MÁ ADMINISTRAÇÃO OBRIGA MÉDICOS A IMPROVISAREM

Em enfermaria que não tem luz, funcionários usam iluminação do celular para trabalhar
Quinta-Feira, 11 de Junho de 2015 - 10:53

Caos na saúde: equipamentos quebrados, falta de materiais básicos e remédios dentro da data de validade jogados no lixo. No rio de janeiro, a má administração em hospitais obriga médicos e enfermeiros a improvisar.

Em um vídeo gravado pela filha de uma paciente, uma enfermeira ilumina com a luz do celular o braço da mulher de setenta e oito anos, enquanto outra tenta achar a veia para introduzir o soro. “Na enfermaria não tem luz, um absurdo”, desabafou ela.

O procedimento aconteceu semana passada, no hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A unidade é referência para os jogos olímpicos do ano que vem; a direção do hospital abriu uma sindicância e lamentou o caso.E não é só a rede municipal de saúde que sofre com isso. No hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o descaso se repete: material cirúrgico, que falta em muitas unidades hospitalares, aqui é descartado junto com lixo.

Colchões em boas condições estão jogados, fios cirúrgicos com validade até 2018 também estão no meio do entulho, há seringas de vários tamanhos, agulhas, material para diluir injeção, acessos para soro e medicamentos - tudo dentro do prazo de validade.

“Para colher sangue normal eu precisei usar luva estéril, aquela luva de cirurgião que custa dez, vinte vezes o preço da luva comum. Você abre a luva com dor no coração sabendo que aquilo é um desperdício”, revelou uma residente.

Enquanto isso, faltam insumos básicos. “A gente não tem trombolítico para abrir artéria, não temos hemodinâmica para fazer uma angioplastia, uma aspirina, que é o básico, muitas vezes não temos. Isso te faz até repensar a medicina, o que está acontecendo com o nosso sistema de saúde, como pode chegar a esse ponto? é muito frustrante”, lamentou.

Fonte - BAND

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