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Sexta-Feira, 27 de Novembro de 2020

DINHEIRO PÚBLICO PAGOU BEBIDA ALCOÓLICA E ATÉ SUSHI PARA ARTISTAS

O vereador Everaldo Fogaça (PTB), relator da CPI dos Shows, expõe à população de Porto Velho valores detalhados do que fora oferecido aos artistas e seu staff.
Terça-Feira, 07 de Julho de 2015 - 09:59

Porto Velho, RO – Cerveja nacional a preço bem maior que o praticado no mercado; refrigerantes com o mesmo valor elevado, sushi para artistas e membros da equipe, garrafa com café a dez reais e outros gastos chamaram atenção do vereador Everaldo Fogaça, do PTB.

O petebista é relator da CPI dos Shows instalada pela Câmara de Vereadores a fim de investigar supostas ilegalidades relacionadas às apresentações de Alceu Valença e Cidade Negra na Capital.

Os itens citados acima foram oferecidos aos músicos da banda Cidade Negra e seu staff durante sua passagem de uma única noite pelo Circuito Junino em Porto Velho. A visita rápida custou aos cofres públicos R$ 250.000,00, dispêndio exagerado já detectado pelo Ministério Público de Contas, que encaminhou representação ao Tribunal de Contas do Estado.

Para Fogaça, é no mínimo de se estranhar que uma latinha de cerveja facilmente encontrada no comércio a R$ 2,50 – às vezes até por dois reais – tenha sido comprada por R$ 6,00. O mesmo vale para refrigerantes brasileiros, cujo valor por dois litros equivaleria ao preço pago pela Prefeitura de Porto Velho lata através da SEMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) em uma única lata de 350 ml.

“Nós sabemos que muito dinheiro público vai pelo ralo das más administrações e acabam caindo nos bolsos de terceiros. Não é possível dizer ainda que seja o caso aqui. Mas já disse uma vez e repito: é no mínimo uma questão de negligência, o que, por si só, já bastaria para bater o pé e dizer chega. Se houve superfaturamento, o mínimo que seja, vamos identificar os responsáveis, expô-los à sociedade e encaminhar aos órgãos competentes para as medidas cabíveis”, disse Fogaça.

Fogaça também acredita que o titular da secretaria responsável, Edjales Benício de Brito, deveria dar uma resposta à população de maneira coerente, sem se escusar de seus compromissos como gestor.

“O argumento de que há cota para cada setor social no orçamento seria válido se os demais fossem atendidos igualmente, com a mesma urgência, com a mesma rapidez e qualidade. Mas acho lamentável que muitos em Porto Velho estejam passando necessidade enquanto a prefeitura torra dinheiro com gastos supérfluos. O secretário deve explicações a todos nós como contribuintes e cidadãos. E se não der ao povo, dará à Justiça”, concluiu.

Fonte - Assessoria

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