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Segunda-Feira, 30 de Novembro de 2020

QUER VENCER? PLANEJE O FUTURO!

Enquanto trabalhava e por conta própria passei a estudar tudo o que podia ter acesso, mas me dediquei principalmente ao Direito, que havia me fascinado no período em que trabalhei no Poder Judiciário.
Segunda-Feira, 11 de Maio de 2015 - 16:23

Por Domingos Borges da Silva

Comecei a estudar aos 12 anos de idade, em 1977 e em 1987 terminei o ensino médio (Técnico em Contabilidade), após passar um ano e meio sem estudar, o que ocorreu entre o quarto e o quinto ano.

Em fevereiro de 1992, fiz vestibular para Direito na Universidade Brás Cubas em Mogi das Cruzes – SP e após meses desisti do curso, por não ter condições financeiras para pagar já que se tratava de uma Universidade particular e em outubro de 1992, cheguei a Rondônia.

Em 2007, mas uma vez fiz vestibular para Direito, desta feita na UNIRON, mas após matricula desisti do curso, igualmente por não ter condições financeiras para pagar o curso.

Retoricamente, no dia 27 de abril de 1985, fui nomeado Contador, Partidor e Distribuidor judicial na comarca e município onde nasci e quarenta e cinco dias após também comecei a trabalhar em Cartório de Notas e Registro de Imóveis, no qual trabalhei até dezembro de 1991, como Escrevente Juramentado.

Naquele período comecei a traçar o meu projeto de futuro e sabia que tinha que me esforçar com minhas próprias condições já que a minha família, muito pobre não reunia recursos a me auxiliar em qualquer estudo e se antes estudei foi graças à escola pública.

Enquanto trabalhava e por conta própria passei a estudar tudo o que podia ter acesso, mas me dediquei principalmente ao Direito, que havia me fascinado no período em que trabalhei no Poder Judiciário.

Quanto a meus objetivos de vida, os tive interrompidos por várias vezes e quando me vi no fundo do poço, procurei observar ao meu redor e notei que as pessoas mais ricas financeiramente eram sempre políticos e algo estava errado nisto, porque se comparado os seus rendimentos com a evolução de seus patrimônios havia uma grandiosa incompatibilidade.

Baseado nisto, em 1997 tomei a iniciativa de investigar a ajuizar ações populares em desfavor de administradores que estavam lesando o patrimônio público e para tanto tive que fazer os estudos e elaborar as petições necessárias às conduções dos processos. Entretanto, não sou advogado, nunca me passei por um e nas ações sempre houve profissional habilitado.

Incrivelmente as ações que foram ajuizadas ainda na década de 90 até hoje não tiveram seus méritos julgados, mas várias outras promovidas posteriormente e julgadas procedentes já foram inclusive executadas.

Para promover essas ações em substituição processual do povo tive gastos, mas o objetivo primordial era provar para mim mesmo que eu seria capaz de enfrentar judicialmente milionários com bancas de advogados contratados a peso de diamantes.

Mas a minha determinação era fazer com que os órgãos fiscalizadores e investigadores de ilícitos cometidos contra o patrimônio público começassem a agir com independência e altivez.

Antes membros dos Ministérios Públicos federal e estaduais somente promoviam ações civis públicas quando os envolvidos já não estava no poder e operações policiais para desarticular grupos criminosos no âmbito da administração pública não passava de ficção.

Nunca o combate a corrupção evoluiu tanto como nos últimos 15 anos, mas isto somente está ocorrendo graças ao povo brasileiro que não se intimidou e foi à luta em busca de novas leis e ações concretas para inibi-la. Falta apenas o Poder Judiciário exigir que a lei seja cumprida.

Evidente que essa iniciativa trouxe consigo outro padrão de vida que eu deveria adotar e então, para muitos ao longo dessas duas décadas me tornei um fantasma e outros, uma lenda urbana, pois sabiam apenas de minhas ações e não da minha existência.

Apesar de não tirar o foco para o ajuizamento de ações populares, nessas duas últimas décadas, trabalhando licita e autonomamente, construí minha casa, adquiri um carro necessário para a minha locomoção e assegurei garantias para a velhice.

É claro que o objetivo maior está apenas no início da consolidação, pois conto apenas com 49 anos de idade e muito tempo tenho pela frente para conduzir outros sonhos.

Tudo isto é para dizer que para vencermos obstáculos temos que sermos destemidos e com visão para o futuro porque o imediatismo é inimigo do sucesso.

O conhecimento é a mola que impulsiona as nossas ações e a concretização de um objetivo depende exclusivamente de nossas determinações.

Não existem derrotas, o que há é o adiamento de vitórias e somente quem planeja tem futuro.

O sábio é aquele que vê no obscuro um mundo de possibilidades e coloca em pratica um plano de ação para assegurar mudanças e concretizações de ideais.

A inveja é o alimento dos incompetentes que agem inescrupulosamente e com agressões porque são incapazes de produzir algo construtivo e por isto complementam seus patrimônios com o erário público.

Fonte - Domingos Borges da Silva

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