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Sexta-Feira, 04 de Dezembro de 2020

BEBÊ NICOLAS: MÃE DE CRIANÇA VEM A PORTO VELHO PARA COBRAR EXPLICAÇÕES SOBRE O CASO

Após seis meses de investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios, o inquérito foi encerrado após o Delegado Jeremias Mendes entender que o bebê havia sido incinerado, por engano, pela empresa Amazon Fort, que presta serviços para o Hospital de Base. Tal empresa é responsável por incinerar restos mortais e lixo hospitalar do HB.
Segunda-Feira, 27 de Julho de 2015 - 16:53

Por Júlio Malta
Da Redação NewsRondônia

Porto Velho, RO – Nesta segunda-feira (27) a mãe do bebê Nicolas, Marcieli Naitz, compareceu a Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (DEPCA) para cobrar do Delegado Tadeu Bancallari, informações sobre o desaparecimento de seu filho. A família não acredita na possibilidade de que o bebê tenha sido incinerado.

Juntamente com o advogado, Marcieli foi até a DEPCA e conversou com o Delegado que está responsável pelo caso, porém, Bancallari disse que o caso está sob segredo de justiça e que quaisquer informação não poderá ser repassada, tanto à família quanto para a imprensa, pelo menos até o momento. Para Marcieli, algumas perguntas ainda não foram respondidas, como: quem era o motoboy que entrou na maternidade no dia que a criança desapareceu? Por que a médica correu atrás do motoboy após sua saída e por que o bebê foi levado direto para o necrotério sem a autorização da família.

ENTENDA O CASO

Marcieli, mãe de Nicolas, mora em Cujubim – RO, distante cerca de 220km da Capital e no dia 22 de Maio, entrou em trabalho de parto sendo então recomendada a ter a criança em Porto Velho, porém, quando estava próximo a Candeias do Jamari (20 km de Porto Velho) a ambulância teve que parar na localidade, pois a gestante já estava em avançado trabalho de parto. Após o nascimento da criança mãe e filho foram transferidos para o Hospital de Base e posteriormente Nicolas foi levado para a U.T.I Neo Natal da maternidade Regina Pacis, onde faleceu.

Após seis meses de investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios, o inquérito foi encerrado após o Delegado Jeremias Mendes entender que o bebê havia sido incinerado, por engano, pela empresa Amazon Fort, que presta serviços para o Hospital de Base. Tal empresa é responsável por incinerar restos mortais e lixo hospitalar do HB. A criança teria sido enrolada em um lençol e levada para incineração por um funcionário ainda não identificado. Ainda no dia 23 de Maio, o Hospital de Base foi informado sobre o desaparecimento de Nicolas e em seguida a Amazon Fort foi comunicada para não incinerar qualquer material, seja ele humano ou lixo hospitalar, mas um funcionário afirmou que todo o material já havia sido incinerado.

O caso continua sob investigação, agora por parte do DEPCA e a família ainda acredita que a criança esteja viva. Emocionada, a mãe de Nicolas pede para que as autoridades deem mais atenção ao caso, pois o fato chamou a atenção do Estado e do Brasil e um caso assim não pode ficar com perguntas sem respostas.

Fonte - Júlio Malta - NewsRondônia

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