VÍTIMAS NÃO TEM NOMES, SÃO APENAS ESTATÍSTICAS

É como se os seres humanos vitimados não tivessem nome, família, amigos, porque são apenas estatísticas
Quinta-Feira, 02 de Abril de 2015 - 08:29

O primeiro passo foi dado, embora ainda com as pernas bambeando. A Comissão de Justiça da Câmara aprovou a redução da idade penal para 16 anos. Haverá uma longa caminhada até que se torne lei. A esquerda, a OAB, praticamente todo o Ministério Público e a imensa maioria dos magistrados são contra.  As alegações básicas são as mesmas de sempre: que o Estado tem que resolver tudo na questão dos menores; que eles não sabem o que fazem; que ocorrerá uma superlotação ainda maior dos presídios. Não há, nessa argumentação (que, aliás, é razoável), dois aspectos vitais, sempre esquecidos. O primeiro, que nunca ocorrerá, são as sonhadas ações concretas do Estado. Desde o Estatuto da Criança e do Adolescente (o ECA), praticamente nada foi feito. E lá se foram 25 anos. O segundo ponto ignorado nesse debate, é o mais importante: nenhuma palavra em relação às vítimas. Zero. A brutalidade, o assassinato frio; os crimes hediondos, nada conta. É como se os seres humanos vitimados não tivessem nome, família, amigos, porque são apenas estatísticas.

Um jovem com  quase18 anos (às vezes faltando uma semana ou um dia para se tornar maior), pode cometer o mais bárbaro crime, que fica apenas três anos em alguma instituição que não funciona e não recupera ninguém. Depois, sai como se nunca tivesse feito nada de errado. Qual o senso de Justiça disso? Qual o argumento que vai se usar para um pai, para uma mãe, para um filho, para um irmão, para uma irmã, para a esposa ou a noiva, para os melhores amigos de quem foi trucidado? Como explicar que os que o amavam não ouvem, das autoridades, nenhuma voz em defesa de quem morreu e, pelo contrário, apenas a defesa do assassino, do covarde. Claro que o tema é complexo. Mas o que não dá mais é fazer de conta de como está, está certo. Não está!

ROYALTIES PAGOS

Nos três anos da Hidrelétrica de Santo Antonio, comemorados nesta semana, alguns números merecem destaque. Nesse período, foram pagos royalties no total superior a 64 milhões de reais. Os cofres estaduais receberam 28 milhões e 800 mil reais. A Prefeitura de Porto Velho recebeu exatamente o mesmo valor. A União pegou os restantes 10% do bolo, recebendo algo em torno de 6 milhões e 400 mil reais. A cada hora, nestes 36 meses, Estado e Município ganharam, cada um, 1.111 reais de royalties, gerados pela usina. Esses valores serão crescentes. O que se espera-se agora é que esse dinheiro seja muito bem aplicado, em benefício apenas da população.

ALUÍZIO VEM AÍ!

Uma péssima notícia para o PSOL, mas certamente uma boa notícia para ele mesmo e para a comunidade! O professor e pastor Aluizio Vidal anunciou seu desligamento do partido, afirmando que entrará num período de reflexão, até decidir se continuará militando na política ou não. Certamente será procurado por vários partidos, mas ele já avisou: " sei o quanto é difícil, nesse caldo partidário que temos, ter e manter alguma coerência ideológica", mas garante que continuará com seu ideário "de lutar incondicionalmente pelos menos favorecidos". Vem aí um forte candidato à Prefeitura de Porto Velho em 2016...

NOVA FARRA

Depois da ação do último domingo, quando usou viaturas, camburões, motos e até um helicóptero para acabar com a baderna que acontecia no local conhecido como Nova Pista, no bairro Planalto, na Capital, a PM está preparada para agir de novo, durante o feriado de Páscoa, porque há indícios que a pequena multidão que lá se concentra voltará com força total. Moradores próximos estão desesperados, porque a área da zona leste tem sido concentração de baderneiros, drogados, brigas a todo o instante e som de carros em um volume assustador. A farra na Nova Pista vai acabar, avisa a PM.

ACIR MIRA 2018

O PDT anda pensando alto em 2016, mas principalmente em 2018. O senador Acir Gurgacz, até agora o único líder importante da sigla, quer preparar o partido para a disputa municipal. Mas seus olhos estão mesmo voltados para dois anos depois, na corrida pelo Governo. Desde agora, Acir começa a trabalhar nesse rumo. Embora haja um longa caminho pela frente, em política os projetos começam bem antes. Numa possibilidade de 1 a 10, ele tem 9,5 de chances de disputar pela segunda vez. Na primeira, sua decisão foi prematura. Agora, está caindo de madura. O trabalho, portanto, já começou.

INSEGURANÇA NO TSUNAMI

O tempo passa e não há definição sobre o processo envolvendo o governador Confúcio Moura e o seu vice, Daniel Pereira. A dupla foi cassada pelo TRE e agora o caso está na fase dos recursos. A verdade é que tudo isso causa uma insegurança ao Estado. A decisão será mantida ou reformada? Se mantida, quando será a posse do novo governante? Se reformada, para que toda essa confusão, que não serviu para nada? O momento é complicado, exatamente  quando mais o Estado precisa ter tranquilidade para enfrentar o tsunami de problemas, principalmente na economia, que vêm por aí!

PERGUNTINHA

Com a drástica redução dos investimentos anunciada pela União, quantos anos demorarão para que sejam concluídas as obras federais em Rondônia?

Fonte - SERGIO PIRES

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