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Domingo, 29 de Novembro de 2020

OPERAÇÃO MURÍDEOS: PREFEITO E EMPRESÁRIO SÃO CONDUZIDOS ATÉ A SEDE PF

Os policiais estão cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de condução coercitiva nesta capital, expedidos pela 2ª Seção do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Quarta-Feira, 15 de Julho de 2015 - 10:04

Por Anderson Nascimento 
Da Redação do NewsRondônia

A Operação da Polícia Federal, deflagrada desde as primeiras horas desta quarta-feira (15), denominada como “Murídeos”, causou um certo alvoroço na prefeitura de Porto Velho. No total, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 20 mandatos de condução coercitiva. O prefeito Mauro Nazif e o empresário Roberto Passarini prestaram depoimento na sede da PF.

Durante a Operação, vários secretários e funcionários públicos estiveram aos redores da Policia Federal, tentando especular informações a todo custo. O foco da operação é investigar um série de fatos envolvendo a construção do Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia – HUERO e da Escola Estadual Anísio Teixeira com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social – BNDES.As obras estão inseridas no planejamento do PIDISE – Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica do Estado de Rondônia.

Durante a coletiva de imprensa realizada na sede da PF nesta manhã, o Delegado Encarregado da Operação, Marcus Vinicius Pioli Luz, e o Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado, Acelino Vieira Damasceno, esclareceram o nome da operação, que se trata exclusivamente de “roedores” dos cofres públicos. Foi verificado no percurso das investigações, também, contratações irregulares de bandas de música pela Prefeitura de Porto Velho para eventos culturais no Município, bem como a possível utilização de recursos públicos do Estado para custear manifestação popular de apoio ao Governador do Estado de Rondônia, quando a Assembleia Legislativa deliberava, em novembro de 2014, sobre pedido de “impeachment”, decorrente de fatos investigados na Operação Platéias, deflagrada pela Polícia Federal no final de 2014.

Em caso de configuração de desvio de verbas públicas, os responsáveis responderão por associação criminosa (art. 288 do CPB), corrupção ativa (art. 333 do CPB) e passiva (art. 317 do CPB), peculato (art. 312 do CPB), fraude em execução de contrato administrativo (art. 92 da Lei 8.666/90), na medida da participação de cada um.

A imprensa em geral, aguardou ansiosamente a saída do prefeito Mauro Nazif, na recepção da sede da Polícia Federal, no intuito de esclarecer os fatos e trazer uma resposta à sociedade, mas, o ilustríssimo saiu pelas portas dos fundos em um outro carro sem declarar nenhuma palavra.

Fonte - NewsRondônia

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