OFICINA SOBRE COLETA SELETIVA DE LIXO ENCERRA CICLO DE SEMINÁRIOS DA 3ª SENA

Para se ter uma cidade sustentável é preciso uma mudança radical no comportamento das pessoas, a começar pela reeducação com relação a coleta e destinação final do lixo gerado pela população. Esse foi o principal recado deixado pela professora Janice Pereira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na abertura da “Oficina para Elaboração e Implantação da Coleta Seletiva em Porto Velho”, que acontece no auditório da Faculdade São Lucas.
Quinta-Feira, 11 de Junho de 2015 - 16:04

Para se ter uma cidade sustentável é preciso uma mudança radical no comportamento das pessoas, a começar pela reeducação com relação a coleta e destinação final do lixo gerado pela população. Esse foi o principal recado deixado pela professora Janice Pereira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na abertura da “Oficina para Elaboração e Implantação da Coleta Seletiva em Porto Velho”, que acontece no auditório da Faculdade São Lucas.

A oficina marcou o encerramento do ciclo de seminários realizados pela Prefeitura de Porto Velho, dentro da programação da “3ª Semana Nós Ambientes” (Sena), evento sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). A palestrante deixou claro que tratar dos resíduos sólidos é uma incumbência do município, mais é uma responsabilidade que deve ser compartilhada por todos. “Temos que ter consciência que quem gera todo esse material somos nós, cidadãos, e cada um de nós temos que ter a responsabilidade de acondicionar esse lixo da maneira adequada e também não descartá-lo pela rua como ainda acontece com garrafas pet, latas de alumínio, papel, entre outros. É uma atitude individual que se for compartilhada no final fará uma diferença enorme. Você pode até não mudar o planeta, mas com uma atitude simples você muda a sua rua, o seu bairro e assim por diante”, disse.

O secretário Eduardo Damião, da Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), afirmou que há interesse do prefeito em implantar na capital a coleta seletiva, mas é preciso antes buscar as bases legais para que a legislação seja respeitada. “Não há saída, o município vai ter que implantar a coleta seletiva, mas não podemos atropelar a lei e a participação dos catadores organizados em suas entidades é importante para esse projeto ser levado adiante, Sem a participação deles a coleta seletiva não anda”, disse o secretário.

Em Porto Velho, existem três entidades que trabalham com reciclagem de lixo, a Associação de Materiais Recicláveis de Porto Velho (Asprovel), a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Rondônia “Unidos pela Vida” e a Cooperativa de Reciclagem de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Catanorte).

De acordo com Geraldo Gonzaga Lima, presidente da Asprovel, existem em Porto velho mais de 200 pessoas que recolhem o lixo descartável na rua, no entanto, pouco mais de cem estão organizados. “Seu” Lima confirma que trabalhar com a reciclagem de resíduos sólidos é uma atividade rentável responsável pela geração de emprego e renda para muitas famílias. “O salário do catador é quanto ele decide ganhar. Ele não tem patrão, ele faz o próprio horário dele. Ele fatura em cima do que ele recolhe. Se ele recolhe muito ele ganha muito, se ele recolhe pouco, ele ganha pouco”, explicou.

Por mês, esse faturamento giro em torno de R$ 800 a R$ 1 mil por mês, com um volume que as vezes chega a até a 150 toneladas/mês. Ele faz questão de frisar que não entra aí o lixo doméstico. “Todo esse material é recolhido nas ruas da cidade. É aquele lixo depositado nas lixeiras e o descartado em qualquer lugar. Se trabalhar direito dá para ganhar dinheiro com lixo”, frisou.

Fonte - Assessoria

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