GARÇON É PARTE DO GRUPO QUE FAZ FARRA COM EMENDAS PARLAMENTARES DESTINADAS PARA FORA DE RONDÔNIA

Escolado nas artes cênicas - ele chora de enterros ao amparo proposital de viúvas carpideiras -, Garçon é considerado, nesta cidade e nos municípios onde tenta restabelecer antigos aliados, “como o deputado mentira da turma da bandeja”, além de Cabeça-Mor dos desvios de emendas em desfavor dos rondonienses no Congresso.
Sexta-Feira, 20 de Fevereiro de 2015 - 17:35

Candeias do Jamary/Rondônia – Indiferente aos problemas vividos pelo povo que o abrigou quando em sérias dificuldades de sobrevivência, o ex-deputado Lindomar Garçon [ex-PV e agora, PMDB], mergulhou num intenso desespero logo após perder o mandato por ordem da Justiça.

Escolado nas artes cênicas - ele chora de enterros ao amparo proposital de viúvas carpideiras -, Garçon é considerado, nesta cidade e nos municípios onde tenta restabelecer antigos aliados, “como o deputado mentira da turma da bandeja”, além de Cabeça-Mor dos desvios de emendas em desfavor dos rondonienses no Congresso.

Em decisão inusitada - mesmo eleito por Rondônia - o deputado e agora “ex-assessor de Confúcio” destinou meio de milhão de reais [R$ 500.000,00] da cota de suas emendas na Câmara para o estado de Minas Gerais realizar eventos turísticos, em vez de Rondônia que o abrigou e sustenta seus salários e sua família.

Minas Gerais é um dos estados mais ricos do país. Tem a segunda maior  bancada no Congresso, enquanto Rondônia amarga e de pires à mão para que dinheiro do Governo Federal incentive o turismo, melhore a saúde, educação e a segurança nas cidades rondonienses.

Por atos dessa natureza e outros ainda investigados durante a “Operação Apocalipse” da Polícia Civil do Governo do PMDB, é que índices de rejeição a ele mais que dobrou, sobretudo em Candeias e na Capital Porto Velho, atestam ex-aliados na Câmara de Vereadores local.

A reportagem deste jornal foi às ruas e colheu informações entre opositores e ex-aliados do ex-deputado verde. Em síntese, os comentários vão de ‘transfuga a vendilhão dos interesses do povo rondoniense’.

- Não há diferença entre bandidos, só mudam os nomes, se queixam.

No Distrito de Triunfo, Lindomar Garçon, onde tem uma das maiores fazendas da região, “é taxado de deputado escroto e deve ser odiado pelo público por seus erros e do sobrinho, o ex-prefeito Dinho”, apontam outros, descontentes com as más atitudes tomadas por ele, o que ocasionou a baixa votação do tio e do sobrinho nas eleições de 2014.

Outros indicam que só a Polícia Federal pode esclarecer se, verdadeiramente, “os R$ 500 mil reais foram destinados a Minas Gerais ou para o bolso dele” - este é o teor das críticas mais pesadas registradas contra o ex-deputado, agora, aliado de Confúcio Moura e do senador Valdir Raupp.

Na pesquisa nas ruas de Candeias e parte das linhas no entorno das propriedades do ex-deputado, “as vozes contrárias a mais um mandato são uma só”. Antigos aliados são unânimes e afirmam que, “o poderio financeiro do clã do Garçon assusta os cidadãos comuns”.

Ele lembra que, “o caso dos R$ 500 mil é a ponta do iceberg para, também, os R$ 10 milhões, migrem para municípios onde o parlamentar cooptar novos aliados, como já ocorre em Candeias com o professor Raimundo logo após a fragorosa derrota imposta pelo povo ao tio DINHO”, na eleição para deputado estadual.

Na tentativa de se chegar ao perfil exato do político Lindomar Garçon das tratativas não cumpridas, segundo ex-aliados, ‘o deputado já teria trazido do seu Estado de origem um triste histórico político-profissional’; o que tornam ameaçadas as vitórias conquistadas pelo povo que o acolheu, outra vez, caso ele desvie os R$ 10 milhões para os novos redutos onde obteve os votos fora de Candeias.      

CASO DAS EMENDAS – O dinheiro desviado para Minas foi destaque na imprensa nacional. Gerou desconforto à bancada no Congresso. Além de colocar em xeque o mandato dele, não explicar sobre o que fez destinar meio milhão de reais para a promoção de turismo a municípios distantes mais de 3 mil quilômetros de Candeias do Jamari, sua base eleitoral.

Para analistas, “essa atitude de Garçon, com certeza, não foi contemplar os eleitores de Rondônia”. A maior parte do dinheiro destinado por ele de uma emenda individual, verdadeiramente, foi parar nos cofres de ONGs, a maioria investigadas por fraudes cujos presidentes estão atrelados a políticos e envolvidos com esse tipo de recurso liberado pelas emendas parlamentares.

Garçon ainda não explicou e foge do assunto como o diabo foge da Cruz. Foi o que aconteceu na convenção do PMDB, em Porto Velho e em Candeias, em passado recente em Brasília. Ele foi instigado por eleitores do partido Verde [PV] a falar do assunto, mas alegou que, “estou, agora, no partido do Governador”, como quem diz que “isso é coisa do passado’.

O deputado está entre os parlamentares que destinaram ainda no mandato dinheiro de emendas para estados que não são os seus estados de origem, fazendo coro a dois secretários da Câmara que também deram dinheiro a ONGS que viajam a Brasília para depois financiarem campanhas eleitorais, talvez, retribuindo os benefícios recebidos.

Fonte - Xico Nery/NewsRondonia

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