C翸ARA DESCARTA DISTRIT肙

O distrit鉶 uma das principais bandeiras do presidente da C鈓ara, Eduardo Cunha, e do vice-presidente da Rep鷅lica, Michel Temer.
Quinta-Feira, 28 de Maio de 2015 - 11:36

Em meio aos escândalos que acontecem no país, é um consenso entre intelectuais e políticos brasileiros que o atual sistema eleitoral precisa de uma reforma, o mais rápido possível. Pensando nisso, a Câmara votou a primeira de uma série de iniciativas que visam dar contornos éticos ao pleito brasileiro. O ‘distritão’, modelo onde seriam consignados apenas os votos majoritários do eleitor, foi negado, entretanto.

Num primeiro olhar, a proposta parece benéfica. O modelo garantiria a opção da maioria, sem quociente eleitoral por votos de legenda ou transferência de votos entre partidários, exatamente como acontece na escolha do presidente da República. Evitar-se-ia o efeito Tiririca, cuja votação expressiva em São Paulo amealhou correligionários com porcentagem pequena nas eleições.

O distritão é uma das principais bandeiras do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do vice-presidente da República, Michel Temer. Contudo, o projeto não passou. E argumentos não faltaram para o veredito dos deputados. Com apoio da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), um documento assinado por mais de cem cientistas políticos do Brasil foi entregue à Câmara. Na visão dos especialistas, o modelo estimularia o personalismo na corrida eleitoral e enfraqueceria os partidos. "Além disso, diferentemente do atual modelo, milhões de votos serão jogados fora, visto que somente serão válidos os votos dos eleitos", sacramenta o material.

Segundo os críticos, havendo predominância do personalismo, as campanhas ficariam mais caras, e a corrupção, endêmica em nosso país, ganharia novos trampolins. Derrotado nessa discussão, o PMDB, no entanto, ainda tem outras cartas na manga. Está nos planos do partido o mandato de cinco anos para deputados, vereadores e chefes do Executivo (das três esferas) e de dez anos – uma década inteira! – para senadores.

Confesso não saber que modelo seria o ideal. A corrupção me deixou com um pé atrás, pois a classe política é matreira, sempre encontra um remédio para driblar a ética e alcançar seus interesses. O distritão acabaria com candidatos coringas, aqueles sem nenhuma pretensão de ajudar o país, mas excelentes para garantir votos. Na prática, outros problemas surgiriam com a medida. Por hora, permanece a eleição proporcional. O amanhã? Resta esperar e ver.

Fonte - Gabriel Bocorny Guidotti

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