MULHERES QUE FAZEM ROND訬IA: F罷IMA CLEIDE

Confira!!!
Segunda-Feira, 09 de Março de 2015 - 23:29

Fátima Cleide, nascida em 03/01/1963. Servidora Pública, casada com Ernani Coelho, mãe e avó. Militante política, filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 1989. Foi líder sindical, sócio fundadora do SINTERO. Dirigente partidária, Senadora da República (2003-2010), hoje atua como Diretora na Fundação Perseu Abramo e Diretora na Escola Nacional de Formação Política do Partido dos Trabalhadores. A FPA e ENEFPT atuam no desenvolvimento de atividades como as de reflexão política e  ideológica, de promoção de debates, estudos e pesquisas.

Como servidora pública sou Agente Administrativo. Apesar da formação no curso de Letras, fui contratada pelo Governo Federal nos início dos anos 80 como administrativo.

Isto me possibilitou conhecer a sala de aula mas também todos os outros setores da escola, inclusive a cozinha. Encampei a luta pelo reconhecimento profissional dos funcionários e funcionárias de escola e no Senado Federal tive a oportunidade de corrigir uma desatenção na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, ao aprovar a Lei que inclui os Funcionários de Escola (Administrativos que atuam na gestão, na manutenção e alimentação escolar) como Profissionais da Educação, desta forma, recuperamos a luta pela valorização profissional destes servidores. 

Hoje, meu trabalho se desenvolve na Fundação Perseu Abramo e na ENFPT, na área de formação política. Este trabalho tem abrangência nacional e coopera com as reflexões políticas a cerca da vida no País e no mundo. 

Trabalhar para consolidar no Brasil uma cultura política baseada na justiça social, na fraternidade e que busque a construção da paz.

É a arte de dialogar sobre as diferenças e encontrar caminhos consensuais para avançar em uma determinada direção que seja de acordada pela maioria das pessoas.

É algo que está diretamente relacionado ao ato de viver, como já nos disse o grande mestre, Paulo Freire: "Viver é um ato político".

Lamento que nos últimos tempos, esta atividade esteja sofrendo perigo de morte. De um lado porque seus representantes agem de maneira a sobrepor seus interesses pessoais sobre o interesse coletivo. Traduzindo, suas ações, em nada republicanas, não respeitam a vontade soberana da maioria que dizem representar.

Assim, os setores mais vulneráveis da sociedade, não tem suas demandas representadas por aqueles que elegeu. Que o digam mulheres, negros/as, crianças, jovens, idosos, moradores de rua, LGBT's...

Por outro lado, em razão do descalabro de alguns, setores da sociedade que detém o poder da comunicação e das finanças agem para consolidar a campanha de criminalização da política, colocando a todos/as os que atuam na área, numa vala comum.

É preciso separar o joio do trigo e entender que criminalizar a política é dar um tiro de morte na democracia. A humanidade, em meu entendimento, ainda não construiu ou consolidou, outro sistema político melhor para substituir a democracia. Precisamos trabalhar para fortalecê la e não cair no conto do vigário que se oportuniza das dificuldades com a intenção, nem sempre clara, de impor ditaduras.

Aperfeiçoar a democracia no atual estágio da sociedade brasileira, significa garantir mais participação popular, de forma organizada e instituída pelo Estado Brasileiro. Uma pena que a proposta recentemente apresentada pelo governo brasileiro, foi rechaçada pelo Congresso Nacional. Isto sim, um retrocesso!

Sou suspeita para falar. Faço parte de um grupo minoritário de pessoas da minha faixa etária que nasceram em Rondônia e que moram no Estado. No meu caso, minha avó paterna já nasceu aqui. Mas o que mais gosto aqui é a diversidade que torna o lugar mais atraente. Somos diversos em ambientes, em recursos naturais, e o que há de melhor, diversos em culturas, vez que abraçamos a todos e todas que aqui chegaram nos diversos momentos de exploração econômica. 

A formação social e cultural de nosso povo, ainda em construção, me encanta. Torço para que a corrente dos que amam o Estado vença àquela cujo interesse é apenas o de explorar nossas riquezas. Os ciclos econômicos vividos até aqui já demonstraram que chegamos ao limite em que é chegada a hora de pensarmos e agir para que nossos recursos naturais possam significar riqueza de fato, para todo o povo e não apenas para alguns que chegando a cerca de 40 anos por aqui, já se tornaram milionários à custa da exploração de nossos recursos e de nosso povo.

Viver sem temer a vida e trabalhar por objetivos coletivos.

Fonte - NewsRond鬾ia

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