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Sabado, 28 de Novembro de 2020

MENINO COM DOENÇA RARA COMOVE POLICIAIS CIVIS EM CUIABÁ

Foi arrecadado dinheiro que será utilizado para compra de medicamentos, como tubos da pomada kollagenase com cloranfenicol, que apenas uma bisnaga de 30 mg custa cerca de R$ 70.
Quinta-Feira, 23 de Julho de 2015 - 16:26

O jovem Serginho Luiz da Silva, de 17 anos, postou um vídeo nas redes sociais e comoveu vários servidores da Polícia Judiciária Civil, que foram atrás para conhecer a história do menino, que mora no bairro São Simão, em Várzea Grande, e tem uma doença rara denominada Epidermólise Bolhosa, que provoca atrofia muscular e óssea.

O garoto é apaixonado pelas forças policiais. Em um dos vídeos dizia que gostaria de tirar fotos com os policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). "Quero tirar foto com o pessoal da GCCO. Eles são muito legais", pede.

O vídeo foi gravado pela escrivã da Corregedoria da Polícia Civil, Priscila Decker, que intermediou o encontro, depois de receber o pedido de ajuda do garoto, via aplicativo de celular. "Fiquei sabendo por um amigo da Polícia. A partir daí mobilizamos os colegas aqui na corregedoria e fomos visitá-lo. Lá ele me disse queria ver o pessoal do GCCO. Gravei e mandei para o dr. Stringueta", contou.

Na tarde de terça-feira (21.07), os policiais atenderam o pedido do menino e estiveram na casa dele. Foi uma festa. Ao chegar na residência, em uma cadeira de roda, Serginho recebeu os investigadores do GCCO, acompanhados dos delegados Flávio Henrique Stringueta e Diogo Santana Souza, e também de policiais da Corregedoria.

De presente, o GCCO entregou ao menino uma camiseta da Gerência, que logo foi vestida. O garoto ainda ganhou um passeio de viatura caracterizada da unidade pelo bairro. Em vídeo gravado pelos policiais, o garoto fala: "são muito top. Era exatamente isso que eu queria. Obrigado".

O delegado Flávio Stringueta disse que agora Serginho faz parte da equipe do GCCO. "Ele é um menino que apesar da doença, sorri. Isso nos deixou bastante feliz e ao mesmo tempo comovidos em vê-lo tão debilitado. Jamais imaginávamos que uma atitude tão simples, tão diferente da nossa atividade fim, pudesse deixá-lo tão feliz e nos fazer tão bem", declarou.

O investigador Juann Paulo Queiroz de Melo, lotado na Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), foi o primeiro a receber o vídeo feito pelo menino, solicitando ajuda para comprar a pomada que usa para as bolhas em sua pele, ataduras, gazes para curativos e fraldas.

No pequeno vídeo compartilhado nos grupos, o garoto conta que seu pai está desempregado e sem dinheiro. Mas sua imagem bastou para que o policial reunisse amigos, familiares e associados do clube de motociclismo a qual pertence.

"Ele parece ser uma criança, mas tem 17 anos. A gente se solidarizou, reuniu parceiros e muita gente de coração bom apareceu. Apesar de todo o problema ele é um menino que fala de futuro e sua história é comovente", destacou.

Foi arrecadado dinheiro que será utilizado para compra de medicamentos, como tubos da pomada kollagenase com cloranfenicol, que apenas uma bisnaga de 30 mg custa cerca de R$ 70. Os novos amigos do Serginho também estão auxiliando para que o Estado adquira o medicamento e passe a fornecer sem custo ao garoto.

"Estou bastante feliz por saber que demos início a uma ação de solidariedade, que certamente irá melhorar a qualidade de vida do Serginho. Através da nossa campanha, que começou na DHPP, outras especializadas tomaram conhecimento e também ajudaram", disse Juann.

A doença

Epidermólise bolhosa é o nome que se dá a um grupo de doenças não contagiosas de pele, de caráter genético e hereditário. A principal característica da forma congênita é o aparecimento de bolhas, especialmente nas áreas de maior atrito, e nas mucosas. Lesões profundas podem produzir cicatrizes semelhantes às das queimaduras.

Nos portadores da doença, as bolhas podem estar presentes em certas áreas do corpo desde o nascimento, ou podem aparecer logo depois em regiões que sofreram pressão ou trauma, ainda que leve. Há casos de crianças que nascem sem pele em algumas partes do corpo, o que favorece o risco de infecções e sepse.

Fonte - 24horasnews

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