MÁQUINA ADAPTADA REDUZ EM ATÉ 70% CUSTO DA COLHEITA DO CAFÉ CONILON E ROBUSTA EM RONDÔNIA

A Embrapa-RO vem testando essa colheita depois de constatar que a maior parte das máquinas desenvolvidas para o café arábica “ignoram as características do café canéfora, o mais comum cultivado em Rondônia”.
Sexta-Feira, 29 de Maio de 2015 - 16:26

O uso de máquina adaptada reduz em até 70% o custo da colheita manual do café canéfora (Coffea canephora) conilon e robusta – anunciou nesta sexta-feira (29) a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na 4ª Feira Rondônia Rural Show. Segundo o pesquisador Enrique Alves, a máquina usada na colheita semi-mecanizada supre a falta de mão de obra, fator limitante à quantidade e a qualidade do café. “Pode ser uma alternativa viável”, ele previu.

A Embrapa-RO vem testando essa colheita depois de constatar que a maior parte das máquinas desenvolvidas para o café arábica “ignoram as características do café canéfora, o mais comum cultivado em Rondônia”. O estado é o o sexto maior produtor de café do País e o segundo dessa espécie.

Inicialmente, a pesquisa mediu e comparou o desempenho da máquina com a colheita manual, obtendo o rendimento de aproximadamente cinco para um. “Considerando que a máquina trabalha com quatro operadores, ela tem potencial de fazer o trabalho de derriça de mais de 20 homens”, explicou Alves.

Na derriça, o agricultor envolve o ramo do cafeeiro com a mão e o desliza de dentro para fora, pela parte que contenha frutos, a fim de derrubá-los.

Conforme o pesquisador, se comparado à colheita manual, esse método resultou em economia. No entanto, os testes prosseguirão, devido à necessidade do que ele classifica de “ajuste mais fino das máquinas”. Ao mesmo tempo, Alves alertou para o planejamento na formação da lavoura e na escolha de variedades com características desejáveis à colheita semi-mecanizada [porte e arquitetura da planta, homogeneidade de maturação e produtividade].

Máquinas recolhedoras e trilhadoras do café são baseadas no sistema de podas e renovação anual e/ou periódicas das lavouras. Segundo o pesquisador, os ramos provenientes das podas, contendo ainda os frutos, formam leiras que são trilhadas mecanicamente ou podem simplesmente alimentar manualmente as máquinas.

Explicou ainda que a colheita semi-mecanizada tem grande potencial, porque utiliza máquinas mais compactas e de menor custo, sem a exigência da obrigatoriedade da adequação espacial das lavouras. O trabalho tem a parceria com as Indústrias Colombo/Miac.

SECAGEM DO CAFÉ À LUZ DO SOL

A secagem do café também é assunto na feira. Técnica desenvolvida pela Embrapa-RO fez surgir a barcaça seca café, aliando tradição e simplicidade para a secagem do café com qualidade. Dispensa amontoar o café nos períodos de chuva, ou mesmo durante a noite. Dá menos trabalho ao agricultor.

“Ela é ecologicamente sustentável, tem custo acessível e dá liberdade ao produtor no gerenciamento do processo de secagem”, comentou o pesquisador. Justificou: “A barcaça usa a luz solar, a uma temperatura próxima do ideal, que varia entre 35 e 45 graus C”.

A cobertura móvel pode ser adaptada em qualquer terreiro de cimento convencional, tradicional nas propriedades cafeeiras. Além dessa base, utiliza-se estrutura metálica e telhas plásticas transparentes [ou lona plástica].

BRS OURO PRETO

A feira tem área reservada para o plantio e demonstração ao público do cultivo de café Conilon BRS Ouro Preto (Coffea canephora Pierre ex Froehner), a primeira lançada pela Embrapa no Brasil, fruto de pesquisa feita pela Embrapa-RO e Consórcio Pesquisa Café.

É também a primeira a cultivar café conilon do Brasil a receber o certificado de proteção concedido pelo Serviço Nacional de Proteção de Cultivares, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A Embrapa-RO levou à feira o saldo de 40 anos de experimentos e intensa produção científica. “Nosso trabalho aqui está, ao alcance de todos os produtores”, assinalou o chefe geral da Embrapa-RO, César Teixeira.

Fonte - DECOM/GOV-RO

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