos referentes às finanças do SINDAFISCO. E ainda são disponibilizadas informações acerca das ações judiciais e administrativas de interesse da categoria.

Concluo com essa citação:

“Uma Entidade Sindical não pode alegar falta de meios para publicar suas contas clara e transparentemente, uma vez que a tecnologia da informação e comunicação disponibiliza ferramentas virtuais grátis, que podem ser usadas para tanto. Logo, é dever ético do Gestor Sindical adotar a transparência ativa, pois na era tecnológica que vivemos, não há razão que justifique a obscuridade dos cofres sindicais, razão pela qual a transparência é dever ético que deve ser imposto aos Gestores Sindicalistas”. (Breve reflexão sobre a Ética e Transparência na Atividade Sindical por Asmaa AbduAllah – publicado em JusBrasil)

Fonte - Lucas Tatuí

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