DEPUTADO AFIRMA QUE HÁ REGIME DE ESCRAVIDÃO NA PM

“O governo tem que contratar novos policiais para suprir esta defasagem. O governador é que deve assumir esta responsabilidade e dar condições de trabalho na área de segurança pública. O governo tem que chamar com urgência pelo menos 600 aprovados para fazer academia”, concluiu.
Quarta-Feira, 06 de Maio de 2015 - 15:55

O deputado Jesuíno Boabaid (PTdoB) denunciou nesta terça-feira (5), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa, o que chamou de regime de escravidão imposto pelo Comando Geral da Polícia Militar, ao obrigar policiais a trabalhar além da carga horária, mas sem nenhum remuneração. A denúncia acabou ensejando uma série de contestações por parte de vários parlamentares.

De acordo com o deputado Jesuíno Boabaid, o comandante geral, juntamente com a cúpula da PM, havia assumido compromisso na Assembleia Legislativa de não reduzir o intervalo entra a escala de serviço dos policiais militares, mas no entanto, alguns dias após, o discurso foi esquecido, e está impondo a redução do período de descanso, promovendo um verdadeiro massacre.

Para o parlamentar, trata-se de uma escala abusiva, que vem acontecendo em todos os quartéis da PM no Estado, diante da grande quantidade de eventos que estão acontecendo e a falta de efetivo.

Explicou ele que a situação tende a se agravar diante das próximas aposentadorias, quando policiais vão para a reserva remunerada.

O deputado Jesuíno Boabaid destacou que recentemente esteve na Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) reivindicando a autorização para que os aprovados em recente concurso público sejam convocados para fazer a academia, mas não obteve resposta satisfatória. Ainda de acordo com o parlamentar, a sobrecarga de trabalho pode acarretar aos policiais problemas de saúde, inclusive psicológicos. “Na situação atual, o policial trabalha como escravo, sem receber”, declarou.

O deputado disse ser preciso uma mudança operacional na PM, pois apesar das promoções recentes de oficiais, apenas os tenentes e praças estão indo para rua trabalhar, enquanto os oficiais de capitão a coronel ficam em gabinetes. Disse ele, que um tenente ocupa o cargo de comandante de policiamento na capital, quando este posto deveria ser ocupado por um coronel. “Os oficiais precisam também trabalhar, pois só vai para rua de tenente pra baixo. É preciso reforçar o policiamento, e a PM não pode reclamar, pois tem hoje 18 coronéis, profissionais capacitados para este reforço de policiamento”, concluiu.

Apartes

O deputado Dr. Neidson (PTdoB) destacou que a reclamação é generalizada na área de segurança pública e que recentemente apenas cinco policiais faziam o trabalho de ronda em Guajará-Mirim.

O deputado Adelino Follador (DEM) destacou que foi testemunha quando o Comando Geral da PM assumiu compromisso de não reduzir o período de descanso e cobrou a urgente contratação de novos policiais.

Ainda durante o pronunciamento de Jesuíno Boabaid, o deputado Lazinho da Fetagro (PT) fez um aparte, destacando que o trabalho voluntário não resolve o problema da falta de efetivo da PM, sendo o mesmo que tapar o sol com a peneira. Ele defendeu novas contratações.

A deputada Lúcia Tereza (PP) concordou que o serviço voluntário vai esgotar o policial militar. “O governo tem que contratar novos policiais para suprir esta defasagem. O governador é que deve assumir esta responsabilidade e dar condições de trabalho na área de segurança pública. O governo tem que chamar com urgência pelo menos 600 aprovados para fazer academia”, concluiu.

Fonte - ALE/RO - DECOM

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