RAUPP E A INFIDELIDADE PARTIDÁRIA

Ao declarar apoio a Rover (PP), que disputa à reeleição, militantes da sigla afirmaram que o presidente nacional do PMDB pode ser punido por cometer infidelidade partidária.
Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2012 - 08:37



As declarações do senador Valdir Raupp, presidente nacional interino do PMDB, agitou o cenário político vilhenense no último final de semana.

À imprensa, Raupp manifestou apoio à reeleição de Zé Rover (PP) e descartou à candidatura de Melki Donadon (PTB), que tem apoio do PMDB local. A decisão – segundo ele – aconteceu após reclamações de “companheiros” contrários à candidatura de Melki. Raupp teria dito que “muitos peemedebistas estão apoiando a reeleição do Rover por mudanças no que foi decidido em convenção municipal”.

Indignados com as palavras do senador, militantes do PMDB de Vilhena decidiram desmentir Raupp chamando-o de “demagogo e traidor”. Em contato com a reportagem do EXTRA DE RONDÔNIA, eles lamentaram “a desastrosa e infeliz declaração que – segundo justificaram - demonstra o total desconhecimento do senador com relação aos princípios éticos do partido ao qual preside no país”.

De acordo com os peemedebistas, todas as decisões do PMDB local foram tomadas após reuniões com membros da executiva municipal, seguindo, de forma democrática, o estatuto do partido. “Raupp deu total autonomia ao diretório para que a mesma avaliasse a melhor alternativa de fortalecimento do PMDB vilhenense”, disse um antigo membro da sigla.

Os peemedebistas afirmaram que Raupp cometeu infidelidade partidária ao declarar apoio a candidato de outro partido. “Com essa postura, anti-ética, o senador contraria a vontade soberana dos convencionais. Ele está sendo demagogo e traidor ao não respeitar o processo democrático. Com essa conduta, ele cometeu infidelidade partidária ao, praticamente, rasgar o estatuto da sigla. O diretório de Vilhena vai representar o senador, através de processo disciplinar, no Conselho de Ética da Executiva Nacional, e pedir sua expulsão. Na condição de presidente, interino, Raupp deveria dar o exemplo e apoiar as decisões dos filiados. Como é que ele pode cobrar fidelidade, de alguém, se ele praticamente rasgou o estatuto?”, desabafaram os filiados. “Hoje o PMDB está forte, unido e focado na eleição a prefeito de Melki Donadon, que representa a melhor alternativa política para administrar o município de Vilhena”, concluiu o diretório.

INFIDELIDADE PARTIDÁRIA
Um caso semelhante, de infidelidade partidária, está acontecendo na capital, Porto Velho. Peemedebistas querem a expulsão do filiado e ex-deputado estadual David Chiquilito, por hipotecar, publicamente, apoio ao candidato a prefeito Lindomar Garçon, do PV.

De acordo com os revoltados peemedebistas, Chiquilito está traindo a legenda e ao postulante do PMDB à prefeitura, o médico José Augusto. Para a velha guarda da agremiação, esse gesto é uma falta grave e, caracterizada a traição, teria de ser punido com expulsão exemplar das hostes do partido. “Emedebista que veste a camisa, não trai nossa legenda assim, descaradamente”, disse um revoltado correligionário à imprensa da capital. Se for comprovado o ato, assim como David Chiquilito, o senador também poderá ser punido com a expulsão da sigla.

TEXTO: EXTRA DE RONDÔNIA
FOTO: DIVULGAÇÃO

Fonte - extraderondonia

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