EDUARDO CUNHA É O NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Tido como o 'maior pesadelo' da presidente Dilma Rousseff, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é o novo presidente da Câmara dos Deputados; ele foi eleito com 267 votos, a maioria absoluta dos votantes (513); o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi o segundo mais votado, com 136 votos; Júlio Delgado (PSB-MG) contou com 100 votos e Chico Alencar (Psol-RJ) teve 8 votos; houve ainda dois votos em branco; Cunha já se posicionou contra temas como a regulação da mídia ('só por cima do meu cadáver') e o casamento gay ('não entrará na pauta'); ele também é temido pelo PT por ser a pessoa responsável pela pauta da casa e por acolher um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma; em sua primeira fala, no entanto, ele negou qualquer possibilidade de retaliação
Domingo, 01 de Fevereiro de 2015 - 20:15

A Câmara dos Deputados elegeu, em primeiro turno, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para o cargo de presidente no biênio 2015/2016 da 55ª legislatura. Ele foi eleito com 267 votos, a maioria absoluta dos votantes (513). O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi o segundo mais votado, com 136 votos. Júlio Delgado (PSB-MG) contou com 100 votos e Chico Alencar (Psol-RJ) teve 8 votos. Houve dois votos em branco.

Atual líder do PMDB na Casa, ele tem o apoio declarado de PP, PTB, DEM, PRB, SD, PSC, PHS, PTN, PMN, PRP, PEN, PSDC e PRTB.

Carioca de nascimento, 56 anos, Eduardo Cunha vai para o quarto mandato consecutivo, todos pelo PMDB. Na Casa, já ocupou a Presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, foi líder do partido e é conhecido por ser um dos parlamentares que mais conhecem o Regimento Interno da Câmara.

O Presidente eleito é considerado o maior desafeto da Presidente Dilma Roussef, e sua eleição coloca fim a uma das mais duras campanhas pela presidência da Casa.

Com a vitória, Cunha se torna o segundo na linha da sucessão presidencial, atrás somente do vice-presidente Michel Temer. No cargo, ele também terá papel decisivo na definição da pauta de votações e na decisão sobre outros temas, como a tramitação de processos de cassação de parlamentares e a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI).

Após a proclamação do resultado, simpatizantes do novo presidente da Câmara gritaram seu nome em plenário. Ao discursar logo depois de tomar posse, Cunha adotou tom conciliador.

"Estamos aqui para ser o presidente e não somente daqueles que votaram no nosso nome. As disputas se encerram na apuração e todos somos deputados iguais", disse.

"Nunca em nenhum momento nós falamos que seríamos oposição e também falamos que não seremos submissos", disse.

Apesar do tom mais ameno do que o da campanha, o novo presidente da Câmara voltou a dizer que houve interferência do governo na disputa, mas afirmou querer enviar uma "palavra de tranquilidade" ao Executivo.

"Não há de nossa parte nenhum jugo de retaliação", garantiu. "O Parlamento, pela sua independência, ele sabe reagir (à interferência) e ele reagiu no voto... Passada a disputa, isso é um episódio virado", acrescentou Cunha, que já se comprometeu a colocar em votação o segundo turno da proposta de emenda à Constituição do Orçamento Impositivo, que obriga o governo federal a pagar as emendas parlamentares ao Orçamento.

Cunha teve 267 votos, dez a mais do que o necessário para vencer no primeiro turno, e superou Arlindo Chinaglia (PT-SP), que teve 136 votos; Júlio Delgado (PSB-MG), que angariou 100 votos; e Chico Alencar (PSOL-RJ), que recebeu 8 votos.

Líder do PMDB na Câmara, Cunha criou problemas para o governo da presidente Dilma Rousseff na Legislatura que se encerrou no sábado. Durante a campanha, ele negou que faria uma presidência de oposição, mas pregou a independência do Parlamento em relação ao Executivo.

Também durante a disputa, Cunha entrou em choque com o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), e alertou que se o governo decidisse tomar lado na disputa haveria consequências.

Confira os eleitos para os demais cargos da Mesa Diretora

1ª Vice-Presidência: Waldir Maranhão (PP-MA) - 428 votos

2ª Vice-Presidência: Giacobo (PR-PR) - 322 votos

1ª Secretaria: Beto Mansur (PRB-SP) - 436 votos

2ª Secretaria: Felipe Bornier (PSD-RJ) - 437 votos

3ª Secretaria: Mara Gabrilli (PSDB-SP) - 456 votos

4ª secretaria: Alex Canziani (PTB-PR) - 457 votos

1ª suplência: Mandetta (DEM-MS) - 424 votos

2ª suplência: Gilberto Nascimento (PSC-SP) - 382 votos

3ª suplência: Luiza Erundina (PSB-SP) - 372 votos

4ª suplência: Ricardo Izar (PSD-SP) - 187 votos

 

com informações da agência camara/brasil247

Fonte - redação

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