GRUPAMENTO DE OPERAÇÕES AÉREAS AUXILIA NO TRANSPORTE DE PACIENTES

Criado em março de 2012, o grupamento especial do Corpo de Bombeiros tem uma enorme lista de serviços prestados a famílias de todo o Estado. “Neste período foram pelo menos 1.200 pacientes transportados em mais de 800 horas de voo”, conta o major Lindoval Rodrigues Leal, o primeiro oficial da instituição rondoniense a fazer o curso de especialização em Brasília.
Quarta-Feira, 13 de Agosto de 2014 - 16:37

Quem já precisou remover um paciente em estado grave com rapidez para uma localidade com maiores e melhores recursos médicos, sabe da importância do serviço prestado pelo Grupo de Operações Aéreas, o GOA. 

Criado em março de 2012, o grupamento especial do Corpo de Bombeiros  tem uma enorme lista de serviços prestados a famílias de todo o Estado. “Neste período foram pelo menos 1.200 pacientes transportados em mais de 800 horas de voo”, conta o major Lindoval Rodrigues Leal, o primeiro oficial da instituição rondoniense a fazer o curso de especialização em Brasília.

Hoje o GOA conta com três aeronaves para atender as ocorrências do grupamento, a última delas, um helicóptero esquilo B2, somado à frota em junho passado, transferida pelo poder Judiciário. Trata-se de um avião apreendido pela Justiça, cuja ação foi julgada e transitada, tendo os proprietários perdido o direito sobre o mesmo.

Tem também um avião bimotor e um monomotor, ambos com capacidade para seis pessoas, entre passageiros e tripulação, podendo converter os lugares em maca para transporte de pacientes graves.

A rapidez na transferência de pacientes em estado grave é o segredo do GOA, por isso as aeronaves são essenciais, explica o comandante do grupamento. Segundo o major Leal, a equipe pode percorrer longas distâncias, como de Vilhena a Porto Velho em duas horas, quando por estrada seriam necessários pelo menos dez horas, tempo em geral demasiado longo para os pacientes transportados pelos bombeiros. 

Atualmente, a maioria das viagens envolvem a capital e Cacoal, está por concentrar o principal polo regional para atendimento médico com a presença do hospital regional. Mas todos os municípios estão inseridos no atendimento.

O atendimento do GOA só acontece mediante a solicitação médica, encaminhada através do diretor do hospital. “Nós fazemos a triagem com avaliação para certificarmos de que o paciente necessita de transporte aéreo”. As equipes são acionadas para atendimento em terra e no ar até a entrada do paciente no hospital para onde for destinado.

O Major explica que não basta alguém entender que o paciente precisa ser transferido e requerer os serviços. “Sabemos que o tempo é essencial entre a vida e a morte e já tivemos casos muito graves,com reanimação durante o voo, mas até então nunca perdemos nenhum paciente”, lembra satisfeito. A equipe do GOA além da tripulação conta com um médico e um enfermeiro.

TFD

As aeronaves dos Bombeiros também fazem transporte de pacientes para tratamento fora do Estado, o chamado Tratamento Fora do Domicílio. O trabalho é feito em conjunto com a Secretaria de Saúde para transferência de pacientes graves, quando os recursos médicos já foram esgotados no Estado. O transporte efetuado pelo GOA tem resultado em economia financeira para Rondônia, que ultrapassa a casa de um milhão e meio de reais, além de aumentar as chances de vida do paciente.

A tripulação do GOA já levou pacientes para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, São Luiz e Barretos, entre outros. A equipe é composta de cinco pilotos, sete operadores aéreos que atuam em solo e nos voos, três mecânicos e um enfermeiro, todos militares.

Durante as cheias dos rios Madeira e Mamoré, que deixaram Guajará-Mirim isolada, as aeronaves do Grupamento de Salvamento realizaram inúmeras viagens resgatando pacientes daquela localidade para Porto Velho, inclusive os de hemodiálise, que precisavam chegar a Porto Velho para serem submetidos ao tratamento dos rins.

Fonte - rondonpress

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