AVAN茿M PESQUISAS DE DOEN茿S RESPIRAT覴IAS, HEPATITE DELTA E GASTROENTERITE EM RO

揘a an醠ise de reprodutibilidade, fizemos ensaios em dias diferentes, com resultados satisfat髍ios na compara玢o de cargas virais, pontuou Alcione Santos.
Quarta-Feira, 17 de Junho de 2015 - 11:54

Ao custo de R$ 31,03 mil, pela primeira vez em Rondônia e na Amazônia Ocidental foi possível identificar o perfil epidemiológico molecular dos principais vírus causadores de infecções respiratórias agudas em crianças de Porto Velho.

Os recursos oriundos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) são utilizados nas pesquisas da equipe formada por médicos, biólogos e técnicos de laboratório do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) da Fundação Oswaldo Cruz-RO, Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental, da Universidade Federal de Rondônia e Hospital Infantil Cosme e Damião, de Porto Velho.

A coordenadora da pesquisa, bióloga Deusilene Vieira de Souza, relatou que o rotavírus (26,3%) e o adenovírus humano (11,5%) estão entre as principais doenças detectadas. A pesquisa fez a caracterização etiológica dos vírus respiratório sincicial [uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões de recém-nascidos e crianças, que pode causar bronquiolite], influenza A e B, bocavírus (HBoV), parvovírus identificado em associação com a presença de sintomas de infecção do trato respiratório e metapneumovírus humano (estreitamente aparentado com o das aves).

“Esse perfil é diferente dos que ocorrem na região Nordeste brasileira. Chegamos à metade dos estudos e temos três dissertações já desenvolvidas”, disse a bióloga Deusilene de Souza, na última semana aos participantes do 1º Seminário de Avaliação Parcial do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS). Agora, os trabalhos científicos rondonienses estão sendo apresentados no 51º Congresso de Medicina Tropical, que acontece desde domingo até esta quarta-feira (14 a 17), em Fortaleza (CE).

O seminário foi promovido pela Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero). “O governador Confúcio Moura tirou a pesquisa científica do papel”, disse o presidente da Fundação, Francisco Elder Souza de Oliveira.

A procuradora-chefe da Fapero, Letícia Botelho, lembrou que todos os resultados das pesquisas agora submetidos ao Ministério da Saúde poderão ser utilizados nos postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

DOENÇAS E ANTIBIÓTICOS MONITORADOS

Em sua apresentação, a coordenadora do projeto Caracterização etiológica dos enteropatógenos associados à gastroenterite em crianças, bióloga Najla Benevides Matos, da Fundação Oswaldo Cruz-RO, elogiou a parceria com o Hospital Infantil Cosme e Damião, Centro de Medicina Tropical de Rondônia, Instituto Evandro Chagas (Belém-PA) e Fiocruz-AM para o êxito dos 70% de estudos feitos há dois anos com crianças na faixa etária de zero a 6 anos, em Porto Velho.

“Contribuímos com o Sistema Único de Saúde no levantamento da ocorrência do rotavírus e outras doenças intestinais, monitoramos diarreias e identificamos períodos de ocorrência. Graças  a essa pesquisa, verificou-se também a resistência de crianças à penicilina e a diversos antibióticos”, citou.

Segundo Najla Matos, em dois anos de trabalho, 2.609 colônias bacterianas foram isoladas, e identificadas 113 espécies. “É o primeiro estudo feito em Rondônia, após a introdução da vacina contra o rotavírus”, informou.

Mapa elaborado pela equipe de Najla mostra as áreas de maior incidência de gastroenterite por bairros, num panorama que revelou o perigo da localização próxima de cisternas (poços rasos conhecidos por poços amazonas) e de coliformes fecais.

HEPATITE D

A coordenadora do Projeto Padronização e Implantação de Diagnósticos Moleculares para Identificação de Quantificação do vírus da Hepatite Delta (D), bióloga Alcione de Oliveira Santos, usou o método PCR (reação em cadeia da polimerase, que amplifica o DNA in vitro) em tempo real.

Parceria entre a Fiocruz-RO, Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental da Universidade Federal de Rondônia e Laboratório de Virologia Molecular do Cepem permitiu a conclusão de 50% das investigações. A equipe coletou 100 amostras de pessoas com hepatite D, 30 amostras de doadores de sangue, cinco amostras de hepatite C e cinco amostras negativas do tipo B.

“Na análise de reprodutibilidade, fizemos ensaios em dias diferentes, com resultados satisfatórios na comparação de cargas virais”, pontuou Alcione Santos.

Em termos ambulatoriais, a referência foi o total de 230 portadores crônicos do tipo D e 3,8 mil do tipo B. “Não existe kit comercial disponível, daí a necessidade da produção de um método padronizado para correlacionar resultados da quantificação”, justificou.

Ela lembrou que laboratórios pararam de fabricar insumos para diagnóstico do vírus D, alegando falta de retorno financeiro. No entanto, investindo R$ 24,7 mil, dos R$ 49,5 mil solicitados ao CNPq, o Grupo de Endemias Virais da Amazônia estudou o vírus satélite da hepatite B, porque ele tem maior prevalência em Rondônia e no Acre. O vírus dessa doença é dependente da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa.

Da mesma forma que o vírus B, a transmissão da hepatite D ocorre por relações sexuais sem camisinha com pessoa infectada; da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, etc), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings; e por transfusão de sangue infectado.

Fonte - DECOM

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