PRESIDENTE DO SINGEPERON DÁ DETALHES SOBRE MORTE DE PRESIDIÁRIO

Os relatos prestados por Anderson dão conta que na parte da manhã os agentes penitenciários realizavam a revista nas celas, foi quando em uma cela no "Pavilhão A" encontraram vários aparelhos celulares, drogas e armas artesanais, conhecidas como chuxos.
Quinta-Feira, 21 de Maio de 2015 - 17:26

Por Júlio Malta 
Da Redação do NewsRondônia

Porto Velho, RO - Em entrevista concedida ao programa Fala Rondônia (RedeTv) o Presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Rondônia (SINGEPERON), Anderson Pereira, esclareceu alguns fatos sobre a morte do apenado Francisco Charles de Almeida Magalhães, de 27 anos, que morreu durante confusão ocorrida na data de ontem, no Presídio Ênio Pinheiro. 

Os relatos prestados por Anderson dão conta que na parte da manhã os agentes penitenciários realizavam a revista nas celas, foi quando em uma cela no "Pavilhão A" encontraram vários aparelhos celulares, drogas e armas artesanais, conhecidas como chuxos. Dois presos foram identificados como sendo os proprietários dos objetos e foram colocados no sistema que é chamado pelos agentes de "castigo".

Revoltados pelo castigo, os apenados gritavam e exigiam falar com o diretor da unidade, para que eles saíssem daquela cela. Tal fúria despertou raiva nos demais detentos que estavam no banho de sol. De repente, cerca de 120 presos do "pavilhão A" estavam gritando, tentando quebrar as grades e jogando pedras nos agentes penitenciários. Foram disparados tiros para responder à agressão dos apenados, e durante a tentativa de recolocar os presos nas celas houveram novos disparos, o que resultou na morte de Francisco.

O presidente aproveitou ainda para dar detalhes sobre a unidade prisional, que segundo ele, já passa dos 30 anos de existência sem nunca ter passado por uma reforma de grande proporção. Funcionando com o dobro da capacidade, o prédio possui grades das celas enferrujadas, com solda em cima de solda e o reboco de praticamente todo o prédio está caindo aos poucos. "Aqui o preso não tem condições de pagar sua pena e nem o trabalhador de exercer o seu serviço. A situação está precária, os profissionais trabalham com condições insalubres" finaliza Anderson.

Fonte - NewsRondônia

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