INFLAÇÃO ATINGE 8,47% EM 12 MESES, O MAIOR ÍNDICE DESDE 2003

Depois de perder força em abril, o índice voltou a acelerar em maio.
Quarta-Feira, 10 de Junho de 2015 - 08:47

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,74% em maio, atingindo a marca de 5,34% no acumulado do ano, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Trata-se do maior resultado verificado para os meses de janeiro a maio desde 2003, quando registrou 6,8%. No mesmo período de 2014, o porcentual era de 3,33%.

Depois de perder força em abril, o índice voltou a acelerar em maio. Para os parâmetros definidos pelo governo, a taxa está bem longe do aceitável. Já estourou o centro da meta para o ano todo, de 4,5%, e caminha para superar o teto dela, de 6,5%.

No acumulado dos últimos doze meses, o IPCA chegou a 8,47% - novamente, o maior índice desde dezembro de 2003, quando fechou o ano em 9,3%.

Diferente de abril, que teve a menor taxa do ano (0,71%), a conta de luz voltou a puxar o indicador para cima. "Com alta de 2,77%, a energia elétrica voltou a figurar como a maior contribuição individual, responsável por 0,11 ponto percentual do índice do mês. A energia constitui-se num dos principais itens na despesa das famílias, com participação de 3,89% na estrutura de pesos do IPCA", informou, em nota, o IBGE. Segundo o instituto, o brasileiro neste ano está pagando 41,94% a mais, em média, pelo uso de energia elétrica.

O levantamento ainda verificou que a categoria que teve o maior reajuste dos preços foi a de alimentos e bebidas, que subiram 0,34% em maio. Em seguida, aparece habitação, que inclui os gastos com energia, condomínio, taxa de água e esgoto, aluguel e artigos de limpeza.

O IPCA é considerado a inflação oficial do Brasil por ser o indicador utilizado pelo governo para definir as suas metas de inflação.

Fonte - VEJA

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