PREJU蚙O COM FURTO DE HIDR訫ETROS EM PORTO VELHO PASSA DE R$ 100 MIL

O delegado da 2 Delegacia de Pol韈ia Civil, Manuel Munhoz, encarregado de investigar e deter os criminosos, diz que a maioria dos Boletins de Ocorr阯cia (BO) registrados s鉶 de furtos de hidr鬽etros. 揙 que demonstra a a玢o de uma quadrilha organizada e tamb閙 a participa玢o de receptadores, constata o delegado.
Sexta-Feira, 13 de Fevereiro de 2015 - 17:14

Nos últimos 70 dias, do início de dezembro passado até quarta-feira (12), mais de mil hidrômetros (medidores de água) foram furtados em Porto Velho. A Companhia de Águas e esgotos de Rondônia (Caerd) estima que o prejuízo passa dos R$ 110 mil. Mais de quatro mil pessoas já foram prejudicadas com a falta de água por, pelo menos, 24 horas.

A superintendente regional da Caerd em Porto Velho, Lilia Lucena, lamenta que tantas famílias sejam prejudicadas, justamente quando está em andamento uma força tarefa para sanar os vazamentos ocasionais, pois a tubulação de água da capital já está desgastada e necessita desse tipo de manutenção constante. “Furtos de hidrômetros sempre aconteceram, mas houve um aumento muito grande da primeira quinzena de dezembro para cá”, informa Lucena.

“Só na última madrugada, foram furtados mais de 100 hidrômetros nos bairros Cuniã, Jardim das Mangueiras e outros da zona Leste”, acrescenta Lucena. A quadrilha age das 3h às 5h madrugada e é formada por duplas em bicicletas, motocicletas até caminhonetes, que furtam aparelhos de quarteirões inteiros em sequência, de um lado ao outro da rua. É o que mostram diversos vídeos de câmeras de segurança instaladas em residências.

O delegado da 2ª Delegacia de Polícia Civil, Manuel Munhoz, encarregado de investigar e deter os criminosos, diz que a maioria dos Boletins de Ocorrência (BO) registrados são de furtos de hidrômetros.  “O que demonstra a ação de uma quadrilha organizada e também a participação de receptadores”, constata o delegado.

Diante do volume de furtos, foi iniciada uma ação conjunta entre o Serviço de Investigações de todas as delegacias metropolitanas da Polícia Civil e a Equipe Tática da Polícia Militar, comandada pelo tenente Rodrigo para resolver os crimes. “É prioridade máxima a prisão dos envolvidos, tanto os ladrões quanto os receptadores”, afirma o delegado.

Foram recuperados 27 hidrômetros que estavam escondidos em uma caixa abandonada em lote baldio próximo à área de atuação da quadrilha (prioritariamente na zona Leste).

Um hidrômetro pesa em média, 1,2 quilos e a liga metálica da sua carcaça (corpo do aparelho) contém 60% de cobre, mineral nobre e de fácil comercialização. O valor médio do quilo do produto no mercado internacional é de U$ 7,50 (equivalente a R$ 21,75 ao câmbio atual). No mercado de sucatas de Porto Velho, se paga R$ 11, por quilo. Um cálculo rápido mostra que mil hidrômetros pesando 1,2 quilos cada, resultam em 1,2 toneladas. 60% de cobre equivale a 720 quilos, que podem render perto de R$ 8 mil aos criminosos.

A Caerd informa à população atingida que não haverá nenhum custo adicional em suas contas de água e que os reparos (religações) estão sendo feitas em prazo muito curto pelas 15 equipes técnicas da empresa em todos os setores de Porto Velho. “Temos mais de 30 técnicos trabalhando dia e noite para não deixar faltar água a ninguém e também para evitar o desperdício causado pelos vândalos. A água tratada custa caro e a Caerd prima pela sua qualidade e pureza”, informa a superintendente Lilia Lucena.

O consumidor pode colaborar com alguns cuidados básicos que ajudam na economia e qualidade da água, como verificar e corrigir vazamentos em canos e torneiras, limpar a caixa d’água a cada seis meses, evitar desperdícios e fazer uso racional da água tratada.

Lourival Barros construiu uma proteção para o hidrômetro

Os constantes furtos de hidrômetros penalizam diretamente os consumidores que fica sem água tratada por até um dia, até que seja feito o reparo pelos técnicos da Caerd. Lilia Lucena faz um apelo aos atingidos: “Assim que verificar o furto do seu aparelho, ligue imediatamente para a Caerd solicitando a visita de um técnico pelos fones: 08006471959, 32161709 ou 32161713 e, depois disso, vá até a delegacia da Polícia Civil do seu bairro e registre um BO (Boletim de Ocorrência)”, orienta a superintendente.

A inciativa de reparar vazamentos por parte dos consumidores é desaconselhada pela Caerd, pois pode acarretar em acidentes e contaminação da água tratada.

Na rua Marlos Nobre, no bairro 4 de Janeiro, onde mora George Cariolano dos Santos, 20 hidrômetros foram furtados de uma só vez, deixando a água tratada da Caerd jorrando até que Cariolano, às 7h, viu e tomou a providência de solicitar o reparo. “Como eu sabia que os técnicos da Caerd somente chegariam depois das 8, tratei de ‘arrolhar’ os canos. Só eu gastei mais de 20 rolhas de vinho (cortiça) para tapar os vazamentos”, complementa.

Precavido, o morador da mesma rua, Lourival Conceição Barros, se antecipou à Caerd que pretende colocar grades sobre os hidrômetros, e há mais de dois anos fixou uma grade de proteção ao redor do seu hidrômetro. “Não sei porque, tive vontade e ‘chumbei’ a grade na calçada. Foi a minha sorte, pois todos os meus vizinhos ficaram sem água até para o banho”, diz Lourival mostrando a grade e os vazamentos nas casas ao lado.

 

Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Daiane Mendonça

Fonte - decom/gov-ro

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