POSIÇÃO DE RONDÔNIA NO RANKING NACIONAL DE MORTES POR ACIDENTES DE MOTOCICLETAS PREOCUPA GESTORES DA SAÚDE

Os dados apontam que nos últimos seis anos acidentes com motos foram responsáveis pelo crescimento de 115% das internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS).
Sexta-Feira, 29 de Maio de 2015 - 15:34

O secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, classificou como altamente preocupante o fato de Rondônia aparecer em 9º lugar no ranking nacional de mortes por acidente de motocicletas, com taxa de mortalidade de 9,8 para cada 100 mil habitantes. O estudo foi divulgado na quarta-feira (27) pelo setor de estatísticas do Ministério da Saúde (MS).

Os dados apontam que nos últimos seis anos acidentes com motos foram responsáveis pelo crescimento de 115% das internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o MS, a cada ano, cerca de 45 mil pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito no Brasil. A violência envolvendo particularmente motociclistas está se tornando uma epidemia no País. Entre 2002 e 2012, esse número cresceu 128,4% em Rondônia. No Brasil, o índice é de 6,3 mortes por 100 mil habitantes.

Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam que em 2013 os acidentes com motos resultaram em 12.040 óbitos no País, o que corresponde a 28% dos mortos no transporte terrestre.

Em Rondônia, foram 183 mortes, número que pode ter até triplicado, segundo estimativas de Pimentel, considerando o aumento significativo da frota de veículos em todos os municípios do Estado, em especial as motocicletas, que têm maior procura no mercado.

REFLEXOS NO SUS

Segundo o estudo divulgado pelo MS, nos últimos seis anos as internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS), envolvendo motociclistas, tiveram crescimento de 115% e o custo com o atendimento a esses pacientes foi de 170,8%. Em Rondônia, foram 1.634 internações em 2014, representando um gasto de R$ 1,5 milhão.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde está propondo uma série de ações intersetoriais, que deverão envolver outras esferas dos governos Federal, estaduais e municipais para a promoção de uma política específica de prevenção aos acidentes com motos.

No início da semana, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou algumas das iniciativas em discussão durante a 68ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra. “Não dá mais para não agir na dimensão preventiva dos acidentes com motos. É preciso propor novas medidas e elevar essa discussão a um problema de saúde pública. Algumas propostas em estudo são a obrigatoriedade de apresentação da habilitação no momento da compra da moto, por exemplo, e a possibilidade de financiamento do capacete como um EPI (Equipamento de Proteção Individual), possibilitando a venda do item de segurança junto do veículo”, exemplificou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Em novembro deste ano, o Brasil sediará o 2º Road Safety, Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, com o objetivo de repactuar metas e traçar novas estratégias do governo e da sociedade para garantir a segurança da população e salvar milhões de vidas. “Uma constatação que observamos no Brasil, e que já vimos em outros lugares do mundo, é a redução do número de atropelamentos e acidentes de carro e o aumento de acidentes de motos. A moto está substituindo a bicicleta e o cavalo, e também vem sendo utilizada como um instrumento de trabalho”, observou o ministro.

NÚMEROS

Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 4.292 mortes por motociclistas em 2003, número 280% menor do que o registrado 10 anos depois (12.040). Parte do aumento de acidentes envolvendo motos se deve ao crescimento vertiginoso da frota no País. Entre 2003 e 2013, o número de motocicletas aumentou 247,1%, enquanto a população teve um crescimento de 11%.

De 2008 a 2013, o número de internações devido a acidentes de transporte terrestre aumentou 72,4%. Considerando apenas os acidentes envolvendo motociclistas, o índice chega a 115%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vitimas. Desse total, 88.682 foram decorrentes de motos, o que gerou um custo ao SUS de R$ 114 milhões – crescimento de 170,8% em relação a 2008. Esse valor não inclui custos com reabilitação, medicação e o impacto em outras áreas da saúde.

Fonte - DECOM/GOV-RO

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