CASOS DE VERDADE Nº 162/14

Como tal cidadezinha é monótona, parte daqueles poucos pinguços não se arriscam irem além das duas horas da manhã, uma vez que, por volta das quatro, eles têm que botar as mãos nas tetas das vaquinhas leiteiras que já estão no aguardo, prontas para o sacrifício.
Segunda-Feira, 02 de Fevereiro de 2015 - 10:37

Há muito tempo, ainda naquela saudosa cidadezinha, como já disse antes, tudo pode acontecer, uma vez que seu nome, bem como, sua população está relacionada com pessoas piradas, malucas e doidonas, porém, acostumadas com muito trabalho.

Sendo que após tal labuta, aqueles moradores, também como já disse antes, se reúnem em uns poucos e pequenos bares existentes na rua, como dizem eles, a fim se se divertirem, tomando umas e outras e às vezes chegando a aprontar, quando o teor alcoólico ultrapassa seus limites.

Como tal cidadezinha é monótona, parte daqueles poucos pinguços não se arriscam irem além das duas horas da manhã, uma vez que, por volta das quatro, eles têm que botar as mãos nas tetas das vaquinhas leiteiras que já estão no aguardo, prontas para o sacrifício.

Porém, certo dia chega naquela cidadezinha, um forasteiro metido a caubói, muito falante e muito extrovertido, acompanhado por uma família que visitava amigos, vestido a caráter e querendo impressionar as menininhas que frequentavam uma casa de chopp, sendo esta a novidade do momento, portanto, lotada por todos os tipos de moradores. 

Então, o referido forasteiro chega em seu veículo, quatro portas, com ar, direção, alarme, faltando uma pinturazinha, uma vez que já estava corroída pelo tempo, pegando somente aos trancos e também algumas peças do motor eram amarradas com linha nylon, bem como, uma cabo de vassoura sustentando o porta-mala e demais acessórios de um carro que um dia ainda valeu dinheiro e que o tal forasteiro era tão apaixonado por seu veículo que, carinhosamente o chamava de PERIGUETÃO.

Esse mesmo forasteiro, não sabia o que era alqueire de terras, muito menos quantos metros quadrados (m2), media cada alqueire e quantos bois cabiam em um alqueire, em fim, não entendia patavina nenhuma de área rural, mas era perito em se tratando de uma espumosa e um zap-zap, sem falar claro, em sua paixão o PERIGUETÃO, o qual foi arrematado pelo valor de 3.000,00 (Três Mil Reais), pagos em suaves prestações.

Ao encontrar um trabalhador rural no banheiro, onde foi tirar a água do joelho, foi perguntado por aquele agricultor, quantas cabeças de gado e quantos alqueires de terra possuía e humildemente respondeu que era “FRAQUINHO”. Pois teria ouvido tal conversa entre dois agricultores e criadores de gado da região e soube que fraquinho aqui, é quem tem  acima 300 alqueires de terra e aproximadamente, mil cabeças de gado. 

Segundo ainda seu dono, aquele veículo dispensou algumas periguetes e carregou muitas outras, para locais sob suspeitas, e que tais felizardas ainda tiveram que empurrar por várias vezes aquela joia rara, nas noites da capital. Só que nesta passada pela cidadezinha, seu possante não faturou ninguém, e ainda de quebra, o deixou na mão por algumas vezes, inclusive, ficando sem uma gota de óleo, o que apenas foi trocado e nada mais. Mesmo assim, aquele aventureiro voltou feliz dirigindo seu PERIGUETÃO, como se fosse o ultimo lançamento daquela marca.

Este é mais um caso de verdade e quaisquer semelhança é mera coincidência. 

Fonte - Marival Furtado Vieira

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