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Sexta-Feira, 27 de Novembro de 2020

HOSPITAL DE BASE DE PORTO VELHO É REFERÊNCIA EM SEGURANÇA DO PACIENTE NA REGIÃO NORTE

“Nós precisamos criar uma cultura de segurança nas unidades de saúde, onde todos se preocupam com o bem-estar do paciente, em que o foco seja o paciente”
Quinta-Feira, 14 de Maio de 2015 - 09:15

Em menos de dois anos, o Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital de Base Ary Pinheiro (NSP-HB), em Porto Velho, é referência na região Norte. Criado em meados de 2013, o núcleo é composto por uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde, que trabalha na prevenção de erros nos tratamentos e na segurança dos pacientes.

As referências adotadas pelo NSP-HB são os grandes hospitais internacionais, em especial dos Estados Unidos da América (EUA), onde o sistema funciona há mais tempo.

“Estima-se que nos EUA, todo paciente sofra um erro de medicação todo dia. Imagine, então, as possíveis ocorrências no HB, que tem 600 leitos. Teríamos provavelmente mais de 600 erros de medicação”, afirma o médico Rógeres Barroso, coordenador do NSP-HB, em Porto Velho.

O coordenador lembra que a maioria dos erros não provocam danos aos pacientes, “é o paciente que não tomou a medicação, é uma medicação que atrasou de horário, mas são erros. Alguns deles podem provocar danos graves, por exemplo, o paciente que não tomou o antibiótico prescrito, o doente que tomou a medicação que não deveria tomar, por ser alérgico, são erros que podem gerar danos graves”.

Outro ponto enfatizado por Rógeres é a cirurgia segura, “em que o paciente será submetido ao procedimento certo, no local certo e com o mínimo de dano possível”. O objetivo é que, principalmente pela duplicidade de órgãos, “por exemplo, se opere a mão esquerda e não a direita; o rim direito e não o esquerdo; não se esquecer nada dentro do abdômen do paciente e assim por diante. Esses erros são mais comuns do que a gente pensa”.

Um terceiro ponto observado é o risco de queda do paciente, pois quem busca um hospital está debilitado, “pode ingerir remédios que baixam a pressão, alguns outros medicamentos podem diminuir o nível de consciência do enfermo, então o risco de queda dentro do hospital é muito grande e precisa ser prevenido, para que o paciente não caia e não tenha uma outra doença, além da que ele veio tratar”, observa Barroso.

Úlceras de decúbito, também conhecidas como escaras, são feridas que surgem quando o paciente fica imobilizado por muito tempo em uma mesma posição, precisam ser evitadas e são monitoradas constantemente. A identificação dos pacientes também é enfatizada pelo médico, o que evita troca de medicação e procedimentos entre pacientes.

“Nós precisamos criar uma cultura de segurança nas unidades de saúde, onde todos se preocupam com o bem-estar do paciente, em que o foco seja o paciente”, enfatiza Rógeres. O que sugere o médico é que se mude o comportamento dos profissionais de saúde, deixando de apenas apontar os erros de outros, se passe a apresentar soluções e incorporar boas práticas ao dia-a-dia hospitalar. É preciso entender porque o erro aconteceu e tentar corrigi-lo para que ele não volte a acontecer.

Fonte - ASSESSORIA - DECOM

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