JURO DO CARTÃO DE CRÉDITO SOBE PARA 304% AO ANO E É MAIOR DESDE 1999, DIZ ANEFAC

O juro médio avançou 0,03 pp no mês passado ante o anterior, para 4% ao mês (60,10% ao ano), o patamar mais alto desde julho de 2011.
Quarta-Feira, 10 de Junho de 2015 - 14:34

As taxas de juros das operações de crédito para pessoas físicas (consumidores) e jurídicas (empresas) subiram em maio pelo oitavo mês consecutivo e renovaram os maiores patamares em quase cinco anos.

Segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgada nesta quarta-feira (10), no caso do cartão de crédito, a taxa subiu 0,20 ponto porcentual (pp), para 12,34% ao mês (304,03% ao ano) em maio, o maior nível desde março de 1999.

No caso das pessoas físicas, novamente houve aumento nos juros em todas as seis linhas pesquisadas (juros do comércio; cartão de crédito rotativo; cheque especial; CDC-bancos-financiamento de veículos; empréstimo pessoal-bancos; e empréstimo pessoal-financeiras). O juro médio subiu 0,10 ponto porcentual em maio ante abril, para 6,87% ao mês (121,96% ao ano), o maior nível desde junho de 2010.

Em relação aos juros do comércio (crediário), houve alta em todos os 12 tipos de lojas pesquisadas, com a média geral subindo 0,05 pp, para 5,21% ao mês (83,94% ao ano). A taxa mais alta foi registrada em Minas Gerais, com 5,29% ao mês (85,63% ao ano). Nos financiamentos de veículos, o prazo médio caiu para 36 meses, o menor nível para meses de maio desde 2009.

Entre as pessoas jurídicas, houve alta nas três linhas (capital de giro; desconto de duplicatas; e conta garantida). O juro médio avançou 0,03 pp no mês passado ante o anterior, para 4% ao mês (60,10% ao ano), o patamar mais alto desde julho de 2011.

No caso da conta garantida, a taxa subiu 0,06 pp, para 6,88% ao mês (122,21% ao ano), o patamar mais elevado desde janeiro de 2003.

De acordo com a Anefac, as altas podem ser atribuídas a três fatores: cenário macroeconômico que aumenta o risco de elevação da inadimplência; aumento da Selic; e expectativa de mais aperto monetário em função da inflação alta. A associação cita ainda o aumento na alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), de 15% para 20%, "elevando assim a cunha fiscal das instituições financeiras, que inevitavelmente se refletirá no repasse para as taxas de juros das operações de crédito".

A Anefac lembra que, considerando todas as elevações da Selic promovidas pelo Banco Central desde março de 2013, houve uma elevação de 6 pp (ou alta de 82,76% na taxa básica de juros), para o nível de 13,25% que vigorava em maio.

Em junho, o BC elevou a taxa em mais 0,5 pp. No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física subiu muito mais. Apresentou uma elevação de 33,99 pp (+ 38,64%). Já na pessoa jurídica, houve uma elevação de 16,52 pp (+ 37,91%).

Fonte - R7

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