Suspeito de ter intermediado imigração de rondoniense achada morta nos EUA é preso pela PF

O homem é conhecido como Piscuila, confessou realizar tráfico de pessoas e foi preso em Ouro Preto do Oeste.
Sexta-Feira, 01 de Julho de 2022 - 17:19

Autor - Redação News Rondônia

Anderson J. d. S., foi preso pela Polícia Federal (PF) suspeito de ter feito a imigração ilegal de Lenilde Oliveira dos Santos para os EUA. A vítima era uma enfermeira rondoniense e foi encontrada morta no deserto americano há quase um ano. O homem é conhecido como Piscuila, confessou realizar tráfico de pessoas e foi preso em Ouro Preto do Oeste.


Imagem Piscuila

De acordo com informações, Piscuila organizava viagem de moradores que tinham interesse em entrar ilegalmente nos EUA, o mesmo entrava em contato com os coiotes mexicanos e repassava os nomes dos que queriam cruzar o deserto de forma ilegal. Dessa forma, Anderson conseguiu fazer com que Lenilde que morava em Vale do Paraíso (RO) pudesse ir até os EUA.


Foto Enfermeira Lenilde

Ir para os EUA era o sonho da enfermeira, porém, a viagem terminou de forma trágica, em vista, que a rondoniense foi abandonada no deserto pelos coiotes quando tentava atravessar do México para os EUA e acabou morrendo de fome e frio.


Foto do Deserto

A Polícia Federal informou que o suspeito vai ficar em prisão preventiva e deve responder na Justiça por promover a imigração ilegal e de homicídio com dolo eventual, decorrente da morte da enfermeira.

A viagem de Lenilde iniciou no dia 13 de agosto de 2021, onde a enfermeira saiu de Vale do Paraíso com o objetivo de atravessar a fronteira, entretanto, com apenas um dia de viagem, a mesma já aparentava estar muito desidratada e passando mal. Nove dias depois, a enfermeira foi encontrada morta. A família acredita que ela morreu de sede após ser abandonada.

A família teve problemas para trazer o corpo da enfermeira para o Brasil, entretanto, após trâmites burocráticos, o corpo foi liberado para retornar ao Brasil.  

ENTERRO

O corpo da enfermeira passou em frente ao hospital da cidade onde Lenilda trabalhou até se aventurar em busca de melhores condições de vida. Mas foi na quadra de uma escola que familiares, amigos e conhecidos puderam prestar o último adeus.


Foto no enterro de Lenilde

Cartazes com fotos de Lenilda descreviam passagens de momentos importantes da vida dela. Uma amiga de Lenilda descreveu o momento como triste e ao mesmo tempo de alivio. “A família sofre muito, além do mais conforta saber que o corpo agora estar aqui e pode ter um descanso final”, disse.

Fonte - 20 - News Rondônia

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