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Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020

NO RASTRO DOS PIONEIROS

Durante a União Ibérica por exemplo, à atuação desses bandeirantes foi de primordial importância para as futuras delimitações do território brasileiro.
Sabado, 27 de Junho de 2015 - 12:24

O hino do Estado de Rondônia de forma clara, homenageia os pioneiros de Rondônia que ajudaram a construir este Estado. Mas não podemos esquecer, que a referência não fica retida aos colonos da década de 70 do século XX, que para cá vieram com perspectiva de adquirir um lote de terra para iniciar um novo projeto de vida.

Enfim, as Entradas e Bandeiras no período colonial, também tiveram sua importância para a Amazônia e Rondônia. Durante a União Ibérica por exemplo, à atuação desses bandeirantes foi de primordial importância para as futuras delimitações do território brasileiro. Seria também um equivoco, omitir que da mesma forma foi positiva para nós a presença dos bandeirantes por aqui, por um outro lado, foi terrível a violência por estes causada na vida dos povos indígenas e quilombolas da Amazônia. 

EXPEDIÇÃO DE PEDRO TEIXEIRA

Em virtude da União Ibérica, os portugueses que estavam na porção propriamente dita de Portugal receberam ordens régias para conquistar o território a oeste da Amazônia, que correspondia à posse espanhola. Porém, em função de alguns contratempos, eles ainda não haviam cumprido as determinações reais quando a expedição dos irmãos leigos, esta, que seria um resto da fracassada Expedição de Juan Palácios, que havia partido de Quito para o território dos Índios Encabelados, nos rios Napo e Aguarico, e chegara ao Forte Gurupá, em 5 de fevereiro de 1637. Esta era liderada por Domingos de Brieda e Toledo, frades franciscanos espanhóis.

De Gurupá seguiu para Belém e, em seguida, para São Luís, onde os religiosos relataram a odisseia ao governador e ao capitão-geral do Estado do Maranhão – Jácome Raimundo de Noronha. Este entendeu o episódio como possibilidade de se legitimar no cargo, uma vez que o ocupava sem nomeação real.

Jácome de Noronha enfrentou adversidades políticas locais para empreender a famosa expedição de Pedro Teixeira. Composta por 47 canoas, 70 portugueses, cerca de dois mil índios remeiros e flecheiros e tendo como guias Brieda e Toledo, a expedição saiu de São Luís em julho, rumo a Belém e, posteriormente, para Cametá, de onde partiu em 26 de outubro de 1637.

Passara-se doze meses para a expedição chegar à Real Audiência de Quito, no Vice-Reino do Peru, onde foi recebida com festas, corridas de cavalos e touradas, promovidas pela população e pelas autoridades locais. Em 10 de novembro de 1638, o presidente da audiência informou ao vice-rei, Luiz Jerônimo Fernandes Cabrera, em Lima, da chegada dos portugueses. Cabrera, depois de ouvir as autoridades da capital, ordenou que os expedicionários retornassem imediatamente a Belém. Foram escolhidos os padres jesuítas Cristóbal de Acuña e Andrés de Artieda, juntamente com o frei Afonso de Armejo, frei Diogo da Conceição, João Mercê e Pedro de la Rue.

Quando a expedição subia o Rio Napo, Pedro Teixeira ordenou que Pedro da Costa Favela permanecesse no local com a maior parte da tropa, onde provavelmente o capitão Juan Palácio havia sido morto pelos encabelados. Depois de um período amigável, índios e portugueses entraram em choque; a tropa de Favela assassinou todos os índios que pôde e incendiou seus aldeamentos. O massacre dos encabelados se completou com a chegada de Pedro Teixeira ao local, quando voltava a Quito.

RETORNO DA EXPEDIÇÃO

No retorno da expedição, Pedro Teixeira tomou posse solenemente daquelas terras de domínio espanhol para a Coroa portuguesa, em 16 de agosto de 1639. Ali fundou Franciscana – povoação que posteriormente servirá de marco para domínio de Portugal e da Espanha na América. Desse modo, Pedro Teixeira cumpria as ordens do governador do Estado do Maranhão.

A expedição chegou a Belém dez meses depois, em 12 de dezembro de 1639, deixando os missionários mercedários, enquanto Pedro Teixeira e os jesuítas seguiram rumo a São Luís. Estava no governo do Estado o capitão-geral Bento Maciel Parente. Seu antecessor, Jácome Raimundo de Noronha, tinha sido mandado preso para Portugal.

O padre Cristóbal de Acuña partiu de São Luís para Madri, onde relatou ao Conselho das Índias, os fatos ocorridos durante a viagem e enumerou as vantagens e a necessidade de se colonizar a Amazônia.

EXPEDIÇÃO DE RAPOSO TAVARES

Entre os anos de 1647 até 1651, comandada pelo capitão-mor Antônio Raposos Tavares, esta bandeira partiu da região de São Paulo, percorrendo os rios Tietê, Paranapanema, Paraná, Paraguai, Cuiabá, Paraguá, Mamoré, Madeira, Amazonas e Tapajós até alcançar o Forte de Santo Antônio de Gurupá, na capitania do Grão-Pará, em 1651. Em seu trajeto, essa expedição, considerada por alguns historiadores

Na época, a Coroa Portuguesa já ocupava parte da região Amazônica, a partir das capitanias de São Paulo, do Maranhão e do Grão Pará. A expedição de Raposo Tavares, sob ordens do rei D. João IV, realizou uma marcha de doze mil quilômetros. Por ser uma bandeira exploratória e de apresamento indígena, contribuiu sobremaneira para os primeiros conhecimentos da geografia da região, que tempos depois, daria lugar ao estado de Rondônia, a partir do estudo topográfico realizado nos Vales do Guaporé, Mamoré e Madeira.

EXPEDIÇÃO PALHETA

O sargento-mor Francisco de Melo Palheta organiza e comanda uma expedição exploratória, composta por 128 pessoas, que iniciam a expedição em sete canoas, formada por ordem do governador da capitania do Grão-Pará, João Maia da Gama. Essa expedição partiu de Belém em 11 de novembro de 1722, e percorreu os rios Madeira, Mamoré e Guaporé, até alcançar as minas de ouro do Vale do Guaporé. Em 1723, alcançou a região do Vice-Reino do Alto Peru, nas proximidades do que hoje seria o país Bolívia, na missão de Santa Cruz de Cajubava, no rio Mamoré.

No retorno, o sargento-mor Francisco de Mello Palheta ratificou em seu diário de viagem, a designação do rio Caiary como rio Madeira. A expedição foi responsável pela introdução do cultivo do café no Brasil Colonial. |Posteriormente, a Coroa portuguesa decidiu proibir a livre navegação nos rios Madeira, Mamoré e Guaporé, tendo em vista o contrabando de ouro.

Aleks Palitot
Professor e Historiador
Reconhecido pelo MEC

Fonte - Aleks Palitot
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