BUZINAÇOS E PANELAÇOS – POR JULIO CÉSAR CARDOSO

Quarta-Feira, 11 de Março de 2015 - 08:39
O governo Lula/Dilma fez chacota do declínio da economia americana, garganteando que aqui apenas se enfrentava uma marolinha.

Quando fatores climáticos são invocados para justificar uma crise de política governamental, ou que as circunstâncias da economia internacional não foram favoráveis, é porque o governo está perdido na escuridão de sua incompetência.

Durante a campanha da reeleição e em busca de dividendo eleitorais, para diminuir a nobreza do governo paulista, corrente hostil do PT tentou atingir Geraldo Alkmin culpando-o pela falta de água na capital sem levar em consideração o fator climático, agora esfuziantemente suscitado pela presidente Dilma em sua defesa.

O governo Lula/Dilma fez chacota do declínio da economia americana, garganteando que aqui apenas se enfrentava uma marolinha.  Pois bem, enquanto o Brasil está em crise, Barack Obama  deu a volta por cima e jogou a poeira no Brasil. Mas Dilma nega a crise e revela um otimismo exagerado à maneira Guido Mantega. O ex-ministro da Fazenda sempre apresentou  prognóstico econômico que jamais se confirmou, da mesma forma que a presidente tanta agora nos iludir.

A presidente pode enganar os 54 milhões de recalcitrantes eleitores, que lhe deram apoio, mas não os mais de 88 milhões, pelas óbvias razões de seu fraco e incompetente governo. Assim, a resposta do país ao seu discurso de domingo não é nenhuma falta de educação, mas sim cristalina legitimidade de brasileiros que não aceitam mais ser enganados.

“Esses pronunciamentos de presidentes da República tiveram a sua época, já foram importantes. Houve banalização nos últimos anos e, sobretudo, agora, com a presidente Dilma, esses pronunciamentos se tornam perfeitamente dispensáveis. Imagino que a presidente perdeu por não ficar calada. E diante de uma população que vê a sua paciência se esgotar diante das mazelas nacionais sem solução da parte deste governo, o que Dilma faz? Tenta transferir responsabilidade para a crise internacional quando outros países adotaram as providências de forma competente e superaram dificuldades. E diante dessa estratégia, indagamos: quais as providências que o nosso governo adotou a partir do anúncio da crise econômica internacional? Que reforma se fez neste País desde o Plano Real? Respondemos: nenhuma. Ao contrário, tivemos retrocessos com o modelo do balcão, do aparelhamento do Estado, fábrica de escândalos e de governos incompetentes. A reforma de Dilma foi às avessas, porque o Estado brasileiro cresceu de forma exorbitante, com ministérios, diretorias, empresas, coordenadorias, secretarias, departamentos, cargos comissionados, aumentando as despesas de custeio e fragilizando o caixa governamental, impossibilitado de atender demandas em setores essenciais, como da saúde, da educação, da segurança pública, enfim, no desenvolvimento do País. Dessa forma, o pronunciamento da Presidente só poderia mesmo ser confrontado com o panelaço”, concluiu o senador Álvaro Dias.

Júlio César Cardoso
Bacharel em Direito e servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

foto: em.com.br

Fonte - Julio César Cardoso

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