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Domingo, 29 de Novembro de 2020

SÍNDROME PARALISANTE FAZ QUARTA VÍTIMA FATAL NO BRASIL

A síndrome de Guillain-Barré não possui um agente causador específico, e, por isso, não pode ser considerada transmissível.
Sabado, 25 de Julho de 2015 - 11:42

Foi confirmada no Ceará a primeira morte pela síndrome de Guillain-Barré, popularmente conhecida como síndrome paralisante. Esta é a quarta vítima fatal da doença no país — já foram registrados dois óbitos na Paraíba e um na Bahia. As informações são do jornal Tribuna do Ceará.

Amadeu do Carmo Melo, de 63 anos, era agricultor e natural de Novo Oriente. Ele foi internado na Santa Casa de Sobral no dia 15 de junho, e morreu no dia 26 do mesmo mês. A causa da morte, registrada à época como insuficiência respiratória, foi agora ligada após exames à síndrome Guillan-Barré.

Ainda de acordo com a publicação, o Estado já registra dez casos da doença atendidos em hospitais.

Na Bahia, a Secretaria de Saúde confirmou outros 53 casos da doença, e informou que 12 desses pacientes foram internados no Hospital Geral Couto Maia, em Salvador.

A primeira vítima fatal no Estado veio a óbito no último dia 11, e estava internada em um hospital da rede particular. Outra morte registrada também pode estar relacionada com a síndrome, e está sendo investigada.

De acordo com o médico hematologista Alexandre Mello, da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, a síndrome causa sintomas neuromusculares progressivos e pode ter apresentações variadas.

— A descrição clássica é a de um paciente que começa a apresentar sensação de dormência e formigamento nos dedos dos pés ou das mãos, e progride para fraqueza muscular, geralmente em um padrão ascendente, dos pés para cima. Muitas apresentações são descritas, podendo envolver nervos de qualquer parte do corpo, inclusive os nervos cranianos e o sistema nervoso autônomo, que controla funções como o ritmo cardíaco, o tubo digestivo e o trato urinário

Mello explica, ainda, que a doença pode afetar a musculatura do diafragma, causando a complicação mais preocupante da síndrome, que é a insuficiência respiratória, com a consequente necessidade de internação na UTI para ventilação mecânica.

O início dos sintomas geralmente se dá, de acordo com o médico, uma ou duas semanas após o paciente ter tido uma infecção respiratória ou digestiva.

— Muitos agentes infecciosos, virais ou bacterianos, já foram associados ao desenvolvimento da SGB. Exemplos são o citomegalovírus, o vírus da varicela, o EBV da mononucleose infecciosa, influenza, a bactéria Campylobacter jejuni, e até o HIV. A causa é mal compreendida, mas, basicamente, a doença parece ser causada por ataque do sistema imunológico contra o revestimento dos nervos periféricos.

A síndrome de Guillain-Barré não possui um agente causador específico, e, por isso, não pode ser considerada transmissível. Desta maneira, ainda que haja o aumento do número de casos confirmados, não seria justificável pânico da população.

No momento, a maior preocupação se refere à suspeita de que haja uma relação entre a síndrome paralisante e as três patologias transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia, dos 53 pacientes afetados pela Guillain-Barré no Estado, 49 têm este tipo de registro de doença prévia.

Na opinião do hematologista, caso a investigação epidemiológica que vem sendo feita dos casos revele que, há, de fato, uma associação com um determinado agente, seja ele o vírus da dengue ou qualquer outro, daí, sim, haveria um motivo real para preocupação das autoridades sanitárias.

— A gravidade da síndrome é bastante variável e pode passar quase despercebida, ou resultar em internações hospitalares prolongadas, por meses, em um CTI. Acredita-se, no entanto, que grande parte dos casos permaneça sem diagnóstico. As complicações se relacionam geralmente à imobilidade prolongada, incluindo infecções oportunistas, dificuldades para nutrição, respiração, controle de funções vitais como a digestão, ritmo cardíaco e respiração. A trombose é uma preocupação constante, e precisa ser prevenida. A doença pode ter um curso breve, de poucas semanas e não deixar sequelas, ou pode, também, ter curso prolongado, por meses, e deixar sequelas motoras e sensitivas. Nesses casos, a reabilitação e acompanhamento por fisioterapeuta são essenciais.

Fonte - r7

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