AGONIA DOS ELEVADOS (VIADUTOS) INACABADOS CONTINUA EM PORTO VELHO

O sentimento de impotncia no compartilhado somente com o jovem Fabrcio, mas com toda a populao de Porto Velho que v a novela dos elevados se arrastar desde 2009, quando foi lanada com pompa pelo ex-prefeito preso e afastado do cargo, Roberto Sobrinho (PT).
Domingo, 15 de Março de 2015 - 23:30

Felipe Corona
Especial para o News Rondônia

Engana-se quem achava que um alívio no trânsito viria com o anúncio da retomada das obras dos elevados e marginais de Porto Velho no mês de março deste ano. Até o momento, o que se viu foi apenas a retirada de alguns pedaços de concreto no Trevo do Roque, instalação de um trecho de aproximadamente 200 metros deguard rail (barreira de alumínio) e um breve serviço de modificação na rede elétrica na região.

Os motoristas ainda continuam revoltados com a lentidão no reinício dos trabalhos de conclusão das elevações em Porto Velho. “Aqui, é uma escuridão danada à noite, um lamaçal após qualquer chuva, lentidão terrível nos horários de pico e desorganização no trânsito. São quase seis anos de agonia. Não sei como Porto Velho consegue ter tantas obras paradas ou com lentidão nos trabalhos. O viaduto de Ji-Paraná saiu em pouco mais de seis meses. Os de Pimenta Bueno até ficaram parados, mas foram concluídos. Eu só acredito nesses viadutos quando eu passar com meu carro por cima de um deles”, desabafou o universitário Fabrício Barbosa, de 23 anos, que sempre passa na região.

Qualquer cidadão que utilize pontos onde estariam instalados as elevações, seja de bicicleta, à pé, de ônibus ou carro, sente que o trânsito seria bem melhor. “Tem dias que levo meia hora desde a escola Mário Castagna até chegar em frente à escola da minha filha, na Vila da Eletronorte. Essa obra já era para ter sido concluída, pelo o que me recordo, há pelo menos três anos, ou seja, em 2012. Quem perde, sempre é a população com a lentidão das autoridades, além das suspeitas de corrupção que ainda estão mal explicadas”, apontou a advogada Aline Fernandes, de 33 anos.

E a jovem advogada está certa: duas empresas simplesmente abandonaram as obras (Camter e Egesa). Esta última pediu um aditivo de contrato de 10 milhões de reais ao então prefeito Roberto Sobrinho, mas de maneira misteriosa, após a assinatura do pedido e liberação do dinheiro, dois dias depois, desistiu dos trabalhos, demitiu os trabalhadores e foi embora de Porto Velho. O fato chegou a ser denunciado pelo programa CQC, da TV Bandeirantes, no final de 2012.

Sob responsabilidade do DNIT

No último dia 03 de março, as obras foram enfim retomadas, agora sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O projeto inclui construção de vias marginais nos dois lados da BR-364, entre a Faculdade FARO e o campus da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), além das elevações chamadas de viadutos.

De acordo com o superintendente do DNIT para Rondônia e Acre, engenheiro Fabiano Cunha, o prazo para conclusão da obra é de 20 meses, sendo que a contagem desse prazo começou no dia 15 de setembro de 2014, ou seja, com provável término em maio de 2016. “O Governo Federal quer concluir a obra dentro do prazo estipulado, pois já faz muito tempo que ela ficou paralisada”, disse ele.

Uma delas no trecho entre a FARO e Avenida Jatuarana, a segunda, entre o Trevo do Roque e bairro Tucumanzal, e a terceira, entre a Avenida Campos Sales e Rua Prudente de Moraes.

Fabiano Cunha garante que toda estrutura construída anteriormente foi avaliada pelos técnicos do DNIT e que nenhuma delas será demolida. “Todas serão aproveitadas, mas se houver necessidade, faremos apenas alguns ajustes na estrutura por causa do tempo que foram construídas e do período que ficaram paralisadas”, observou. Segundo ele, apenas as ferragens deixadas expostas na BR com a Prudente de Moraes serão descartadas.

O novo projeto tem um custo estimado de R$76,49 milhões. A construção foi lançada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2009. Desde então, os serviços foram paralisados três vezes. Até agora, segundo relatório da Controladoria Geral da União (CGU), já foram gastos R$ 57,6 milhões nas obras.

Fonte - NewsRondnia

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