Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2015 - 08:07 (Geral)

LEGALIZAÇÃO DOS GARIMPOS COMEÇA AGORA E TENTA NÃO EXTINGUIR COM A FIGURA DO GARIMPEIRO RONDONIENSE

Diferentemente daquilo que afirmam pesquisadores e autoridades ambientalistas, o ouro extraído dos garimpos rondonienses não é processado através do uso de mercúrio. Esse método está em desuso há anos, e só sobreviveu até aos anos 90 e 2000, quando a tecnologia ainda não tinha chegado aos garimpos locais.


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Da Redação do NewsRondônia

Porto Velho (RO) – Depois de quase três décadas, trabalhadores garimpeiros chegam ao consenso de que, considerando a extensão territorial deste Estado, o poder econômico de grupos externos, “é preciso regularizar, de vez, a atividade da garimpagem rondoniense”.

De acordo com estudos mais recentes, há mais de uma década que no mercúrio foi eliminado da atividade de garimpagem, pelo menos, nos garimpos abaixo das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, bem como do Belmont às áreas próximas ao distrito de Calama.

Diferentemente daquilo que afirmam pesquisadores e autoridades ambientalistas, o ouro extraído dos garimpos rondonienses não é processado através do uso de mercúrio. Esse método está em desuso há anos, e só sobreviveu até aos anos 90 e 2000, quando a tecnologia ainda não tinha chegado aos garimpos locais.

Essa estratégia é antiga, a de que o mercúrio continua sendo utilizado na limpeza do ouro extraído das áreas de aluvião (leito dos rios) e de sequeiros (terra firme), afirmam outros líderes mais modernos desse segmento produtivo.

Conforme aponta estudos com base no processo histórico da atividade garimpeira no Estado de Rondônia e em parte da Amazônia Brasileira, “a sobrevivência de garimpeiros clandestinos é considerada muito ruim, tanto para eles, quanto para os estados que ainda não regularizaram de vez os seus garimpos”.

É com base na falta de atenção por parte das autoridades, que, atualmente, surge no cenário estadual a existência de novos pensadores e operadores da atividade garimpeira, cujo objetivo é lutar pela regularização imediata dos garimpos, a fim de que, “o ouro seja extraído, comercializado e contabilizado pelo fisco”, admitem porta-vozes desse segmento no Estado.

Com a regularização dos garimpos rondonienses ao longo da Calha do Rio Madeira, entre os quais, os localizados no entorno das usinas de Jirau e Santo, Área de Proteção Ambiental Rio Madeira [APA], Belmont e Rio Machado, “os órfãos dos garimpos serão extintos, o Estado dobraria a arrecadação e a paz reinaria na região hoje considerada conflituosa face à resistência das autoridades em fazer cumprir a Lei José Hermínio Coelho”, ora contestada pelo governador no Supremo Tribunal Federal (STF).

O fim da repressão violenta às atividades garimpeiras, em que pese a concessão da maioria das áreas já serem outorgadas a cooperativas, pode contribuir para que a economia estadual ganhe novo impulso após o boom das usinas hidrelétricas. Pelo menos, essa é a opinião de parte de procuradores e ambientalistas aposentados sobre a falta de posicionamento do Governo.

- A legalização é a saída para desenvolver de vez o setor mineral no Estado de Rondônia e na Amazônia, diz um importante consultor que já foi ligado ao Ministério de Minas e Energia (MM-E) e com grande desenvoltura junto aos tribunais superiores, no Distrito Federal.

Fonte: NewsRondonia

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