DEDICAÇÃO DE VOLUNTÁRIOS AUXILIA RECUPERAÇÃO DE PACIENTES COM CÂNCER, EM PORTO VELHO

Se o tempo fosse uma moeda, seria a mais valiosa de todas. É um pouco do seu tempo que a Associação Voluntária de Combate ao Câncer de Porto Velho (AVCC) quer.
Segunda-Feira, 27 de Abril de 2015 - 16:26

Se o tempo fosse uma moeda, seria a mais valiosa de todas. É um pouco do seu tempo que a Associação Voluntária de Combate ao Câncer de Porto Velho (AVCC) quer. Duas horas por semana são suficientes, menciona Michela Barros, presidente da instituição que reúne pouco mais de 30 associados, que atuam ativamente a favor dos pacientes do Hospital de  Câncer, conhecido como Barretinho.  A  AVCC está em busca de novos voluntários para engrossar suas fileiras.

Nas tardes das terças-feiras, pacientes e acompanhantes instalados na Casa de Apoio do Hospital, localizada no bairro Arigolândia têm a oportunidade de aprender artesanato. A atividade é simples, mas de grande importância, porque além de ocupar o tempo e a mente, também dá oportunidade de aprender alguma coisa nova. Elizete Lourenço  de Oliveira, mora em Buritis, e está acompanhando o pai, José Oliveira. “Gosto de artesanato. Tô aprendendo pra depois fazer e  presentear a família”. A peça selecionada para confecção do dia era porta guardanapo de fuxico.

Os hóspedes da Casa de Apoio permanecem apenas o tempo necessário  no local. Como a maioria vem do interior de Rondônia, retorna para casa tão logo haja autorização médica. Elizete Loureço ficou com o pai quase 30 dias. Maria Rodrigues  da Silva veio de Jaru e já está na casa há dois meses. Ela está fazendo o tratamento e diz que espera o tempo que for necessário na Casa de Apoio. “O importante é ficar curada. As atividades oferecidas pelos voluntários da AVCC têm ajudado muito a vencer os dias e as horas dos últimos 60 dias. O trabalho deles ajuda a controlar a ansiedade”, afirma.

O perfil dos voluntários da AVCC é variado. São servidores públicos, donas de casa, comerciantes, entre outros que tiram parte do seu tempo para oferecer a quem precisa de um pouco de atenção em momentos de aflição. Islanda de Souza Menezes é comerciante. Duas vezes por semana deixa a loja da família e se entrega ao serviço voluntário na Casa de Apoio e no hospital, onde organiza um bingo. A jornada dela já dura um ano e diz que não se vê mais sem esta atividade. “Ajudar as pessoas é muito bom e tenho podido aprender muito com isso”, declara.

Flávia Gasparini está a serviço da AVCC desde agosto do ano passado. Conta que tinha vontade de participar de um trabalho voluntário, mas preocupava-se como poderia ajudar, uma vez que não tinha habilidades. “Descobri que não é necessário ter conhecimentos ou habilidades, o desejo de ajudar nos ensina e podemos fazer muita coisa por estas pessoas”. Além do bingo, Flávia faz parte da equipe de artesanato. Para confeccionar as peças, elas se reúnem  e produzem as primeiras unidades. Aprendem e partem para o ensino na Casa de Apoio.

A oficina de artesanato foi reforçada com a chegada de Dilma Oliveira Fernandes, uma professora de histórias, filosofia e artes. Seu conhecimento tem contribuído muito para novas técnicas sejam introduzidas na produção de peças artesanais. “Tem sido muito bom transmitir às demais voluntárias esse conhecimento, que elas empregam de imediato, produzindo e ensinando aos pacientes e seus acompanhantes”, destaca.

Marlei Pavão Mota é voluntária desde que o hospital foi criado, há dois anos.  Dedica cerca de 2h no ensino de artesanato, mas investe outro tempo em casa, quando prepara o material para a venda nos bazares. “O trabalho de voluntário é contagiante nele assumimos responsabilidade e compromisso de amor ao próximo”, revela.

Eleita presidente da associação, recentemente, a servidora pública Michela Barros, está sempre em busca de novos voluntários. A entidade, que segundo ela  tem cerca de 30 participantes, tem lugar para muito mais.  “As atividades são diárias, mas o voluntário é que decide quanto tempo  dispõe, às vezes 2h por semana é o que basta”. Na agenda da entidade estão os bingos, que são brincadeiras, com sorteio de utilidades,  produtos  de higiene pessoal, entre outros objetos.

Participam deles pacientes e acompanhantes enquanto aguardam atendimento no Hospital, os que estão na quimioterapia e internos. Os bingos acontecem de segunda a quinta-feira nas dependências do Hospital Barretinho. Nas  segundas e quartas-feiras, das 13h30 às 17h, acontece o bazar, com produtos doados pela comunidade e voluntários que são vendidos a preços simbólicos para o público da Casa de Apoio.

Uma vez por mês a AVCC organiza a festa de aniversários que estão na Casa de Apoio. “É um momento de descontração com a presença de voluntários, familiares, pacientes e acompanhantes”, explica Michela. Doces, bolos, tortas, salgados, sucos e refrigerantes são todos doados por voluntários.

Em conjunto com o hospital, a AVCC faz visitas  aos pacientes chamados paliativos. “São aqueles pacientes em estado grave e que recebem alta”. Michela conta que  enquanto a equipe médica presta o atendimento, os voluntários conversam com os familiares, procuram saber das necessidades da família para tentar saná-las. “Fazemos a parte social. E se houver necessidade, através do hospital fazemos chegar até a família cestas de alimentos e outras doações”, relata.

CHÁ BENEFICENTE

Duas vezes ao ano a AVCC também realiza o Chá Beneficente da Solidariedade. O primeiro de 2015  está marcado para o dia 23 de maio, às 16h30, no salão de festas do Edifício Florença, na rua Paulo Leal, próximo à OAB, na Capital. Os convites custam R$ 30 e todo o valor arrecadado é revertido em benefício dos pacientes e acompanhantes. Os convites podem ser adquiridos com voluntários ou na sede da associação,  localizada na rua Major Amarante, 657, no bairro Arigolândia. Contatos podem ser mantidos pelo telefone (69) 3221 5719.

Ano passado, com recursos de doações,  a AVCC adquiriu 20 centrais de ar condicionado para a Casa de Apoio.  O Ministério do Trabalho da 14ª Região, com recursos provenientes de multas aplicadas a empresas, adquiriu e  repassou para a associação um veículo van, que está à disposição do hospital. O carro foi adaptado para cadeirantes e faz o transporte dos pacientes e acompanhantes entre a Casa de Apoio e o hospital.

A AVCC recebe também doações, que podem ser entregues em sua sede ou, no caso de dinheiro, depositado na Caixa Econômica Federal – agência: 0632 – conta corrente: 4580-7.

Fonte - decom/gov-ro

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