O QUE S肙 ACHISMOS?

Quanto mais uma pessoa capaz de avan鏰r sobre achismos mais evidente fica sua transposi玢o da realidade para um universo confabulante fabricado artificialmente.
Sexta-Feira, 03 de Abril de 2015 - 08:12

O achismo é uma projeção idealizada em que o indivíduo acredita num conjunto de proposições como sendo os elementos essenciais motivadores de ações, fenômenos e fatos, sem que existam fortes evidências através de estruturas lógicas que transmitem a certeza de uma convicção.

O problema de um achismo é que mesmo sem fundamentação teórica ele pode servir como base para uma tomada de decisão em que as chances de se cometer um erro se elevam exponencialmente à medida que a linha de argumentação provisória avança sobre uma contextualização.

O achismo tem como fundamento um conjunto de evidências que são interpretadas de forma superficial seguindo uma sequência lógica imaginária que pode ser precedida por uma perseguição a uma ideia fixa em torno de um núcleo informativo.

Decisões tomadas em cima de achismos quase sempre extrapolam a noção do bom senso. Este tipo de extrapolação por vezes permite ao emissor do achismo ter uma visão supostamente antropológica da linha semântica que motiva o indivíduo a agir segundo a forma observada.

Porém devido à falta de evidências fortes torna esta “visão antropológica” um espelho distorcido das variações de temores que afetam exclusivamente o indivíduo que observa de forma entorpecida.

Para verdadeiramente compreender o sistema motivacional que leva alguém a agir é necessário ter conhecimento de causa e mergulhar profundamente dentro dos contextos em que se torna possível este olhar interno sobre a visão alheia.

Por isto o achismo encontra muita dificuldade de entrar no universo particular de um indivíduo, por não ter aderência à internalização do pensamento alheio, mas por se vincular a fatos e evidências incapazes de se sustentarem a si mesmos.

O achismo não deixa de ser uma percepção de quem observa, na tentativa de mergulhar sobre um conhecimento que se projeta deter com o avanço das ideias que se somam em linhas de argumentações.

Pode ser importante para a construção de modelos em que cenários fictícios possam ser criados a fim de demonstrações específicas no mundo científico, porém sua aplicação na esfera do comportamento humano como parâmetro válido para sustentar uma tese é carregado de profundas ressalvas lógicas.

Quando uma pessoa passa a perceber outra pessoa de forma contundente e espera encontrar em suas ações justificativas para um comportamento, ela está construindo dentro de si uma linha de raciocínio acidental na forma de achismo em que se tenta ter compreensão integral de fatos através de justificativas internas do indivíduo que observa como se a evidência por si só representasse a própria base em que se sustentam as convicções filosóficas em torno do cenário idealizado.

A observação por si só não significa o resgate total da linha de raciocínio suficiente para desencadear um fenômeno em sua forma integral de expressão.

Quando alguém na função de observador possui ativo dentro de si uma forte carga somática na forma consciente, dificilmente conseguirá abstrair o pensamento alheio quanto aos fatores que integram um contexto observado.

Nenhuma evidência por si só se sustenta dentro de um conjunto idealizado de sinais que são projetivos em relação ao ambiente.

A noção de que um fato possa vir a se configurar em um evento de natureza falso-positivo reduz a chance do achismo como uma medida eficaz para falar profundamente sobre um fenômeno que se observa.

Para que um indivíduo saia deste tipo de suposição superficial é necessário que ele passe a catalogar o conhecimento de causa em que as sucessivas informações que delas possam ser abstraídas reproduzam efeitos verdadeiramente verificáveis.

Só assim é possível construir um modelo de pensamento científico em que uma visão antropológica possa repercutir como uma contextualização válida dentro de uma linha de conhecimento que permite um indivíduo aproximar uma evidência de sua motivação lógica.

Mergulhar dentro do olhar de outra pessoa sem que o indivíduo que observa desenvolva um pré-julgamento através de uma análise crítica é uma árdua tarefa que muito contribui para um discernimento consciente de uma situação.

Só assim, construindo um espaço interno em que as ideias possam emergir de forma pura dentro de um contexto externo dentro de si, que é possível sair da escala de evidências, diminuir a propensão ao erro da linha de argumentação e relativizar o achismo como uma suposição rasa sem sustentação que a considere válida.

Fonte - NewsRond鬾ia

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