News Rondônia Notícias de Rondônia, Brasil e o Mundo
Quinta-Feira, 03 de Dezembro de 2020

A DOBRADINHA COMEÇA A RACHAR

A situação entre as duas legendas mostrou-se tensa ao longo do primeiro semestre de 2015. E tende a piorar. Na última quarta-feira, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou a ruptura gradual de seu relacionamento com o PT.
Segunda-Feira, 20 de Julho de 2015 - 14:49

Após o encerramento das eleições de 2014, os partidos políticos juntaram os cacos e começaram a pensar nos próximos passos. O PT saiu vitorioso, mas enfraquecido. A unanimidade de outrora não mais se constatou na opinião do cidadão. O outro ente da chave presidencial, o PMDB, decidiu que não queria se queimar no incêndio dos ‘companheiros’. Desse modo, logo no primeiro ano de mandato, a dobradinha começa a rachar.

A situação entre as duas legendas mostrou-se tensa ao longo do primeiro semestre de 2015. E tende a piorar. Na última quarta-feira, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou a ruptura gradual de seu relacionamento com o PT. A decisão é política e pessoal e não representa a posição institucional do partido – ainda. A luta do deputado, a partir de agora, será convencer as instâncias decisórias da sigla para que o divórcio seja geral.

No início deste ano, em propaganda televisiva, o PMDB já havia insinuado o rompimento. A pretensão é lançar candidato próprio em 2018. Nomes? Apenas dois pretensos: o próprio Cunha e Renan Calheiros (PMDB-AL). Finalmente, a principal oposição ao atual governo se assume - oficialmente. No momento, entretanto, somente o presidente da Câmara mostrou coragem para seguir seu coração. Resta saber como será o relacionamento entre Dilma Rousseff e o Congresso daqui para frente. Ainda mais tempestuoso, no mínimo.

Cunha criticou uma suposta "devassa fiscal" advinda do Planalto e que existe "um bando de aloprados" na presidência trabalhando fragilizá-lo na posição que ocupa. Segundo o deputado, a denúncia do delator Julio Camargo, na Lava-Jato, é uma tentativa de incriminá-lo. Julio, à época consultor de uma das empresas investigadas, delatou que entregou pessoalmente US$ 5 milhões a Cunha para que os parlamentares abafassem uma averiguação sobre contratos assinados no bojo do esquema de corrupção.

Destarte, essa discussão entre PT e PMDB prejudica as pessoas comuns. Muitos vetos têm interesse partidário e não social. Há discordâncias verdadeiras também, algo genuíno da democracia. Enquanto isso, o país está à deriva. Não há voz confiável que dê esperanças de um futuro melhor à nação. Faltam-nos líderes, embora sobrem políticos. Os encargos são muitos, os direitos se esfacelam, os serviços não funcionam. Para mudar alguma coisa, vai levar muito tempo. Aguardemos os próximos episódios.

Fonte - Gabriel Bocorny Guidotti

Comentarios

News Polícia

Editoria de Cultura

Editoria Geral

Siga-nos:

POLÍTICA PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondônia - 2020.