TRABALHADORES CONSIDERAM ELEIÇÃO DO SINTRA-ALI ILEGÍTIMA E DENUNCIAM PERSEGUIÇÃO DE QUEM QUESTIONOU

Essa eleição do SINTRA-ALI foi um verdadeiro atentado à democracia, no entendimento da CUT, pois eleições em Sindicatos desse tamanho tem que ser feita por escrutínio secreto
Quarta-Feira, 29 de Abril de 2015 - 09:00

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) pretende apoiar e orientar os trabalhadores de frigoríficos de Rolim de Moura, do  Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne de Rolim de Moura (SINTRA-ALI), que pretendem democratizar a entidade e torná-la mais atuante na defesa dos interesses da categoria. O principal questionamento dos trabalhadores é sobre o último processo eleitoral, ocorrido em 15 de janeiro de 2013, uma terça-feira, dia normal de expediente nos frigoríficos, das 14h as 16h, segundo informações cerca de 20 pessoas teriam participado da tal assembleia.

Essa eleição do SINTRA-ALI foi um verdadeiro atentado à democracia, no entendimento da CUT, pois eleições em Sindicatos desse tamanho tem que ser feita por escrutínio secreto e com urnas em todos os locais de trabalho, fixas ou itinerantes; jamais através de votação presencial em assembleia, em pleno horário de expediente. Isso não só dificultou totalmente que os trabalhadores pudessem exercer o direito votar e ser votado; pois são aproximadamente 2.200 trabalhadores, dos quais cerca de 1.000 são filiados e apenas 20 teriam participado da "eleição"; ou seja, apenas 2% dos filiados.

Não bastasse esse verdadeiro descalabro eleitoral, o SINTRA-ALI sempre foi um "negócio" de família, pois teria sido criado por um tio do atual presidente, Adilson da Cruz, e a primeira presidente teria sido a irmã dele, que ficou apenas um mandato, de 1999 a 2003. A partir daí, Adilson vem se mantendo ininterruptamente na presidência, sem enfrentar chapas de oposição. Segundo os trabalhadores, Adilson não tem e nunca teria tido qualquer vínculo com frigoríficos; ou seja, não pertenceria à categoria.

Para Cleiton Alves Cardoso, que lidera a "Comissão do Mudança Já", formada por trabalhadores descontentes com o SINTRA-ALI, e que organizou um abaixo assinado e uma grande reunião realizada no dia 9 neste mês de abril e, justamente por causa disso, foi demitido pelo JBS Friboi no dia 7 deste mês, "não podemos admitir um sindicato que tenha dono, seja familiar e antidemocrático".

A CUT comparou a situação dos salários e benefícios entre os frigoríficos de Rolim de Moura com os da base do SINTRA-INTRA, de Cacoal, que abrange Vilhena, São Miguel, Pimenta, Ariquemes e Porto Velho: piso inicial R$ 800,00 em Rolim e R$ 862,00 nos outros. Fora de Rolim existe plano odontológico, direito à mãe de ficar 5 dias de acompanhante de filho internado e acabou com o banco de horas, que prejudica os trabalhadores. Outro ponto importante é sobre a cesta alimentação que nos outros municípios é de R$ 180,00, pagos através de cartão visa vale, enquanto que em Rolim é de R$ 120,00, em produtos, há questionamentos sobre o valor dos produtos fornecidos e o fato de uma única empresa fornecer para todos os frigoríficos, sem concorrência.

Sobre a informação do SINTRA-ALI de que existiria uma Liminar proibindo a CUT de "atuar ou falar" é totalmente mentirosa, garante a entidade, pois tal liminar foi revogada pelo próprio juiz de primeiro grau e o recurso no Processo Nº RO-0010005-89.2013.5.14.0041 foi negado por unanimidade pela 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho. Além disso a Central considera descabido o questionamento do presidente do SINTRA-ALI sobre a atuação da Câmara, pois os vereadores não irão interferir no Sindicato e sim cobrar do JBS Friboi a readmissão do líder dos funcionários que questionou os desmandos no Sindicato, Cleiton Cardoso

Fonte - assessoria cut

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