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Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020

SECRETÁRIO FALA SOBRE AS CONDIÇÕES ATUAIS DO AGRONEGÓCIO NO MUNICÍPIO

O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), Leonel Bertolin, foi entrevistado na manhã desta segunda-feira (27) no programa a Voz do Povo, excepcionalmente apresentado pelo jornalista Francisco Matias.
Terça-Feira, 28 de Julho de 2015 - 13:39

O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), Leonel Bertolin, foi entrevistado na manhã desta segunda-feira (27) no programa a Voz do Povo, excepcionalmente apresentado pelo jornalista Francisco Matias.

Respondendo a perguntas elaboradas pelo apresentador e por ouvintes do programa, o secretário disse que Porto Velho é a maior capital brasileira em extensão geográfica, contendo uma área de trinta e quatro mil quilômetros quadrados em que, além da área urbana, conta com quatorze distritos. “A maior parte dos moradores da cidade não conhece as áreas rurais e o segmento produtivo do campo. Muitos não sabem de sua importância para toda a Região Norte do Brasil e para o estado de Rondônia. O maior PIB do agronegócio da Região Norte está no município de Porto Velho”, explicou.

Bertolin disse que ao assumir a pasta, em 2013, observou que até então não havia sido feito um efetivo trabalho de desenvolvimento do agronegócio. “Muitos municípios mais novos já vinham se organizando melhor, de forma que, proporcionalmente, apresentassem melhores condições de desenvolvimento. O fato de o município ter vivido ao longo de sua história à base de fases econômicas, fez com que não houvesse um planejamento para segmentar bem sua vocação ao agronegócio. O prefeito Mauro Nazif, então, determinou que a Semagric ajudasse a definir a economia do município por meio do agronegócio. E é isso que estamos tentando realizar”, informou.

Quando assumiu, o secretário disse contar com um orçamento de apenas três milhões de reais, no ano seguinte, o orçamento pulou para 21,6 milhões e houve um investimento de mais de 19 milhões na aquisição de novas máquinas. Passou-se a atender melhor aos trabalhos de abertura e manutenção de estradas vicinais, cuja malha chega a quase seis mil quilômetros. Hoje, Porto Velho conta com o maior rebanho de gado de corte do estado e a produção leiteira, que estava em cerca de 50 mil litros/dia, passou para 200 mil litros/dia. Há maior disponibilização de assistência técnica para os pequenos produtores, com a ajuda da Emater e de outras instituições. Já foram implantadas muitas unidades demonstrativas de produção do leite, do cacau e do café e muitas outras estão se espalhando pelo município. “Para o leite estamos trabalhando com a melhor tecnologia disponível para aprimorar a produção. Também temos oferecido destoca, gradagem, melhoramentos da pastagem e melhoramentos genéticos para muitos produtores. A Semagric trabalha especificamente com a agricultura familiar ou seja, com produtores com até 240 hectares. O médio e o grande produtor são alvos dos trabalhos da Seagri, mas sempre que possível, disponibilizamos também alguma colaboração no que pudermos”, observou o secretário.

Sobre os projetos com café, Leonel Bertolin informou que recentemente houve licitação para a obtenção de um milhão de mudas de café clonal, para atender diretamente a quatrocentos produtores cadastrados pela Semagric. “Queremos sair de uma produção ainda recalcada para nos tornarmos o maior produtor na região. Temos produção de café em Joana D’arc., Bandeirantes, Ponta do Abunã, Jaci-Paraná e nas mais diferentes regiões do município. A produção cafeeira só aumenta, de forma que já estamos entre os maiores produtores do estado e estamos avançando mais. Também já figuramos entre os maiores produtores de farinha de mandioca, mas queremos nos tornar o maior de toda a Região Norte. Também no pescado temos tido grande avanço e estamos prontos para assumir a ponta desse produto. 

Dentre diversas perguntas acerca de estradas rurais, o secretário assumiu o compromisso de até ao final do mês de agosto retomar os trabalhos na Estrada da Viçosa, na parte que fica após a ponte, e de também atender aos demais ramais até a Estrada da Coca Cola. Sobre a Feira do Produtor, disse que em janeiro de 2014 o projeto de reforma estava pronto, orçado em 800 mil reais, mas com a enchente tudo precisou parar. O Tribunal de Contas e o Ministério Público questionaram se valeria à pena investir novamente numa área de risco. A Prefeitura argumentou que o local é tradicional e historicamente atende às necessidades dos produtores do médio e baixo Madeira. “Demonstramos que não seria interessante desativá-lo, pois o município não conseguiria outro espaço tão adequado e ainda teria que desembolsar muito dinheiro com aluguéis, de forma que seria mais viável a reforma. Foi feito um acordo para redução do montante do investimento, agora na ordem de 300 mil reais, e a as reformas se iniciarão em breve. 

Fonte - comunicação pmpv
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