APÓS FRUSTRAÇÃO COM DEPUTADOS, TRABALHADORES VÃO PRESSIONAR CASSOL, GURGACZ E RAUPP PARA QUE PL4330 NÃO PASSE

E essa aprovação contou com o apoio de cinco dos deputados federais eleitos por Rondônia, mesmo após uma forte pressão exercida pelos sindicatos de categoria e Central única dos Trabalhadores (CUT-RO), que chegaram a entregar panfletos a estes deputados que votaram a favor do PL e contra os trabalhadores.
Quinta-Feira, 23 de Abril de 2015 - 12:10

Não teve jeito! A maioria dos deputados federais aprovou, na noite de ontem, com o placar de 230 votos a favor e 203 contra, todo o texto do famigerado PL 4330/2014, inclusive com o ponto que permite a terceirização do trabalho até mesmo para a atividade-fim das empresas, e, assim, praticamente rasgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e põe em risco todos os direitos dos trabalhadores conquistados em anos de luta.

E essa aprovação contou com o apoio de cinco dos deputados federais eleitos por Rondônia, mesmo após uma forte pressão exercida pelos sindicatos de categoria e Central única dos Trabalhadores (CUT-RO), que chegaram a entregar panfletos a estes deputados que votaram a favor do PL e contra os trabalhadores.

Agora o projeto vai seguir para o Senado Federal e, por isso mesmo, a mobilização dos trabalhadores agora terá foco em cima dos senadores. Aqui em Rondônia os dirigentes sindicais e movimentos sociais e de trabalhadores vão atuar fortemente em cima dos senadores Valdir Raupp (PMDB), Ivo Cassol (PP) e Acir Gurgacz (PDT), buscando sensibilizar estes parlamentares a votam contra o projeto que vai instituir a terceirização generalizada e a precarização do trabalho no país.

“O presidente do Senado, Renan Calheiros, já disse, em entrevista à mídia nacional, que o projeto não vai passar no Senado. Mas isso não representa uma garantia para ninguém e, por isso mesmo, enquanto houver essa ameaça aos trabalhadores, vamos continuar pressionando, exigindo que estes representantes que foram eleitos pelos trabalhadores, honrem o compromisso que fizeram com esses trabalhadores e barrem esse projeto tão danoso ao país. Não somos contra a regulamentação dos 10 milhões de trabalhadores terceirizados, o que não aceitamos é que, com esse projeto, mais de 40 milhões de trabalhadores formais tenham seus direitos ameaçados e, principalmente, que lá na frente sejam transformados em terceirizados, ou seja, numa gigantesca nivelação por baixo”, menciona José Pinheiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).

Fonte - Rondineli Gonzalez

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