ZÉ ROVER DIZ QUE VILHENENSES TEM QUE ESTUDAR MAIS PARA PASSAR EM CONCURSO PÚBLICO

Para ele, as pessoas gostam de passar a madrugada nas filas dos postos de saúde para baterem um papo
Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2012 - 08:05

Sem ter como explicar as duas fraudes que cancelaram os dois concursos públicos promovidos por sua administração, em 2010 e 2011, o prefeito Zé Rover orientou a população de Vilhena a estudar mais para ser aprovada em concurso público. Entre outras pérolas ele disse que a maioria das pessoas que foram aprovadas nos dois concursos realizados e cancelados em sua gestão era de outros municípios, por isso, os vilhenenses deveriam se aplicar mais em seus estudos para um novo concurso que ele pretende realizar ainda este ano, em dezembro, assim eles desbancariam os concorrentes de outros municípios.

Zé Rover só não conseguiu explicar como em duas oportunidades houve fraudes em seus concursos, o que levou a justiça a cancelá-los. Na primeira leva foram mais de 10 mil candidatos, na segunda oportunidade a quantia chegou a 15 mil concorrentes para diferentes áreas da administração pública. Boa parte daqueles que pagaram as inscrições até agora não receberam seu dinheiro de volta. Mas os gastos não foram apenas com as inscrições. Muitos se prepararam pagando cursinhos preparatórios.  Só faltou dizer que os vilhenenses são mais despreparados que os concorrentes de fora.

Mas esta não é apenas uma das explicações que Rover deu em seu programa eleitoral para os problemas de sua gestão. Em seu programa de governo ele havia prometido acabar com as filas nos postos de saúde, um problema que persiste por várias administrações. Ele havia prometido acabar com as filas com agendamento via on-line, como se o povão que depende dos postos de saúde tem computador e internet em casa para esse fim. Mas o prefeito também teve uma boa desculpa para as concorridas filas de madrugada nos postos de saúde.

Ele disse em seu programa eleitoral que as pessoas vão para as filas de madrugada porque gostam de ficar batendo papo até chegar o momento de serem atendidas. Como se uma conversa de madrugada nas filas dos postos de saúde de Vilhena fosse um bom analgésico para dor de cabeça, febre, gripe, falta de ar, dor de barriga, diarréia e outras moléstias enquanto o cidadão disputa uma ficha de atendimento quase que a tapa, já que a oferta destas é limitada pela falta de médicos.

Fonte - hojerondonia.com

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